Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Cine-Teatro Municipal de Anadia

“Tributo a Zeca Afonso” no dia 25 de Abril

No próximo dia 25 de Abril, pelas 21.30 horas, no Cine-Teatro Municipal de Anadia, realizar-se-á um “Tributo a Zeca Afonso”.

De nome completo José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, Zeca Afonso, natural de Aveiro, foi um notável compositor de música de intervenção, durante um dos mais conturbados períodos da história recente portuguesa. Como compositor, soube conciliar de forma notável a música popular e os temas tradicionais com a palavra de protesto.

A interpretação de parte do reportório deste cantor e compositor será efectuada pelos Grupos do Município de Anadia “Musicanto”, “Sons de Avelãs”, “Popularis” e “Cantigas da Fonte”.

Este espectáculo, organizado pela Câmara Municipal de Anadia, insere-se nas comemorações do 35º aniversário da Revolução de Abril de 1974.

O concerto é gratuito e os bilhetes devem ser levantados no dia do espectáculo, entre as 14 e as 22 horas.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 07:33

link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Quebrado o silêncio de um dos lados da barricada

PSD de Anadia reitera nome de José Manuel Ribeiro para candidato à Câmara Municipal de Anadia

José Manuel Ribeiro, presidente da Comissão Política de Secção (CPS) de Anadia do PSD, transmitiu na segunda-feira, 30 de Março, aos jornalistas, que o órgão a que preside decidiu “reiterar que o seu candidato a presidente da Câmara Municipal de Anadia é o companheiro José Manuel Ribeiro, esperando que lhe seja prestada a consideração e tratamento que merece como homem, cidadão e figura exemplar no nosso panorama partidário, onde, infelizmente, parece que alguns estão com dificuldade em ser capazes de olhar além do seu umbigo, antes à mercê de interesses nada transparentes e contrários ao bom serviço da causa pública, pelo qual deviam primar a sua actuação”.

Foi no dia 27 de Março que a CPS de Anadia do PSD veio tomar uma posição perante a Comissão Política Distrital (CPD) de Aveiro do PSD, no seguimento do “acidente ocorrido na reunião alargada deste órgão, realizada em 2 de Março, em que não foi aprovada a proposta de candidatura à presidência da Câmara Municipal de Anadia, apresentada por esta secção”, conforme explicou José Manuel Ribeiro durante a conferência de Imprensa.

A CPS de Anadia do PSD reuniu para “analisar serenamente este assunto e não pode deixar de demonstrar a sua indignação e o seu veemente protesto pelo sucedido na referida reunião”, atirou o presidente do órgão, acrescentando que foi de “forma inédita” que a proposta da secção de Anadia não foi aprovada, “sem que para tal tenha havido qualquer fundamentação que legitime essa não aprovação. Uma atitude que consideramos, além de profundo desrespeito pelas decisões dos órgãos próprios, uma afronta aos militantes desta secção”. 

 

“Estranho e ilegítimo”

José Manuel Ribeiro, lembrando que o seu nome foi aprovado por unanimidade pela CPS de Anadia do PSD e os esmagadores resultados obtidos na Assembleia de Secção, que aprovaram o seu nome com uma margem de 94%, diz ser “estranho e ilegítimo o comportamento daqueles que, sem fundamento, se considerem no direito de poder escolher ou eliminar um candidato, querendo ter para si competências que bem sabem só pertencem à própria secção, interferindo e obstaculizando um projecto político de sucesso”.

Esta atitude, para José Ribeiro, veio abrir um “grave precedente, quebrando-se a confiança política entre pessoas e órgãos, desconsiderando e ofendendo aqueles que foram legitimamente eleitos, criando fracturas desnecessárias e provocando instabilidade orgânica sem precedentes”.

O presidente da Concelhia do PSD de Anadia, sempre duro nas palavras, disse que não se pode recusar uma pessoa “porque não se gosta dela, porque não se gosta do seu percurso político-partidário distrital ou porque se está a cumprir ordens de alguém”.

Por tudo isto, a CPS de Anadia do PSD vai voltar a propor o nome de José Ribeiro para candidato do partido à Câmara Municipal de Anadia.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 08:04

link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Serviço fechou portas no dia 2 de Janeiro de 2008

Urgências de Anadia encerradas há um ano sem protocolo assinado

No passado dia 2 fez um ano que a Urgência do Hospital José Luciano de Castro de Anadia foi encerrada pelo então ministro da Saúde, Correia de Campos. As dezenas de manifestações levadas a cabo pelo povo ainda estão vivas na memória de muitos. Mas cessaram. E volvidos estes 12 meses o hospital está hoje requalificado. Contudo, o protocolo proposto pelo Ministério da Saúde continua por assinar pela Câmara Municipal de Anadia.

José Paixão, que liderou o movimento cívico de populares denominado por “Unidos pela Saúde”, afirma sem pudor que o protocolo, mesmo não tendo sido assinado por Litério Marques, presidente da Câmara de Anadia, “está a ser cumprido”. Fundamenta-se nas “obras que têm estado a decorrer no hospital, assim como algumas alterações ao nível de consultas de especialidade”.

Assumindo-se, desde o início, como uma voz da discórdia ao longo de todo o processo, José Paixão admite que a Consulta Aberta, que veio substituir o Serviço de Urgência, “está a funcionar satisfatoriamente”. Mas continua firme na opinião face à eventual assinatura do protocolo: “Continuamos a não aceitá-lo como está e não o queremos ver assinado. Com esta gente não vale a pena. Só se formos tolos! Há concelhos que assinaram e não receberam nada em troca”, atirou, dando como exemplos Cantanhede e Estarreja.

E chegou mais longe, propondo a assinatura de um “inventário”, depois de “tudo lá estar, para não ficarmos sem nada definitivamente”.

Para José Paixão, um ano depois das portas da Urgência estarem fechadas em Anadia, o problema continua a ser o mesmo: a redução do horário de atendimento ao público, que passou de 24 horas para 16 horas, ou seja, a Consulta Aberta encerra das 24 às 8 horas da manhã.

“Se estivesse a funcionar durante as 24 horas era excelente. Não pedíamos mais”, afiança, garantindo que da sua parte haverá sempre contestação enquanto não estiverem contempladas as 24 horas de funcionamento do serviço, equacionando mesmo voltar à rua “em ano de eleições”.

“Se tudo está a ser cumprido, para quê assinar agora o protocolo? Arriscamos prejuízos”, advertiu.

 

Hospital requalificado

De acordo com informações da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), a cessação do Serviço de Urgência do Hospital José Luciano de Castro de Anadia, a 2 de Janeiro de 2008, implicou a criação de uma Consulta Aberta, inserida no âmbito do programa de reforma dos cuidados de saúde primários, que entrou imediatamente em funcionamento na mesma data.

A partir dessa altura avançou o projecto de requalificação do hospital, projecto esse do qual faz parte a Consulta Aberta, bem como a criação de consultas da especialidade. Assim, segundo a ARSC, em colaboração com os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) estão já a funcionar as consultas de Otorrinolaringologia e de Dermatologia, estando previsto arrancar, em breve, a consulta de Oftalmologia.

Foi também reforçada a Cirurgia Vascular, em articulação com os HUC, e alargado o horário da consulta de Pediatria, bem como a melhoria da oferta do hospital em Fisioterapia, com a contratação de dois fisioterapeutas, o que está a permitir reduzir a lista de espera nesta área.

 

Nova Unidade de Convalescença

Ainda no âmbito do projecto de requalificação iniciaram-se obras para a instalação de uma Unidade de Convalescença, com 20 camas, integrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. As obras estão, nesta altura, concluídas, aguardando o hospital apenas a vistoria das entidades responsáveis da ARSC, estando prevista a abertura da unidade ainda este mês.

A ARSC relembra ainda que, a 22 de Dezembro de 2007, o INEM I.P. instalou uma ambulância SBS (Suporte Básico de Vida), com dois técnicos de ambulância de emergência (TAE), destinada a servir o município de Anadia. O sistema regional de socorro e transporte conta ainda com as unidades VMER sedeadas em Coimbra e Aveiro.

 

Mais de 35 mil atendimentos na Consulta Aberta em 2008

Segundo números fornecidos pela ARSC, a Consulta Aberta, a funcionar no Hospital José Luciano de Castro de Anadia, de 2 de Janeiro de 2008 a 31 de Dezembro de 2008, somou um total de 37.102 atendimentos.

De referir ainda que foram realizadas 450 consultas de Dermatologia, desde Maio de 2008 e 60 consultas de Otorrinolaringologia, desde Outubro do mesmo ano.

O Quiosque das Letras ouviu alguns utentes, que se mostraram satisfeitos com a prestação da Consulta Aberta. Apesar disto, a maioria deles mostrou preocupação face ao encerramento depois da meia-noite, visto não haver confiança na alternativa (transporte pelo INEM para os HUC).

 

Um longo processo

Recuando no tempo, o processo das Urgências de Anadia - concretizando-se o fecho a 2 de Janeiro de 2008 -, teve início ainda antes, em Dezembro, porque uma providência cautelar foi interposta pela autarquia, acabando por ser rejeitada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu.

As dezenas de acções de rua promovidas pelo “Unidos pela Saúde” acabaram por desgastar a imagem do ministro Correia de Campos, que acabou por se demitir, sucedendo-lhe Ana Jorge, que acabou por manter os seus argumentos e a decisão.

Nesta altura Litério Marques decide afastar-se dos protestos, mostrando abertura ao diálogo com Ana Jorge. Hoje, o autarca vai-se agarrando a aspectos formais do protocolo proposto pela nova ministra, para protelar a sua assinatura. Mas as melhorias vão chegando na mesma ao Hospital José Luciano de Castro. (Foto: Ana Jesus Ribeiro)

 

 

publicado por quiosquedasletras às 07:32

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Assembleia Municipal de Anadia extraordinária

Autarcas abandonam Salão Nobre por não poderem votar

Foram eleitos, na última Assembleia Municipal de Anadia extraordinária, que teve lugar no dia 31 de Outubro, os cinco membros que vão integrar a Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) - Baixo Vouga. Os 15 presidentes das Juntas de Freguesia do concelho abandonaram o Salão Nobre no momento da votação, em sinal de protesto, por a lei dizer que a eleição “faz-se pelos membros da Assembleia Municipal, eleitos directamente”, o que impediu os 15 autarcas de votarem.

“Os presidentes de Junta, de acordo com a lei, são gente de segunda... Só as pessoas é que podem votar. Sinto-me envergonhado por ser excluído de uma votação. Nunca mais vou ocupar o cargo de presidente de Junta de Freguesia. Tenho um resto de dignidade”, dizia, no átrio do edifício da Câmara de Anadia, Armando Pereira, presidente da Junta de Freguesia de Avelãs de Cima.

Também Henrique Lameirinhas, presidente da Junta de Óis do Bairro, afirmava que serem convocados para uma Assembleia Municipal, na qual não podem votar, é um “ultraje! Só temos direito à cadeira. Podiam ter convocado apenas quem ia votar. Viemos cá para nada”.

Deram entrada duas listas e feitas as contas, votaram 21 pessoas. A lista A, do grupo municipal do PSD, era composta por Carlos Gonçalves; José Veloso; António Rosmaninho; Anabela Santos e Lígia Seabra. Já a lista B, do grupo municipal do PS, era constituída por José Carlos Coelho; Acácio Maçãs; Álvaro Pereira; Áurea Mendes e Manuel Cardoso Leal.

A lista A obteve 13 votos e a B sete. Houve 1 voto branco. Este resultado correspondeu a três mandatos pelo PSD e dois pelo PS.

 

Os cinco membros eleitos

Os cinco membros da Assembleia Municipal de Anadia eleitos para integrar a Assembleia Intermunicipal da CIRA foram: Carlos Gonçalves (PSD); José Carlos Coelho (PS); José Veloso (PSD); António Rosmaninho (PSD) e Acácio Maçãs (PS).

No período de intervenção do público, Maria do Céu Castelo Branco colocou algumas questões a Litério Marques, presidente da Câmara de Anadia, que não respondeu, dizendo apenas que o público deve estar representado nas sessões pelos deputados.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 08:06

link do post | comentar | favorito
Domingo, 27 de Julho de 2008

População de Anadia volta à rua

“Unidos pela Saúde” juntam mais de 200 manifestantes em vigília

Foi a vigésima sexta acção de protesto da população de Anadia, após sete meses de negociações entre a Ministra da Saúde, Ana Jorge e o presidente da Câmara, Litério Marques, que desta vez não participou. O movimento cívico “Unidos pela Saúde” desconfia do protocolo que está a ser trabalhado entre o autarca e o Governo e exige a reabertura do Serviço de Urgências do Hospital José Luciano de Castro à noite.

Ao que tudo indica, o protocolo prevê apenas a substituição da ambulância de suporte básico (SUB) por outra de Suporte Avançado de Vida (SIV), mas os moradores do concelho de Anadia querem a presença de um médico e de um enfermeiro durante o período da meia-noite às 8 horas.

A vigília da noite da passada quarta-feira, dia 23, dividiu visivelmente os autarcas de Anadia. Entre as mais de duas centenas de manifestantes que desfilaram pelas ruas da cidade esteve o presidente da Assembleia Municipal de Anadia, José Manuel Ribeiro, mas não o presidente da autarquia.

Assumindo “algumas reservas em relação ao que se vai sabendo”, José Manuel Ribeiro afirma estar à espera que Litério Marques, também do PSD, lhe envie o que é proposto pelo Ministério da Saúde.

Por seu turno, Litério Marques considera que é prematuro qualquer manifestação, dado que decorrem ainda as negociações com a ministra: “A boa-fé imperou, mas a verdade é que em termos da parte descritiva do protocolo, nem de perto nem de longe a ministra assegura o que nós temos vindo a conversar. Não garante a tal funcionalidade do Hospital de Anadia”, alegou à Rádio Renascença.

Já José Paixão, do movimento “Unidos pela Saúde”, classificou o documento como o “protocolo da traição”, lembrando que “Anadia continua à espera de uma solução de atendimento 24 horas por dia”. “Só pedimos um médico e um enfermeiro que trabalhem durante a noite, o que sai mais barato do que os carros de serviço dos administradores de algumas empresas públicas que dão prejuízo”, atirou.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 11:44

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Domingo, 16 de Março de 2008

Urgências continuam na ordem do dia

Litério Marques deixa AM sem responder às perguntas sobre as Urgências

O presidente da Câmara Municipal de Anadia, Litério Marques, abandonou a sessão extraordinária da Assembleia Municipal (AM) de Anadia que teve lugar ontem, momentos antes do período de intervenção do público. José Paixão, líder do movimento “Unidos pela Saúde”, seria o único munícipe inscrito para intervir, sendo sua intenção questionar o autarca sobre os resultados da reunião com a ministra da Saúde, Ana Jorge, no passado dia 10, perguntas às quais terá “escapado de forma estratégica”, como acusa Paixão.

Após 19 acções de protesto dinamizadas pelo “Unidos pela Saúde” e vários convites feitos por parte da autarquia a Ana Jorge para vir a Anadia ou receber Litério Marques, as partes sentaram-se e colocaram na mesa a possibilidade de reabrir as Urgências do Hospital José Luciano de Castro de Anadia.

Ao Quiosque das Letras Litério Marques disse ter no dia 15 “um encontro agendado, que não me deixou ficar mais tempo. Mas para mim o final da AM já tinha acontecido”. Sem esclarecimentos da parte do autarca ficou o “Unidos pela Saúde”, ao que Litério respondeu: “O que eu tinha a dizer disse-o à Comunicação Social”.

Mas José Paixão deslocou-se à AM do dia 15, que apesar de extraordinária possibilitou a intervenção do público. “Já foram abertos dois precedentes em anteriores sessões extraordinárias”, lembrou José Manuel Ribeiro, presidente da Assembleia Municipal de Anadia.  

 

Teresa Belém foi quem deu explicações

Momentos após ser aprovada pela assembleia a intervenção de José Paixão, para espanto de todos, Litério Marques levanta-se da sua cadeira e abandona o salão nobre, não mais voltando a entrar.

Foi Teresa Belém, vice-presidente da autarquia, que respondeu às questões colocadas por José Paixão: “Não sei porque não foi comunicada ao movimento a reunião. Certamente não foi oportuno comunicar-vos. Também não faço ideia do dia e da hora que o senhor presidente esteve reunido com a ministra”.

Teresa Belém explicou que Litério falou do encontro na reunião do Executivo camarário, referindo ter sido “o ouvir das partes. O presidente expôs os motivos que o levam a defender as Urgências, ela limitou-se a ouvir, concordando com alguma posição de defesa”. Ficou decidido Ana Jorge convocar o autarca para nova reunião, esta semana, “quando houver novas posições a tomar”. A audição das testemunhas arroladas pela autarquia no âmbito da providência cautelar foi adiada até dia 14 de Abril, “em virtude de estarem a decorrer negociações”, concluiu. (Foto: Ana J. Ribeiro)

publicado por quiosquedasletras às 16:10

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

População voltou à rua para manifestar-se contra fecho das Urgências de Anadia

Largada de balões marca décimo quarto protesto

A população de Anadia voltou a sair à rua no último domingo, dia 27, para mostrar que o descontentamento face ao encerramento das Urgências do Hospital José Luciano de Castro continua bem vivo. Durante aquela que foi a 14ª acção de rua foi também anunciado o novo protesto, que se realiza hoje, em Lisboa, pelas 14 horas, em frente à Assembleia da República (AR), apesar de ontem o primeiro-ministro, José Sócrates, ter exonerado o ministro da Saúde, Correia de Campos.

Cerca de mil pessoas juntaram-se no domingo em frente ao edifício da Câmara Municipal de Anadia, para partirem em cortejo até junto das antigas Urgências, onde foram largados 800 balões, brancos e pretos.

Além dos balões, a população não esqueceu os cartazes com duras críticas à actuação de Correia de Campos. Foram também exibidas fotografias da sala de reanimação das Urgências, encerradas desde o dia 2 deste mês.   

 

Simbolismo das cores dos balões

A acção culminou com o lançamento de 800 balões brancos e pretos. José Paixão, porta-voz do movimento “Unidos pela Saúde”, explicou o seu simbolismo, dizendo que os brancos representam “os contribuintes inocentes que pagam impostos por um serviço público consagrado na Constituição, mas que os sucessivos Governos teimam pôr em causa. Os pretos são o luto, a dor e a indignação”.

 

O mediatismo continua

Recorde-se que na quarta-feira, dia 23, José Paixão, Fernando Pina (presidente da Junta de Freguesia de Arcos) e José Manuel Ribeiro (presidente da Assembleia Municipal de Anadia e deputado do PSD à Assembleia da República, eleito pelo Círculo de Aveiro) estiveram no programa da TVI “Tardes da Júlia”.

Ontem, terça-feira, a Rádio Clube Português transmitiu o debate que teve lugar na última sexta-feira, dia 25, no Museu do Vinho Bairrada, onde também aqui José Paixão voltou a lembrar: “Não estamos contra a reforma do Ministério da Saúde. Estamos é contra o fecho de serviços sem deixar nada em alternativa”.

O porta-voz do “Unidos pela Saúde” confirmou ainda ontem ao Quiosque das Letras que são 10 os autocarros que se deslocam hoje a Lisboa, à AR, num total de 500 pessoas. Apesar da exoneração de Correia de Campos, a ida a São Bento “nunca esteve em causa. Só se anunciassem a reabertura das Urgências. Vamos ficar a aguardar que a nova titular da pasta da Saúde, Ana Jorge, mostre aquilo que pensa relativamente às Urgências de Anadia”.

No protesto do último domingo convém referir que também participaram José Manuel Ribeiro e Litério Marques, presidente da Câmara Municipal de Anadia, que admitiu participar hoje na ida a São Bento. “Não vos abandonarei!”, gritou o autarca durante a acção do dia 27. “Não vou ter coragem de abandonar este povo! Terei de ir a Lisboa com eles”, confirmou aos jornalistas. 

 

População vai jogar Carnaval

É já no próximo sábado, dia 2, que a população volta à rua, desta vez para “brincar ao Carnaval”. O repto foi lançado de novo pelo “Unidos pela Saúde”. De acordo com José Paixão, a concentração tem lugar junto à Câmara Municipal de Anadia, a partir das 15 horas, sendo uma oportunidade para “dizer umas coisas a brincar à senhora ministra e outras a sério”. O líder do movimento cívico garante que os protestos não deverão ficar por aqui: “Tenho a firme convicção de que nos vamos encontrar mais vezes”, concluiu.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 08:16

link do post | comentar | favorito

Pesquisar

 

Março 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Últimas Letras

Cine-Teatro Municipal de ...

Quebrado o silêncio de um...

Serviço fechou portas no ...

Assembleia Municipal de A...

População de Anadia volta...

Urgências continuam na or...

População voltou à rua pa...

Letras na gaveta

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Letras

todas as tags

Banca de Notícias

Contacto

quiosquedasletras@sapo.pt
blogs SAPO

subscrever feeds