Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Terceira idade em festa nos Três Pinheiros

Cerca de 400 idosos celebram o Carnaval na discoteca

O Best Western Quinta dos Três Pinheiros, na Mealhada, acolheu gratuitamente, na tarde do dia 18, algumas iniciativas que tinham como grande objectivo fazer respirar o ar carnavalesco entre diferentes instituições.

O Baile de Carnaval Inter-Institucional foi uma delas, contando com a presença de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e Misericórdias do distrito de Aveiro, sendo em maior número as do concelho de Anadia.

Foram cerca de 400 utentes, oriundos das seguintes instituições: APPACDM de Anadia, Associação Social de Avelãs de Caminho, Centro Social de Aguim, Avelãs de Cima, Paredes do Bairro, Poutena, Casa do Povo de Amoreira da Gândara, Clube de Ancas, Centro Social de Mogofores, Vila Nova de Monsarros, Centro Paroquial de Esgueira (Aveiro), Paraíso Social de Aguada de Baixo (Águeda), Santa Casa da Misericórdia da Mealhada, Anadia, Sangalhos, Aveiro e Lar de Antes.

Nesta tarde, onde se viveu uma verdadeira festa de Carnaval, esteve também presente o director do Centro Distrital de Segurança Social de Aveiro, Celestino de Almeida, afirmando o gosto que sentia em apoiar a iniciativa, “de louvar, pelos objectivos cumpridos que sustenta”.

Foi solicitada pela organização do evento a presença da “Escola de Samba Juventude de Paquetá”, da Mealhada, para a abertura do baile na discoteca principal dos Três Pinheiros. Segundo Fátima Silva, presidente da escola, foi e é com muito gosto que participam neste tipo de iniciativas.

De acordo com a organização do evento, o motor da iniciativa é o convívio entre as instituições e, nesta tarde foi possível sentir essa união e alegria de relembrar os bons momentos.

Pelo êxito que este tipo de iniciativas tem demonstrado anualmente, esta unidade hoteleira tem continuado a apoiá-las gratuitamente, com muito entusiasmo.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 07:52

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Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

Grupo “ÓQTRUP” hoje em Anadia

Espectáculo “RIT” no novo Cine-Teatro Municipal

O Cine-Teatro de Anadia vai receber o espectáculo “RIT - Rádio Interferência & Televisão”, com Luís Portugal, do grupo “ÓQTRUP”, hoje, dia 14 de Fevereiro, pelas 22 horas.

Depois do êxito da emissão de rádio imaginária, em que a fusão de duas artes nobres - a música e o teatro (comédia) - foi o garante de uns intensos 90 minutos, em que os “ÓQTRUP” personificaram de forma interveniente as personalidades e os acontecimentos de maior mediatismo, bem como, para gáudio dos “ouvintes”, fizeram cumprir a lei da rádio 4/2001, de 23/2: não 40, nem 60… mas 100% de música portuguesa, sem direito a livro de reclamações.

A “Alta Autoridade para a Comunicação Social” concede aos “ÓQTRUP”, sem direito a recurso por parte dos mesmos, a exploração do novo canal de televisão, de serviço público: RIT (Rádio Interferência & Televisão).

Trata-se de um espectáculo com a duração de aproximadamente uma hora, que conjuga, da forma mais original, a música e a comédia.

A entrada para este espectáculo é gratuita.

E é desta forma que inicia a programação cultural do Cine-Teatro Municipal de Anadia, uma semana após a inauguração.

 

Próximos espectáculos

Para já, a Câmara Municipal de Anadia tem já em agenda mais três espectáculos, que vão assim preencher todo o mês de Fevereiro.

O próximo é já no dia 20 de Fevereiro (sexta-feira), a partir das 22 horas. A noite vai ser dedicada à dança. Vão subir ao palco elementos do Projecto CADI, da Santa Casa da Misericórdia de Anadia; do Centro Social, Cultural e Recreativo de Poutena (Vilarinho do Bairro) e ainda do Clube de Ancas, que virá fazer uma demonstração da modalidade Dance Fusion.

No dia 21 de Fevereiro, pelas 22 horas, o grupo Raízes Verde Pinho, do Centro Social, Cultural e Recreativo da Freguesia de Avelãs de Cima vai trazer teatro de revista ao palco do Cine-Teatro Municipal de Anadia. Também vão actuar “Cantigas da Fonte”, música popular.

Dia 28 de Fevereiro, às 22 horas, actuam os “Popularis”, conhecido grupo de música de expressão celta e medieval, e também de música popular portuguesa.

 

 

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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

BLVA conta já com 52 voluntários

Dia do Voluntário é celebrado em Anadia

O município de Anadia festejou no passado dia 5 o “Dia Internacional do Voluntário”. Dos 52 voluntários existentes no concelho, que integram o Banco Local de Voluntariado de Anadia (BLVA), estiveram presentes alguns deles, no Museu do Vinho Bairrada, para dar os seus testemunhos, num dia que foi dedicado a essas pessoas.

Também Litério Marques, presidente da Câmara Municipal e do Conselho Local de Acção Social de Anadia, referiu tratar-se de um dia “extraordinariamente feliz para todos”, dedicado aos que “ajudam em benefício daqueles que precisam”. Mas o autarca sublinhou que esta ajuda “não é material” e que não é qualquer um que a dá. “É preciso nascer para o ser e para cultivar a ideia de voluntariado”.

O edil anadiense disse ter conhecimento da falta de voluntários, sendo necessário, em Anadia, “engrossar esse grupo”. Garantiu aos presentes que podiam contar com a autarquia, “que tem grandes capacidades para vos ajudar, porque espero que haja muito mais gente a poder ajudar os outros”, rematou Litério Marques, enaltecendo o trabalho desenvolvido pelos voluntários de Anadia e felicitando o grupo.

Por seu turno, Carlos Matos, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Anadia, deixou também o testemunho, começando por referir que em boa hora foi criado o BLVA. Explicou que o voluntariado não pode ser apenas visto como a ajuda a crianças e idosos, tendo também de voltar-se para outras direcções.

“Estou há mais de 40 anos como voluntário. Mas há 60, 70 anos, os vizinhos já se ajudavam mutuamente. O voluntariado tem de seguir por aí, como já foi em tempos”, defendeu.

Também o provedor da Misericórdia de Sangalhos, José Costeira, felicitou a criação do BLVA, lembrando que cada vez há mais necessidade de pessoas para ajudar nas instituições. “Já tínhamos voluntários antes do banco ser criado. É muito importante podermos contar com estas pessoas”, terminou.

Carlos Martins, presidente da Direcção do Centro Social, Cultural e Recreativo de Avelãs de Cima, partilhou a sua satisfação por se aperceber que o voluntariado em Anadia “está a aumentar de forma significativa”. Apelou a que os voluntários não tenham receio de “dispender as suas energias em tão nobre causa. O consolo de uma palavra amiga basta a estas pessoas”.

O dirigente disse que ser voluntário é “ser capaz de dar aos outros e ultrapassar a nossa própria dimensão. Também o sou desde 1980”.

Foi Vera Neto, directora técnica do Centro Social, Cultural e Recreativo de Poutena, em representação do presidente, Fernando Marques Pereira, que encerrou a sessão de abertura do “Dia Internacional do Voluntário”. Afirmou que a sua instituição sente-se “mais rica, assim como o concelho, por ter um grupo de voluntários”.    

 

BLVA conta com 52 voluntários

O BLVA foi criado há cerca de um ano, no âmbito do Plano de Acção da Rede Social de Anadia e está integrado na estrutura nacional Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado. Tem um número total de 52 voluntários que têm dias específicos de atendimento: primeiras terças-feiras do mês (em 2009, 6 de Janeiro; 3 de Fevereiro e 3 de Março). O horário é das 16 às 18 horas, no Centro Cultural de Anadia. Para já há 10 entidades receptoras de voluntários no concelho.

 

 

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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Inauguração marcada para 17 de Janeiro

Lar de Idosos da Poutena já está a funcionar e com as 30 vagas preenchidas

O Lar de Idosos do Centro Social, Cultural e Recreativo de Poutena, situado nesta localidade da freguesia de Vilarinho do Bairro, concelho de Anadia, já está a funcionar. Um investimento de cerca de 1 milhão e 200 mil euros, que vem colmatar a falta desta resposta social ao nível da zona poente do concelho, com 30 vagas, já preenchidas. A inauguração vai ser no dia 17 de Janeiro.

Foi no dia 21 de Novembro que o Lar Nossa Senhora da Piedade, como também é designado, estreou as novas instalações, com os primeiros quatro idosos. “Decidimos fazer uma entrada progressiva. Iniciámos com quatro utentes no dia 21 de Novembro. No dia 24 entraram mais seis, que se mantiveram durante a semana, sendo que no seu final vamos integrar mais três candidatos”, explicava Vera Neto, directora técnica do Centro Social, Cultural e Recreativo de Poutena. E acrescentou: “A partir do início de Dezembro completamos a valência com as 25 vagas. Ficam cinco vagas para preencher pelos serviços da Segurança Social”, que gerem essas vagas para casos sociais extremos, por eles encaminhados.

O Quiosque das Letras, durante a reportagem, assistiu à chegada de uma candidata, acompanhada por duas filhas. Vinha conhecer as novas instalações e escolher o futuro quarto.

 

Uma ambição bastante antiga

Este Lar de Idosos, de acordo com Fernando Marques Pereira, presidente da Direcção do Centro Social, Cultural e Recreativo de Poutena, era uma ambição muito antiga. O dirigente recorda que o lugar da Poutena “sempre viveu no sonho de ter um lar. A geração que está hoje a usufruir dele foi quem colaborou em angariações de fundos, quem deu donativos, quem impulsionou a construção”.

Mas só a partir de 2004 a obra arrancou, sendo que o lar foi feito em duas fases: a primeira, através de um concurso limitado, feito em 2003 e a segunda fase em concurso público, com início em 2006.

“A obra iniciou e concluiu a primeira fase em 2004. Terminou em Julho de 2008 e no início de Novembro foi feita a entrega da obra. Necessitámos de pareceres que se arrastaram pelo Verão. Só agora tivemos toda a documentação exigida para abrir”, justificou o dirigente.

Na totalidade, a obra rondou o valor de 1 milhão e 200 mil euros. A Segurança Social contribuiu com cerca de 600 mil euros. Relativamente a outros apoios, o dirigente sublinhou a ajuda da Câmara Municipal de Anadia e da Junta de Freguesia de Vilarinho do Bairro, “quer monetária, com apoio técnico e com materiais”, não esquecendo o importante contributo dos emigrantes e população em geral, com os seus donativos, assim como algumas empresas.

A campanha de apadrinhamento dos espaços é uma iniciativa que pretende amortizar os cerca de 600 mil euros pedidos à banca pela Direcção desta instituição, situada no lugar da Poutena.

 

Como é dividido o espaço

O novo e moderno Lar Nossa Senhora da Piedade divide-se entre o rés-do-chão e a cave. O rés-do-chão é ocupado pelos 20 quartos: 10 individuais e 10 duplos. Todos os quartos têm casa de banho privativa. Existe uma ala para os quartos individuais (que termina com uma copa, onde está a placa de apadrinhamento da Comissão de Festas Nossa Senhora da Piedade 2008) e outra para os duplos (com uma sala de convívio e apoio para os idosos).

Predomina a cor de laranja na decoração e os amarelos torrados. Cores quentes e alegres. A luminosidade e as varandas grandes e soalheiras são mais duas características do edifício. O acesso à cave é feito por escadas ou através de um elevador.

Na cave está o refeitório e salão de convívio, rodeado de varandas e saídas para um bonito e cuidado jardim. Existe também uma mesa de jogo, colocada no centro do salão. A cave contempla ainda a cozinha (onde vão ser confeccionadas 250 refeições por dia, para a instituição e escolas), arrecadações para secos e frios, salas e vestiários para funcionários, a Capelinha, lavandaria e garagem.

A ligação às instalações do Centro de Dia é feita por uma rampa interior, no rés-do-chão, na zona da recepção. 

“Temos 100 utentes inscritos em lar. As 30 vagas de que dispomos, cinco delas para a Segurança Social, já estão completas”, adianta Vera Neto.

Celeste Moreira São José tem 92 anos. Natural da Poutena, é uma das novas residentes do lar. Só dormiu duas noites no seu novo quarto, mas já diz ser uma felizarda: “Não há palavras. Nem sei do que gostei mais! É tudo tão bom! Eu já estava no Centro de Dia e contava vir para aqui quando estivesse pronto. Tinha era medo de perder a liberdade. Mas vou onde quero e tenho um tratamento maravilhoso”.

 

 

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Domingo, 16 de Novembro de 2008

Bronca da semana

Adega Cooperativa de Vilarinho do Bairro pode estar em pré-falência

A Adega Cooperativa de Vilarinho do Bairro corre risco de fechar portas. A notícia já não representa novidade para as gentes da freguesia, principalmente para os viticultores, que de acordo com o presidente da Direcção, Manuel Seabra, contribuíram este ano para prejudicar a situação, por terem entregue as uvas que produziram noutros operadores de mercado, muitos deles privados, que devido à falta de produção pagaram as castas a preços bastante convidativos.

Por seu turno, os produtores queixam-se do valor que lhes foi pago pela última campanha, de 2006, na casa dos 8/9 cêntimos por quilograma (kg) de uvas, argumentando que têm de olhar pela vida, caso contrário “mais vale abandonar as vinhas”, dizem.

Filipe Neto, do lugar da Poutena, freguesia de Vilarinho do Bairro, é sócio da Adega Cooperativa há cinco anos. Admite que a crise na viticultura tem-se agravado desde 2005, não se verificando problemas apenas com a Adega de Vilarinho, mas com outras por todo o país. Aponta 2006 como um ano “péssimo”, com uvas fracas, de graduação inferior a 10 graus, o que levou a que o vinho não tivesse tanta qualidade e houvesse mais dificuldades em vendê-lo.

“A situação agrava-se porque ficam por vender milhões de litros de vinho de anos maus, como foram 2005 e 2006, porque as uvas foram muito más. Cerca de 75% da produção de 2006 tinha menos de 10 graus! Estas castas não podem dar um vinho de qualidade, o que obriga a Adega a pagar menos pela matéria-prima”, explica Filipe Neto.

Diz desconhecer a situação de pré-falência da Cooperativa da qual é sócio e argumenta: “A Cooperativa de Vilarinho tem vinho em stock, que dá para pagar o que deve à banca. A situação de crise que se vive é que é preocupante”.

No entanto, Filipe Neto, que este ano continuou a levar as suas uvas à Adega - contrariamente a muitos associados -, defende que para haver viabilidade os sócios têm de o fazer, porque “se deixam de levar para lá as uvas é muito mau! Está agora a vender-se vinho a mais do dobro do ano passado, mas muitos sócios não entregaram uvas, porque foram mal pagas. Só que esqueceram-se que esse pagamento foi relativo a um ano mau, e que as uvas não podiam ser mais bem pagas”. O associado frisa: “Além de tudo isto, esses sócios esquecem-se que estão a pôr em causa a Adega e quem lá ficou”.

 

“É diferente pagar pouco de não pagar”

Filipe Neto sublinhou que a Adega de Vilarinho tem tudo pago com os sócios. E diz que é “diferente pagar pouco de não pagar”. Os sócios “devem lutar. Todos temos necessidades, mas também temos de defender o que é nosso”.

Manuel Joaquim Coelho tem 70 anos. É natural do lugar da Pedralva, freguesia de São Lourenço do Bairro, mas reside em Vilarinho, onde tem cerca de dois hectares de vinha. Porque em outros locais pagavam as uvas a melhor preço do que na Adega de Vilarinho, mesmo sendo associado, e porque entendeu que se estava a prejudicar, não as levou para a Cooperativa. “Mas é difícil arranjar onde as aceitem. Não é em qualquer lado”, afirma.

A esposa de Manuel, Maria Ducília Ferreira, vai lembrando que as uvas que têm entregue têm para cima de 10, 11 e 12 graus. E que o preço que está a ser pago pela Adega é demasiado baixo para “uvas boas”.

Manuel Coelho conta que este ano quase não se viam engaços na Adega de Vilarinho. Mas se “continuam a vender vinho, porque nos pagam tão mal?”, questiona. “Quem vive da agricultura assim não se safa. Nem é pelo trabalho que temos nas vinhas, porque é a família que as trata e faz a vindima. Acabamos por não gastar. Mas o sulfato é muito caro. E receber algum dinheiro acaba por ser importante para pelo menos pagar o nosso sacrifício”, adianta.

Abel Jesus, 85 anos, residente em Vilarinho do Bairro, é mais um associado que lamenta a situação da Adega Cooperativa de Vilarinho do Bairro. Tem 1982 pés, que plantou em 1992. Lembra que há sete anos pagavam tudo no mesmo ano e que em 1996 pagaram 63,25 escudos por kg. “Agora pagam muito menos... E naquela altura tudo era mais barato! Eu continuo a levar para lá as uvas porque somos quatro famílias a fazer a vindima e como é o tractor do meu cunhado (Manuel Coelho) que leva tudo, não há grandes gastos. Doutra forma seria incomportável”, explica.

Abel Jesus diz que a Adega pagou o ano de 2006 e que para o fazer teve de pedir dinheiro à banca, como Manuel Seabra informou. “Mas o vinho tem saída e se o vendem, será que o fiam todo?”, questiona o associado, dizendo que se a Adega deixar de pagar, abandona a vinha. “Eles têm é de se mexer, para evitar o que aconteceu este ano e não deixarem fugir mais gente”.

 

Manuel Seabra dá explicações

De acordo com Manuel Seabra, cerca de 30% dos associados “fugiram da Adega”, porque houve privados a precisar de comprar uvas e a oferecer preços “elevadíssimos, por haver uma quebra muito grande na produção deste ano”.

O dirigente esclarece que “este património é dos sócios. E com isto só o prejudicaram. Há anos mais rentáveis, outros menos. É necessário perceber isto. Eu aceitei vinho em 2006 que era muito fraco. Entre 6 e 9,9 graus recebemos 75% da produção nesse ano. Entre 10 e 13 graus recebemos apenas 25% e com mais de 13 graus 0,22% da produção total em 2006”.

O valor base que foi pago nesse ano foi de 8/9 cêntimos, sendo que, de acordo com Manuel Seabra, foram valorizadas em 10% as castas com mais de 10 graus; em 20% as castas entre 11 e 12 graus e em 30% as castas com mais de 13 graus.

“Houve quem abandonasse a vinha. Mas muitos associados fugiram, porque lhes ofereceram mais dinheiro e não houve discernimento para ver que estavam a prejudicar a própria casa”, sublinhou o dirigente da Adega de Vilarinho.

De acordo com Manuel Seabra, a perspectiva de venda para este ano é boa: “Vendemos tudo e não chega, precisamente por não nos terem entregue uvas nesta campanha. Teremos assim de vender mais em garrafa e menos a granel”.

Quanto à pré-falência, Manuel Seabra falou de uma auditoria que está ainda a decorrer, pedida pela Direcção, antes do dia 2. “Os primeiros resultados mostram que há viabilidade. Mas se os sócios continuam sem entregar uvas e a fugir, a falência é o caminho mais certo. Depende deles”, admite o dirigente.

 

Eleições dia 30 de Novembro

A última Assembleia-Geral, que teve lugar a 2 de Novembro, tinha como objectivo realizar eleições para os novos órgãos dirigentes da Adega. Tal não foi possível, porque ninguém apresentou listas. Desta forma, foi marcada nova sessão, desta vez extraordinária, para o dia 30 de Novembro, para eleger os novos órgãos sociais.

Manuel Seabra, há 21 anos à frente da Adega, disse que não vai voltar a candidatar-se, garantindo que não vai apresentar alguma lista, a não ser que seja “forçado a fazê-lo”. E deixa um recado: “Quem gosta de falar e criticar a Adega de Vilarinho é que devia ter a coragem para apresentar uma lista no dia 30”. (Foto: Davide Silva)

 

 

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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Vilarinho do Bairro, Anadia

Junta de Freguesia vai ter um edifício novo concluído em 2009

A sede da Junta de Freguesia de Vilarinho do Bairro vai ser ampliada. A primeira fase da obra, que vai durar quatro meses e terá um custo de 32 mil euros, já foi colocada a concurso, tendo ganho a empresa “Socértima” e estando já assinado o contrato final. O custo total das obras vai rondar os 160 mil euros, sendo intenção de Mário Heleno, presidente da Junta de Freguesia de Vilarinho do Bairro, ter o novo edifício pronto a funcionar até ao final do seu mandato.

“Há cerca de dois, três anos que andamos a pensar fazer uma nova sede. Estamos a ser constantemente solicitados para novos serviços, mas como não temos capacidade de resposta sem novas instalações, decidimos avançar”, explicou o autarca.

Os Correios, que além de funcionarem na actual sede funcionam também no lugar da Poutena, em edifício próprio, são apenas um exemplo, porque outras empresas “têm proposto trabalhos que podemos prestar à comunidade. Não o fazemos por não ter espaços”, frisou.

Este foi o motivo que levou o Executivo liderado por Mário Heleno a optar por um edifício novo, que fará a ligação interior ao actual, já com mais de 50 anos. Sem fundos comunitários, o dinheiro vai chegar do orçamento da Junta e do da Câmara Municipal de Anadia.

 

Novo edifício é moderno e arrojado     

De acordo com Mário Heleno, o novo edifício não é grande e está bem dividido. Vai situar-se nos terrenos que ficam nas traseiras do actual edifício. O projecto é da autoria do arquitecto da Câmara Rui Rosmaninho.

“No velho edifício vai ficar o arquivo e o salão nobre vai ser utilizado para dar formações, assim como o salão do piso inferior. Estas formações serão ao nível da informática, cursos de bordados ou de cozinha”, disse Mário Heleno.

Neste momento está a ser realizada a drenagem da parte inferior do edifício velho, que sempre teve humidade. “Queremos resolver tudo agora para de futuro acabarem os problemas”, explicou o autarca.

O edifício novo, cujas obras estão prestes a arrancar, vai ter ligação interior ao velho. Vai contemplar também dois pisos. “Ainda não sabemos se os Correios da Poutena vão fechar, porque ainda há um protocolo com os CTT a decorrer. Se não for renovado, os serviços serão aqui concentrados.

 

Auditório para 50 pessoas

No rés-do-chão vai ficar um auditório, com capacidade para 50 lugares sentados. “Costumam vir aqui à Junta procurar espaços, mas tenho sempre de mandar as pessoas para a Casa do Povo. Assim passaremos a ter instalações para ceder. Será uma mais-valia”, explicou Mário Heleno, que também aguarda que a Zona Industrial avance, para o auditório poder ser usado por empresários, para reuniões.

Neste piso vai também ficar a entrada, com um átrio, a secretaria, com sala de atendimento, sanitários, sala de reuniões, arquivo e uma praceta exterior.

Já o primeiro piso será dedicado aos serviços, que vão funcionar em três gabinetes. Para Mário Heleno, o edifício “não vai ser grande mas vai chegar para o que pretendemos”. E mesmo que os Correios da Poutena fechem, “o espaço de que vamos passar a dispor vai seguramente chegar”, concluiu Mário Heleno.

Os arranjos exteriores não vão ser esquecidos, estando previstos jardins. (Foto: Davide Silva)

 

 

publicado por quiosquedasletras às 07:26

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