Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Centenário da Linha do Vale do Vouga

Comemorações da Linha do “Vouguinha” chegam a Águeda

A Exposição Comemorativa do Centenário da Linha do Vale do Vouga está prestes a chegar a Águeda, estando a inauguração agendada para 10 de Março, terça-feira, às 17 horas, no átrio do Salão Nobre do edifício dos Paços do Concelho.

As comemorações em Águeda arrancam já no próximo dia 10 de Março, no âmbito das quais será promovido um vasto programa de actividades que se prolongam durante um ano, com prevalência durante o mês de Março.

Este evento, no qual a autarquia se empenhou desde logo, conta com a parceria da CP, da Fundação Museu Nacional Ferroviário, da REFER e dos sete municípios atravessados pela Linha do Vale do Vouga (Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Espinho, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira e São João da Madeira).

As comemorações do centenario da Linha do Vale do Vouga arrancaram em Espinho, no passado dia 23 de Novembro de 2008, e chegam finalmente ao concelho de Águeda.

 

Programação:

A iniciativa, inserida nas comemorações do centenário da Linha do Vale do Vouga, integra um vasto programa de actividades. Entre elas:

Exposição Itinerante - Exposição comemorativa do Centenário da Linha do Vale do Vouga patente a partir de 10 de Março, de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas, no átrio do Salão Nobre dos Paços do Concelho;

Concurso de Trabalhos Reinventar a História do Vale do Vouga - Elaboração de trabalhos pelos alunos, relacionados com o tema central das comemorações, nomeadamente fotografia, narrativa, poemas, desenhos que serão submetidos a um Júri, composto pelos sete concelhos envolvidos (Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Espinho, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira e São João da Madeira), CP, REFER, Fundação Museu Nacional Ferroviário. Os trabalhos deverão ser enviados para o Serviço de Arquivo da Câmara Municipal de Águeda, através do seguinte endereço de correio-electrónico manuela.almeida@cm-agueda.pt, até ao final do ano lectivo. Aos vencedores serão atribuídos prémios em viagens, entregues pela CP no final das comemorações (Outubro/Novembro);

Visitas a Museus - Da Carroça... ao TGV (3 euros por pessoa), com a realização de diversas acções relacionas com o tema da Linha do Vale do Vouga, tentando recriar a história da evolução dos transportes. A deslocação será garantida pela Câmara Municipal e estará dependente do número de inscrições;

Maquinistas por um dia - Visitas gratuitas ao Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga, permitindo contactar de perto com a realidade da função diária de um maquinista. O transporte será feito de automotora e será oferecido pela Câmara e pela CP, dependendo do número de inscrições;

Projecção de filmes (no município ou no Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga, das 9 às 13 horas e das 14 às 17 horas), que de algum modo estejam relacionados com as comemorações. As datas, bem como as horas de exibição, estão dependentes do número de inscrições.

Estas comemorações podem vir a ser um prenúncio de iniciativas futuras, nomeadamente a 8 de Setembro de 2011, quando se assinalam os 100 anos da inauguração do Ramal de Águeda. Para esta altura está prevista a assinatura de um protocolo de colaboração entre o municipio e a Fundação Museu Nacional Ferroviário - Armando Ginestal Machado (Núcleo Museológico de Macinhata do Vouga), com a finalidade de assegurar o funcionamento daquele espaço museológico de acordo com os desejos da população, promovendo a sua imensa riqueza cultural e histórica.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 07:16

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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Várias localidades são afectadas e muitos hectares de vinhedo podem desaparecer

José Manuel Ribeiro considera traçado do TGV “um atentado” para Anadia

José Manuel Ribeiro, vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia da República (AR), considera o traçado do TGV e “corredores de protecção”, no caso concreto do município de Anadia, “um verdadeiro atentado”, porque “passam à tangente” junto de várias localidades, também “destruindo várias dezenas de hectares de vinhedo, aniquilando aquela que é porventura a principal riqueza da região”.

É desta forma que o deputado se insurge face à Resolução do Conselho de Ministros (RCM), datada de 8 de Janeiro de 2009, e que o Governo fez publicar em Diário da República. Esta RCM faz assim aprovar a delimitação de áreas do TGV para o concelho de Anadia, por abranger o traçado entre Pombal e Oliveira do Bairro.

“O Governo, à conta do TGV, aprova um ‘colete de forças’ que vem criar ainda mais restrições e limitações ao município de Anadia, com prejuízo para o seu desenvolvimento e progresso”, afirma José Manuel Ribeiro, fazendo referência ao Plano Director Municipal de Anadia (PDM), que leva já cerca de uma década a ser revisto, podendo “sofrer mais um percalço, prejudicando ainda mais o concelho”.

Tal facto deve-se - como explica no requerimento que entregou na mesa da AR, no passado dia 11, dirigido ao Governo, nomeadamente ao Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino -, à definição do traçado do TGV e também porque as áreas abrangidas por medidas preventivas ficam sujeitas a parecer prévio vinculativo da Rede Ferroviária Nacional (REFER).

Criação de novos núcleos populacionais, incluindo operações de loteamento; construção, reconstrução ou ampliação de edifícios ou de outras instalações; instalação de explorações ou ampliação das já existentes; alterações importantes, por meio de aterros ou escavações, à configuração geral do terreno; derrube de árvores em maciço, com qualquer área e destruição do solo vivo e do coberto vegetal são alguns exemplos.

Ao analisar as plantas do traçado previsto, José Ribeiro diz ficar “escandalizado” com o que vê. “Na verdade, com o traçado e os ‘corredores’ que o Governo apresenta, o TGV ‘passa à tangente’ junto de várias localidades”. E continua: “A entrada sul do município de Anadia tem dois ‘corredores’. As localidades que poderão vir a ser bastante prejudicadas são Tamengos, Curia, Horta, Ribafornos, Óis do Bairro, São Lourenço do Bairro e Ancas, entre outras”.

A verificar-se, o deputado garante que esta situação “retirará qualidade de vida aos munícipes, em especial aos destas localidades”.

 

Destruição de vinhedo

José Ribeiro constata ainda que, além da criação de um “rasgo inaceitável, uma barreira anti-natural que é efectuada no município de Anadia, o projecto TGV irá destruir várias dezenas de hectares de vinhedo, aniquilando aquela que é porventura a principal riqueza da região”.

“Destrói vinhas, arruína uma beleza natural sem paralelo e intromete-se, devastadoramente, em projectos de assinalável sucesso na região e no país. Esta situação é inaceitável e incompreensível!”, frisa, no requerimento entregue no dia 11.

José Ribeiro questiona, assim, Mário Lino, para saber se o Governo tem noção do enorme prejuízo que o traçado do TGV e os “corredores de protecção” vêm causar a Anadia. O deputado também quer saber se as autarquias locais que podem vir a ser afectadas foram auscultadas, incluindo a Câmara de Anadia.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 07:36

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