Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Vinhas da Bairrada voltam a concurso pela sexta vez

Iniciativa foi relançada e traz novidades para 2010

A sexta edição do concurso “As Melhores Vinhas da Bairrada” foi lançada em dia de São Martinho, 11 de Novembro, no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, e introduz novidades para estimular a participação de um maior número de viticultores.

A iniciativa parte da Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB), em parceria com a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) e tem por objectivo estimular e divulgar o que de melhor se faz na Bairrada em relação à cultura da vinha, na procura de fomentar uma máteria-prima de excelência.

Sendo objectivamente reconhecida a importância deste concurso e o seu contributo para a implementação de boas práticas a nível da viticultura bairradina, “pretende-se agora relançá-lo com novos moldes, em que será dado grande relevo à componente prática e formativa, com acções a desenvolver durante o decorrer do ano agrícola e focadas no vitivinicultor”, explicou João Casaleiro, presidente da Direcção da CVB.

Para a realização deste objectivo, as entidades promotoras do concurso contam com a colaboração activa de empresas que trabalhem para a vitivinicultura, assim como da Caixa de Crédito Agrícola de Anadia, estando já calendarizadas algumas acções, tanto em sala como de campo, a realizar no decorrer do ano vitícola.

 

Acções já agendadas

No dia 13 de Janeiro de 2010, das 9 às 12 horas, na Estação Vitivinícola da Bairrada, em Anadia, será feita uma comunicação pelos Viveiros Pierre Boyer e feita uma demonstração pela J.L.S.P., Lda. de máquina de pré-poda, corta-mato e trituradora.

No dia 24 de Março de 2010, pelas 9 horas, será feita uma apresentação a cargo da Sapec, no auditório do Museu do Vinho Bairrada e às 10.30 horas uma demonstração de máquinas agrícolas.

O concurso “As Melhores Vinhas da Bairrada 2010” pretende, também, como mostra de práticas e resultados, promover o intercâmbio e confronto de ideias, conseguindo que as parcelas candidatas sejam autênticos mostruários de boas práticas agrícolas e promover, muito especialmente, a preservação do património paisagístico, valor que poderá contribuir, de forma decisiva, para o desenvolvimento harmonioso e sustentado da região.

Presente no relançamento da iniciativa esteve Fernando Castro, da Confraria dos Enófilos da Bairrada, que fez o apelo para um espírito de maior unidade no sector, alertando para o facto de ser necessário que os produtores “apostem cada vez mais em dar qualidade ao seu vinho, que só é possível com boas vinhas”. O confrade lançou assim o desafio ao sector vitivinícola da Bairrada, para ser mais participativo neste tipo de acções.

Jorge Sampaio, vereador da Câmara Municipal de Anadia e vice-presidente da Associação Rota da Bairrada, lembrou aos presentes estar-se perante uma “nova Bairrada e uma nova mentalidade”, notória nas preocupações que os produtores têm revelado “com o melhoramento das suas vinhas, que resultam também em melhores paisagens, com benefícios para o desenvolvimento da componente turística na região da Bairrada”.

O autarca sublinhou a necessidade de “não se poder parar”, para dar seguimento ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, para que assim “os frutos apareçam”.

Recorde-se que o VI Concurso “As Melhores Vinhas da Bairrada” decorrerá ao longo da campanha vitícola de 2010/2011, mediante inscrição, que deve acontecer na CVB, até ao dia 31 de Março de 2010.

A decisão final do júri será em Outubro do próximo ano e a entrega de prémios em Novembro.

 

 

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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Vindima na Bairrada com qualidade semelhante à mítica colheita de 1980

CVB muito satisfeita com os resultados

Terminada que está a vindima na Bairrada, a Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) entende ser tempo de se fazer o balanço, que “poderemos afirmar, sem qualquer dúvida, ser muito positivo”.

De acordo com a Comissão Executiva da CVB, a quantidade das uvas, sendo menor do que a média dos 350 mil hectolitros verificada nos últimos 10 anos, é contudo um pouco superior à do ano passado, designadamente no que se refere aos vinhos brancos, em cerca de 10%.

Para a CVB este foi um ano com excepcionais características climatéricas, que conjugaram condições pouco frequentes de temperaturas atmosféricas e condições dos solos, que proporcionaram “vinhos espumantes, rosados, brancos e tintos com um equilíbrio de maturação e acidez (frescura) verdadeiramente notáveis”.

“Parece não ser desadequado dizer-se, como consta, que provavelmente esta colheita de 2009 terá sido a melhor verificada na região depois da já longínqua e mítica colheita de 1980”, frisa a CVB.

 

 

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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Bairrada com vindima de excelência este ano

Vindima deve chegar aos cerca de 350 mil hectolitros

Depois de no ano de 2007 e de 2008 ter havido uma reduzida produção, de acordo com a Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) é muito promissora a próxima vindima na Bairrada.

A nascença dos cachos foi moderada, designadamente no que diz respeito às castas tintas e o ano vitícola tem corrido do ponto de vista climático muito favorável, sem problemas fito-sanitários, tudo indicando que se irá proceder a uma vindima de muita qualidade.

Neste momento as castas tintas encontram-se na fase do “pintor”, o que quer dizer que estão já alguns bagos dessas castas a adquirir a sua coloração definitiva.

As castas brancas, no geral mais temporãs, deverão começar a ser vindimadas a partir dos meados do mês de Agosto.

Quanto às tintas, apenas deverão começar a ser vindimadas já no decorrer do mês de Setembro, sendo normal que essa vindima entre bem pelo mês de Outubro.

Como nota final, a CVB acredita que se aguarda uma “vindima de quantidade normal, dentro da média habitual dos cerca de 350 mil hectolitros, mas de excelente qualidade, derivado também às novas plantações efectuadas nos últimos anos com castas seleccionadas”. (Foto: Ana Jesus Ribeiro)

 

 

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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Vinhas da Bairrada não vão a concurso

Falta de produtores inscritos leva à interrupção

Este ano não vai realizar-se o concurso “As Melhores Vinhas da Bairrada”. A Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) - entidade que lidera a iniciativa, em parceria com a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) - não reuniu um número suficiente de inscrições, aproveitando este interregno para fazer o balanço dos primeiros cinco anos de concurso. A sexta edição será relançada, com novos moldes.

João Casaleiro, presidente da Direcção da CVB, disse aos jornalistas que este ano será para “nos concentrarmos no balanço das cinco edições anteriores, fazermos a sua avaliação e tirarmos conclusões, para relançar o concurso, em moldes um pouco diferentes, com uma dimensão voltada para a questão do ambiente e da viticultura sustentável”.

Casaleiro informou que em Outubro será realizada uma sessão de explicação dos novos contornos do concurso.

José Santos, director de serviços da DRAPC, referiu tratar-se de um momento em que “sentimos a necessidade de pensar nos resultados e reformular o próprio concurso em si”. O objectivo será o mesmo: “Chamar os viticultores no sentido de terem maior preocupação com as suas uvas, para obterem um melhor produto”, sublinhou o dirigente.

É intenção da organização envolver empresas que neste ciclo são intervenientes. E conseguir maior número de produtores a concorrer, para envolver mais gente na iniciativa”, defendeu José Santos.

 

Desinteresse dos participantes

César Almeida, presidente do júri nas últimas edições, tendo acompanhado as cinco, diz ter começado a ver, nos primeiros anos, tudo a correr bem. Mas nos “últimos houve desinteresse dos participantes. Não queremos acabar com o concurso. Mas sim interromper para aproveitar para reflectir sobre o que estava menos bem”. César Almeida pretende propor que os antigos concorrentes e outras pessoas “dêem a sua contribuição para a melhoria da iniciativa”.

A “escassa participação” é para César Almeida o motivo número um para esta interrupção. “Gostaríamos que nos dissessem o que deve ser alterado para aproximar o concurso dos produtores, porque tivemos uma redução de 20 para meia dúzia”.

Nos outros anos, César Almeida diz que o número rondava os 20 participantes. “Mas eu já notava grande preocupação da CVB a telefonar aos produtores para virem. Houve desinteresse”, frisou, lembrando que muitos dos concorrentes eram os mesmos.

De qualquer forma, César Almeida diz ser notória a melhoria significativa no tratamento das vinhas.

José Santos atira as culpas para a globalização e para o aparecimento de países emergentes produtores de vinho, que não eram, como a Nova Zelândia ou o Chile, o que “faz com que o vinho chegue cá mais barato”.

Quem vem ao concurso “perde a vontade de voltar, porque cria-se uma rotina. Temos de criar estímulos. Queremos mostrar aos viticultores que há uma valorização profissional e técnica”, rematou o dirigente.

 

 

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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

“As Melhores Vinhas da Bairrada” 2008

Concurso distingue as seis melhores vinhas da Bairrada

António Gilberto Martins Costa e as Colinas de São Lourenço arrecadaram, em ex-aquo, o 1º Prémio/Medalha de Ouro na quinta edição do concurso “As Melhores Vinhas da Bairrada”. A entrega de prémios e diplomas decorreu no dia 10, na adega das Colinas de São Lourenço, em São Lourenço do Bairro.

João Casaleiro, presidente da Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) - que lidera a iniciativa, em parceria com a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) -, referiu que este concurso “tem o mérito de dar mais visibilidade aos trabalhos difíceis da vinha, para que o vinho tenha mais qualidade”. Casaleiro lembrou que os critérios do concurso “são muito objectivos e procuram medir o empenho que os produtores devem ter ao longo do ano”.

O dirigente da CVB deu ainda a conhecer que a Bairrada manteve o seu valor comercial relativamente ao ano transacto: “A região não foi atingida pela redução. É um mérito para os produtores, que têm introduzido melhorias”.

João Casaleiro, dirigindo-se a José Santos, director do serviço de Agricultura e Pescas da DRAPC, solicitou que, ao abrigo do Plano Estratégico para a Bairrada, sejam realizados mais estudos técnicos e que os produtores possam ter um maior auxílio sobre o aproveitamento de castas mais favoráveis.

Por seu turno, José Santos, em resposta, disse aceitar o repto: “Estaremos sempre que possível e com os meios que temos na procura de dar resposta aos desafios. Mas o caminho de desenvolvimento da Bairrada terá de passar pela continuidade da reestruturação da vinha e pelo seu reordenamento, dando-lhe mais dimensão”. O responsável disse ainda estar mais seguro em relação ao futuro, porque “temos a garantia de que vamos manter as infra-estruturas que temos”.  

 

Foram 18 vinhas a concurso

César Almeida, que presidiu o júri do concurso, felicitou os participantes, proprietários das 18 vinhas que concorreram, “que foram corajosos, porque tiveram o arrojo de as mostrar e de expor o seu trabalho”. O presidente do júri disse também ter constatado que “a Bairrada tem já vinhas mais cuidadas e com um elevado grau de profissionalismo”.

Sílvio Cerveira, das Colinas de São Lourenço, vencedor do concurso pelo segundo ano consecutivo, considerou-o “fundamental para o desenvolvimento do progresso e luta pela melhoria da qualidade dos vinhos Bairrada”. Já António Costa garantiu que a Medalha de Ouro será “um estímulo para fazer ainda melhor”.

 

Os classificados

O 1º Prémio/Medalha de Ouro vai para António Costa, com uma parcela de Inteiriços, com a casta Baga. Em ex-aquo ficou a Sociedade Agrícola Colinas de São Lourenço, Lda, com uma parcela de Touriga Nacional da Quinta e a mesma casta.

O 2º Prémio/Medalha de Prata vai para Aveleda - Sociedade Agrícola e Comercial da Quinta da Aveleda, SA. A parcela vencedora foi da Quinta da Aguieira - Vinha do Custódio e a casta a Touriga Nacional.

O 3º Prémio/Medalha de Bronze foi atribuído às Caves São Domingos, SA, com a parcela Casal da Silveira e a casta Baga/Touriga Nacional. Há mais dois ex-aquo: Lino Seabra, com a parcela Pardigueiro e a casta Baga e a Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias, SA, com a parcela Quinta do Valdoeiro - Syrah N11 e a casta Syrah.

 

 

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Domingo, 16 de Novembro de 2008

Bronca da semana

Adega Cooperativa de Vilarinho do Bairro pode estar em pré-falência

A Adega Cooperativa de Vilarinho do Bairro corre risco de fechar portas. A notícia já não representa novidade para as gentes da freguesia, principalmente para os viticultores, que de acordo com o presidente da Direcção, Manuel Seabra, contribuíram este ano para prejudicar a situação, por terem entregue as uvas que produziram noutros operadores de mercado, muitos deles privados, que devido à falta de produção pagaram as castas a preços bastante convidativos.

Por seu turno, os produtores queixam-se do valor que lhes foi pago pela última campanha, de 2006, na casa dos 8/9 cêntimos por quilograma (kg) de uvas, argumentando que têm de olhar pela vida, caso contrário “mais vale abandonar as vinhas”, dizem.

Filipe Neto, do lugar da Poutena, freguesia de Vilarinho do Bairro, é sócio da Adega Cooperativa há cinco anos. Admite que a crise na viticultura tem-se agravado desde 2005, não se verificando problemas apenas com a Adega de Vilarinho, mas com outras por todo o país. Aponta 2006 como um ano “péssimo”, com uvas fracas, de graduação inferior a 10 graus, o que levou a que o vinho não tivesse tanta qualidade e houvesse mais dificuldades em vendê-lo.

“A situação agrava-se porque ficam por vender milhões de litros de vinho de anos maus, como foram 2005 e 2006, porque as uvas foram muito más. Cerca de 75% da produção de 2006 tinha menos de 10 graus! Estas castas não podem dar um vinho de qualidade, o que obriga a Adega a pagar menos pela matéria-prima”, explica Filipe Neto.

Diz desconhecer a situação de pré-falência da Cooperativa da qual é sócio e argumenta: “A Cooperativa de Vilarinho tem vinho em stock, que dá para pagar o que deve à banca. A situação de crise que se vive é que é preocupante”.

No entanto, Filipe Neto, que este ano continuou a levar as suas uvas à Adega - contrariamente a muitos associados -, defende que para haver viabilidade os sócios têm de o fazer, porque “se deixam de levar para lá as uvas é muito mau! Está agora a vender-se vinho a mais do dobro do ano passado, mas muitos sócios não entregaram uvas, porque foram mal pagas. Só que esqueceram-se que esse pagamento foi relativo a um ano mau, e que as uvas não podiam ser mais bem pagas”. O associado frisa: “Além de tudo isto, esses sócios esquecem-se que estão a pôr em causa a Adega e quem lá ficou”.

 

“É diferente pagar pouco de não pagar”

Filipe Neto sublinhou que a Adega de Vilarinho tem tudo pago com os sócios. E diz que é “diferente pagar pouco de não pagar”. Os sócios “devem lutar. Todos temos necessidades, mas também temos de defender o que é nosso”.

Manuel Joaquim Coelho tem 70 anos. É natural do lugar da Pedralva, freguesia de São Lourenço do Bairro, mas reside em Vilarinho, onde tem cerca de dois hectares de vinha. Porque em outros locais pagavam as uvas a melhor preço do que na Adega de Vilarinho, mesmo sendo associado, e porque entendeu que se estava a prejudicar, não as levou para a Cooperativa. “Mas é difícil arranjar onde as aceitem. Não é em qualquer lado”, afirma.

A esposa de Manuel, Maria Ducília Ferreira, vai lembrando que as uvas que têm entregue têm para cima de 10, 11 e 12 graus. E que o preço que está a ser pago pela Adega é demasiado baixo para “uvas boas”.

Manuel Coelho conta que este ano quase não se viam engaços na Adega de Vilarinho. Mas se “continuam a vender vinho, porque nos pagam tão mal?”, questiona. “Quem vive da agricultura assim não se safa. Nem é pelo trabalho que temos nas vinhas, porque é a família que as trata e faz a vindima. Acabamos por não gastar. Mas o sulfato é muito caro. E receber algum dinheiro acaba por ser importante para pelo menos pagar o nosso sacrifício”, adianta.

Abel Jesus, 85 anos, residente em Vilarinho do Bairro, é mais um associado que lamenta a situação da Adega Cooperativa de Vilarinho do Bairro. Tem 1982 pés, que plantou em 1992. Lembra que há sete anos pagavam tudo no mesmo ano e que em 1996 pagaram 63,25 escudos por kg. “Agora pagam muito menos... E naquela altura tudo era mais barato! Eu continuo a levar para lá as uvas porque somos quatro famílias a fazer a vindima e como é o tractor do meu cunhado (Manuel Coelho) que leva tudo, não há grandes gastos. Doutra forma seria incomportável”, explica.

Abel Jesus diz que a Adega pagou o ano de 2006 e que para o fazer teve de pedir dinheiro à banca, como Manuel Seabra informou. “Mas o vinho tem saída e se o vendem, será que o fiam todo?”, questiona o associado, dizendo que se a Adega deixar de pagar, abandona a vinha. “Eles têm é de se mexer, para evitar o que aconteceu este ano e não deixarem fugir mais gente”.

 

Manuel Seabra dá explicações

De acordo com Manuel Seabra, cerca de 30% dos associados “fugiram da Adega”, porque houve privados a precisar de comprar uvas e a oferecer preços “elevadíssimos, por haver uma quebra muito grande na produção deste ano”.

O dirigente esclarece que “este património é dos sócios. E com isto só o prejudicaram. Há anos mais rentáveis, outros menos. É necessário perceber isto. Eu aceitei vinho em 2006 que era muito fraco. Entre 6 e 9,9 graus recebemos 75% da produção nesse ano. Entre 10 e 13 graus recebemos apenas 25% e com mais de 13 graus 0,22% da produção total em 2006”.

O valor base que foi pago nesse ano foi de 8/9 cêntimos, sendo que, de acordo com Manuel Seabra, foram valorizadas em 10% as castas com mais de 10 graus; em 20% as castas entre 11 e 12 graus e em 30% as castas com mais de 13 graus.

“Houve quem abandonasse a vinha. Mas muitos associados fugiram, porque lhes ofereceram mais dinheiro e não houve discernimento para ver que estavam a prejudicar a própria casa”, sublinhou o dirigente da Adega de Vilarinho.

De acordo com Manuel Seabra, a perspectiva de venda para este ano é boa: “Vendemos tudo e não chega, precisamente por não nos terem entregue uvas nesta campanha. Teremos assim de vender mais em garrafa e menos a granel”.

Quanto à pré-falência, Manuel Seabra falou de uma auditoria que está ainda a decorrer, pedida pela Direcção, antes do dia 2. “Os primeiros resultados mostram que há viabilidade. Mas se os sócios continuam sem entregar uvas e a fugir, a falência é o caminho mais certo. Depende deles”, admite o dirigente.

 

Eleições dia 30 de Novembro

A última Assembleia-Geral, que teve lugar a 2 de Novembro, tinha como objectivo realizar eleições para os novos órgãos dirigentes da Adega. Tal não foi possível, porque ninguém apresentou listas. Desta forma, foi marcada nova sessão, desta vez extraordinária, para o dia 30 de Novembro, para eleger os novos órgãos sociais.

Manuel Seabra, há 21 anos à frente da Adega, disse que não vai voltar a candidatar-se, garantindo que não vai apresentar alguma lista, a não ser que seja “forçado a fazê-lo”. E deixa um recado: “Quem gosta de falar e criticar a Adega de Vilarinho é que devia ter a coragem para apresentar uma lista no dia 30”. (Foto: Davide Silva)

 

 

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Sábado, 27 de Setembro de 2008

“Melhor Sobremesa com Uva”

Doce Oiã e Centro Cultural de Sá vencem concurso

A Padaria e Pastelaria Doce Oiã e o Centro Cultural de Sá foram os vencedores da II edição do Concurso “Melhor Sobremesa com Uva”, na categoria de Restaurantes e Pastelarias e na categoria de Particulares, Caves, Produtores/Engarrafadores e Associações, respectivamente, que se realizou no passado dia 19, no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, e transmitido em directo no programa Praça da Alegria, na RTP1.

O concurso, que foi organizado pela Associação Comercial e Industrial da Bairrada (ACIB), com o apoio da Câmara Municipal de Anadia e com o patrocínio da Porcel, contou com a participação de 21 sobremesas, divididas pelas duas categorias, e com a presença de várias pessoas, que se deslocaram ao Museu do Vinho.

Na categoria Restaurantes/Pastelarias os vencedores foram: 1º Classificado - Padaria e Pastelaria Doce Oiã, com a sobremesa Vinho dos Deuses; 2º Classificado - Hotel Paraíso, de Oliveira do Bairro, com a sobremesa Festival de Uva e 3º Classificado - Chocolate Chocolate, da Praia da Barra, com a sobremesa Equilíbrio.

Na categoria Particulares/Caves/ Produtores/Engarrafadores/Associações, os três primeiros lugares foram: 1º Classificado - Centro Cultural de Sá, com a sobremesa BaiBaga; 2º Classificado - Maria da Luz Carvalho, com a sobremesa Pudim de Uva e 3º Classificado - Centro Social e Cultural Nossa Senhora do Ó de Aguim, com a sobremesa Vintage de Baco.

O júri, constituído por Luís Lavrador - Chefe de Cozinha da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, Gustavo Maya - Chefe de Restaurante e Bar da Escola de Hotelaria e Turismo de Mirandela e Jorge Fernandes - Chefe de Cozinha e Pastelaria da Escola de Hotelaria e Turismo de Mirandela, avaliou as sobremesas tendo em conta a apresentação, o paladar, a originalidade, o nome atribuído ao doce e a utilização de castas da Região Demarcada da Bairrada.

Os vencedores foram anunciados em directo, no programa Praça da Alegria, da RTP1, pelo Chefe Luís Lavrador e por Sónia Araújo, que entregou os prémios, patrocinados pela Porcel, aos três primeiros classificados de cada categoria.

Depois do anúncio dos vencedores e da entrega dos prémios, seguiu-se a prova das sobremesas pelas pessoas que acompanharam o concurso.

No final, a satisfação era geral, visto que tanto os concorrentes, como o júri, assim como os muitos curiosos que se deslocaram ao Museu do Vinho, elogiaram a iniciativa pela originalidade e qualidade das sobremesas apresentadas.

 

Lista de participantes

Na categoria de Restaurantes/Pastelarias participaram: Pastelaria Diva, Águeda; Chocolate Chocolate, Praia da Barra; Aqua Doce, Aguada de Cima; Pastelaria Doce Oiã, Oiã; Residencial Estância, Oiã e o Hotel Paraíso, Oliveira do Bairro.

Na categoria de Particulares/Caves/Produtores/Engarrafadores/Associações participaram: Centro Social e Cultural Nossa Senhora do Ó de Aguim, Aguim; Ana Tereza Mamede, Anadia; Rute Helena Santos Tavares, Moita; Maria da Luz Carvalho, Famalicão; Maria de Fátima Ferreira, Sá; Maria Clementina Silva, Sangalhos; Maria Glória Silva, Pereiro; Centro Cultural de Sá, Sá e a Junta de Freguesia de Sangalhos, Sangalhos.

 

 

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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

“Melhor Sobremesa com Uva”

ACIB organiza II Edição do Concurso

A Associação Comercial e Industrial da Bairrada (ACIB) vai promover a II Edição do Concurso “Melhor Sobremesa com Uva”, no próximo dia 19 de Setembro, sexta-feira, no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, pelas 10 horas, com o apoio da Câmara Municipal de Anadia.

A ACIB pretende, com esta iniciativa, promover e divulgar a utilização da uva, valorizando as castas da Região da Bairrada na confecção de sobremesas.

O concurso está dividido em duas categorias. Particulares, Caves, Produtores/ Engarrafadores e Associações é a primeira delas. A segunda corresponde aos estabelecimentos de Restauração/Pastelarias.

Os doces vão ser apreciados e avaliados por um júri, composto por um chefe de pastelaria, um chefe de cozinha e um chefe de mesa.

 

Avaliação

A avaliação terá em conta os seguintes critérios:

- Apresentação;

- Paladar;

- Originalidade;

- Nome atribuído ao doce;

- Utilização de castas da Região Demarcada da Bairrada.

Serão atribuídos prémios aos três primeiros classificados de cada categoria e certificados de participação a todos os participantes.

 

 

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Sábado, 6 de Setembro de 2008

Vindimas 2008 na Bairrada

Mais qualidade para este ano

A Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) acredita que a qualidade das vindimas, na Região da Bairrada, este ano, pode vir a revelar-se melhor que a do ano passado, sobretudo “naqueles casos em que o viticultor se mantém vigilante nos trabalhos da vinha e desde que as condições climatéricas até final da colheita não causem surpresas desagradáveis”.

À data de 1 de Setembro, a CVB fez uma avaliação da vindima na Bairrada, para fazer um primeiro prognóstico do que é esperado este ano.

Em termos de evolução das maturações, no que diz respeito às uvas brancas, de acordo com a CVB não parece haver atrasos na maturação relativamente ao ano anterior. Quanto às uvas tintas, ainda existem algumas dúvidas, embora a situação seja mais diferenciada consoante as castas.

 

Vindimas para os vinhos espumantes já começaram

De qualquer modo já começaram as vindimas de castas muito precoces (brancas e tintas), nomeadamente para vinhos espumantes.

Relativamente à quantidade, estimam-se perdas com algum significado, estimadas de início até 25% do ano passado, por motivo de chuvas à data da floração (fins de Maio e início de Junho), que afectaram as castas de abrolhamento mais precoce, nomeadamente a globalidade das brancas mas também algumas tintas.

Apesar disso e em termos globais, verifica-se agora que aquela quebra pode não ser afinal tão significativa quanto se estimou de início, devido talvez a uma disponibilidade hídrica relativamente favorável, que terá levado a que os cachos aparentem ser maiores este ano. Por outro lado, há que ter em atenção que existe também alguma quebra de produção que resulta de algum abandono recente das vinhas.

 

A qualidade

Ainda é muito cedo para se arriscarem previsões. A qualidade final depende de vários factores, sendo de destacar os cuidados do viticultor no acompanhamento da sua vinha ao longo do ano e, naturalmente, as condições atmosféricas, em particular nestas semanas finais de colheita. Mas a CVB pode, desde já, adiantar, no entanto, alguns aspectos que também interferem com a qualidade. São eles a carga, o clima ao longo do ano e as pragas e doenças.

A carga pode contribuir para uma qualidade global favorável, porque este ano, uma vez mais, também não é excessiva.

Já as condições climatéricas, até ao presente, foram favoráveis, nomeadamente no que respeita ao pintor (globalmente uniforme) e à maturação (não parece haver stresse hídrico, por não haver excesso de calor e as plantas sãs estão a laborar os fotoassimilados e, portanto, as uvas estão a amadurecer convenientemente).

Relativamente às pragas e doenças, segundo a CVB, ao que parece a incidência da traça da uva não foi demasiado significativa. Ao invés é preocupante a incidência de cigarrinha verde, o que pode levar à perda da funcionalidade da folha na produção de fotoassimilados e mesmo à sua queda precoce.

Há também casos de “black-rot”, que se podem confundir com outras doenças. Portanto, as pragas e doenças podem afectar significativamente a qualidade. Há que estar atento à podridão cinzenta e implementar as medidas culturais adequadas para a debelar, nomeadamente o arejamento do cacho, recorrendo inclusive à monda de alguns cachos, caso necessário. (Foto: Ana Jesus Ribeiro)

 

 

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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Concurso “Melhor Sobremesa com Uva”

Doce Oiã e Maria Eugénia Silva são os vencedores das duas categorias

A Padaria e Pastelaria Doce Oiã e Maria Eugénia Silva foram os vencedores da I Edição do Concurso “Melhor Sobremesa com Uva”, nas categorias de Restaurantes/Pastelarias e Particulares/Caves/Produtores/Engarrafadores/Associações, respectivamente. A iniciativa realizou-se no passado sábado, dia 29 de Setembro, no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia.

O concurso, que foi organizado pela Associação Comercial e Industrial da Bairrada (ACIB), com o apoio da Câmara Municipal de Anadia, contou com a participação de 24 sobremesas, divididas pelas duas categorias, e com a presença de várias pessoas, que se deslocaram ao Museu do Vinho Bairrada para assistirem ao “desfilar” das melhores sobremesas. A ACIB pretendeu, com a iniciativa, promover e divulgar a utilização da uva, valorizando as castas da Região da Bairrada na confecção de sobremesas.

Na categoria Restaurantes/Pastelarias os vencedores foram: 1º Classificado – Padaria e Pastelaria Doce Oiã, com a sobremesa “Frescura de Uva”; 2º Classificado – Mercado Bar, de Anadia, com a sobremesa “Suspiro de Uva” e 3º Classificado – Pastelaria Flor do Vouga, de Águeda, com a sobremesa “Tulipamisú”.

Na categoria Particulares/Caves/Produtores/Engarrafadores/Associações, os três primeiros lugares foram: 1º Classificado – Maria Eugénia Silva, com a sobremesa “La Bella Uva”; 2º Classificado – Centro Social e Cultural Nossa Senhora do Ó de Aguim, com a sobremesa “Tentação de Baco” e 3º Classificado – Rute Helena Santos Tavares, com a sobremesa “Touriga Nacional”.

Depois do anúncio dos vencedores e da entrega dos prémios seguiu-se a prova das sobremesas pelas pessoas que acompanharam o concurso, acompanhadas dos melhores vinhos da Bairrada, disponibilizados para o efeito pelos produtores Luís Pato, Carlos Campolargo e Quinta das Bágeiras.

No final a satisfação era geral, visto que tanto os concorrentes, como o júri, como os muitos curiosos que se deslocaram ao Museu do Vinho Bairrada elogiaram a iniciativa pela originalidade e qualidade das sobremesas apresentadas.

publicado por quiosquedasletras às 14:37

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