Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

Voluntários ajudam a limpar a Mata do Buçaco no dia 6 de Março

Inscrições nas oito Juntas de Freguesia do concelho da Mealhada até 4 de Março

A Fundação Mata do Buçaco vai levar a efeito, no próximo sábado, 6 de Março, uma acção de limpeza da mata, contando, para o efeito, com o envolvimento da população, através de grupos de voluntários.

A iniciativa inscreve-se numa das prioridades de acção da nova entidade gestora (a limpeza imediata da mata) e obedece a uma estratégia de envolvimento das comunidades locais na defesa e preservação deste imenso património natural único, que é a Mata do Buçaco.

A Fundação Mata do Buçaco tem o apoio da Câmara Municipal da Mealhada, de algumas empresas e de todas as Juntas de Freguesia do concelho, que já estão a aceitar inscrições.

A concentração está marcada para as 8 horas, na mata, junto ao Convento de Santa Cruz (anexo ao hotel) e termina por volta das 13.30 horas, com um almoço convívio.

A limpeza será organizada por grupos (cinco), com missões distintas, que vão desde o corte e recolha de espécies secas, à apanha de lixos, passando pelo arranque de espécies infestantes, como as acácias.  

Os interessados em participar na iniciativa devem inscrever-se, até 4 de Março, numa das oito Juntas de Freguesia do concelho da Mealhada.

 

 

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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

Recortes de jornais desde a década de 40 em exposição até Setembro em Anadia

Museu José Luciano de Castro recebe mais de 50 mil recortes que retratam as gentes da terra

O resultado de mais de 65 anos a recortar notícias de jornais pode agora ser visto e analisado na sala de exposições temporárias do Museu José Luciano de Castro, situado no Palacete Seabra de Castro, em Anadia. “Recortes de História” é a exposição que inaugurou no último sábado, dia 20 e que retrata a dedicação de João Venâncio Marques, autor, às gentes de Anadia.

São mais de 50 mil os recortes compilados por João Marques, todos eles agrupados em dossiês e organizados por temas, sejam eles personalidades ou instituições de Anadia, do concelho e até da Bairrada.

Nuno Rosmaninho, docente do Departamento de Línguas e Cultura da Universidade de Aveiro (UA), responsável pela apresentação da exposição, assinalou o momento como sendo “de grande importância para os estudos locais de Anadia e não só”.

O professor da cadeira de Cultura e Património na UA falaria sobre três circunstâncias: da exposição, do homem e da obra em si. Também Rui Rosmaninho recorreu, em Dezembro de 1990, à ajuda de João Venâncio Marques, que “disponibilizou, com muita simplicidade, a documentação de que já dispunha, em significativa quantidade”.

O docente referiu que os recortes de João Marques são “um acervo que é uma verdadeira enciclopédia de Anadia e da Bairrada”. E referindo-se à revista Aqua Nativa, onde escreve, lembrou que daquilo que se publica “há sempre algo de útil no arquivo de João Marques. Quer documentos, quer fontes”.

 

Um “verdadeiro banquete”

Para Rui Rosmaninho, “Recortes de História” é um “verdadeiro banquete deste século, sobretudo para quem gosta de História Local. É uma revisitação quase faustosa do passado”.

Os recortes estão organizados em pastas sobre o Ensino Primário, o Colégio Nacional, Lions, o Café Anadia, o Teatro. Existe também uma quantidade inúmera de pastas dedicadas a figuras, das mais remotas às mais recentes, como Fausto Sampaio, Mário Pato, Rodrigo Rodrigues dos Santos ou Manuela Alves.

Os recortes de João Marques, para Rui Rosmaninho, têm uma grande importância do ponto de vista científico e pedagógico: “Por restabelecer o contacto com a História Local, é por isso uma exposição que deve interessar a escolas, por ter muitos trabalhos de índole pedagógica”.

O professor da UA disse que o espólio deve ser preservado conforme foi entregue pelo autor, podendo somar-se mais recortes. “Não vi em todas as pastas a dos escritos do senhor João Marques. É um trabalho de grande interesse, que não vi, mas que também deve estar”, sublinhou Nuno Rosmaninho.

 

Espólio vai ser digitalizado

O local onde o espólio foi colocado “é o natural. É um óptimo local, de serviço à comunidade e um lugar de cultura e grande importância”, afirmou Rosmaninho, congratulando-se com o facto de o espólio ser futuramente digitalizado, “o que vai constituir uma alavanca em termos de divulgação, porque a sua capacidade de multiplicação pedagógica e científica aumenta muito”.

Rui Rosmaninho terminou convidando João Marques a “não parar”. E foi a esposa, Angelina Pina, que rapidamente disse que não deixava.

Carlos Matos, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Anadia, lembrou que a exposição “é uma pequeníssima parte do que João Marques tem feito e doou à instituição”, agradecendo publicamente por isso. Litério Marques, presidente da Câmara de Anadia, classificou a mostra como “um trabalho fantástico”.

João Venâncio Marques, emocionado, agradeceu à esposa e referiu-se àquele como “um dos grandes momentos da minha vida”.

 

 

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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

“Recortes de História” inaugura no sábado

João Venâncio Marques doa espólio com milhares de notícias recortadas à Misericórdia de Anadia

No próximo sábado, dia 20 de Fevereiro, vai inaugurar, numa das salas do Museu José Luciano de Castro - Palacete Seabra de Castro, em Anadia, pelas 15 horas, a exposição “Recortes de História”, da autoria de João Venâncio Marques.

O autor, natural da cidade de Anadia, com 77 anos de idade vai expor no referido espaço museológico, propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Anadia (SCMA), a sua colecção particular com alguns dos mais significativos “Recortes de História”, retirados de jornais, que colecciona.

Possuidor de um arquivo de documentos jornalísticos, que foi reunindo ao longo dos anos e que reflectem a história e memória colectiva, no fundo o passado de Anadia e de pessoas do concelho, João Venâncio Marques vem agora dar a conhecer à população essas “relíquias” que tanto estima.

“Trata-se de um espólio de alta importância, dedicado a um espaço, que marca uma actividade cultural, a riqueza de um património, que dá a conhecer uma grande parte da minha vida”, explicou o autor.

E foi com apenas 11 anos que João Venâncio Marques iniciou esta actividade de coleccionador de recortes de jornais, sem “destino definido, mas já com a veia de ‘esfrangalhar’ jornais”, admite. E estes recortes dizem todos respeito a “tudo aquilo que fosse alusivo a Anadia e à Bairrada e suas gentes, não colocando de parte outras notícias que achasse de interesse”.

É no seio destes princípios que instituições como a SCMA, a Banda de Música, Bombeiros Voluntários de Anadia, Anadia Futebol Clube, APPACDM entre outras, mas também individualidades como Fausto Sampaio, Rodrigues Lapa, Manuel Alves, o ex-treinador do Benfica Toni, o “Fernandito” (Fernando Pina) do Anadia ou José Iglésias ganham personalidade nos recortes, indo ao encontro dos objectivos do autor.

Um trabalho considerado “digno e enriquecedor”, apreciado e valorizado por muitos alunos, “alguns deles em carteira universitária, mas também por historiadores, sendo alguns de renome e que consideram este um serviço extraordinário e de grande utilidade”, afiançou João Venâncio Marques.

Há mais de 65 anos que o autor desenvolve esta actividade, “permanentemente e de forma inesgotável”, sobre um tema “que não tem fim”. A entrega do espólio, devidamente legalizado, à SCMA é fruto de um anseio pela abertura e colaboração “nunca negada pela instituição”, que se alia à Biblioteca José Luciano de Castro.

 

 

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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

Projecto “Art Nouveau & Ecologie” da Câmara de Aveiro aprovado pela Comissão Europeia

Atribuído financiamento de 50 mil euros por período de cinco anos

No dia 4 de Fevereiro foi aprovado o projecto “Art Nouveau & Ecologie” pelo programa europeu “Culture 2007-2013”.

O município de Aveiro candidatou o projecto “Art Nouveau & Ecologie” a fundos comunitários no âmbito do programa europeu “Culture 2007-2013”, tendo sido aprovado o financiamento na ordem dos 50 mil euros, por um período de cinco anos, a contar do dia 4 de Fevereiro de 2010.

O projecto visa estudar a relação entre a Arte Nova e a Natureza, materializando-se no desenvolvimento de uma exposição itinerante entre todas as 20 cidades e regiões parceiras, publicação de dois livros infantis e uma “mala pedagógica” destinados ao público escolar e um conjunto de conferências especializadas denominadas “Laboratórios Históricos” e “Trocas Multilaterais”, com vista ao desenvolvimento de conhecimentos técnicos na área da compreensão e promoção do movimento Arte Nova.

Esta iniciativa do município insere-se ainda no Plano Estratégico para o Concelho de Aveiro - PECA, como um dos factores de diferenciação da região, onde a autarquia aposta para promover o desenvolvimento económico e social, sustentado na criação de uma rede urbana qualificada e multipolar, na qual a cidade, com os seus elementos de identidade (Ria, Arte Nova, Cultura), se assume como âncora de dinamização e captação de recursos humanos e investimento. Uma rede urbana que valoriza e capitaliza a diversidade sócio-territorial (cidade, Ria, faixa costeira, áreas rurais).

A aprovação da candidatura deste projecto é o resultado da integração do município de Aveiro, em 2008, na “Réseau Art Noveau Network”, constituída por um conjunto de cidades e regiões que possuem património Arte Nova: Älesund, Bad Nauheim, Barcelona, Bruxelas, Budapeste, Glasgow, Helsínquia, La Chaux-de-Fonds, Habana, Ljubljana, Lodz, Nancy, Província de Varese, Região da Lombardia, Réus, Riga, Tbilisi, Terrassa e Viena.

 

 

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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Curia Tecnoparque recebe lançamento do número 36 da revista Aqua Nativa

Nova edição dedicada à freguesia de Tamengos, Anadia

Uma reflexão e análise históricas sobre um espaço carregado de memórias. Assim poderia definir-se a sessão de lançamento do número 36 da Revista de Cultura e História Local Aqua Nativa, edição dedicada a Tamengos, que juntou no auditório do Curia Tecnoparque, em Tamengos, alunos da Universidade Sénior da Curia (USC) e também muitos habitantes da localidade homenageada.

Nuno Rosmaninho, docente do Departamento de Línguas e Cultura da Universidade de Aveiro, proporcionou uma verdadeira aula de História Local a todos quantos puderam assistir ao lançamento de “Dossiê Tamengos”, cuja leitura permitirá uma “viagem pelo espaço, pelas pessoas e por quotidianos totalmente diferentes” dos que se conhecem hoje e que dizem respeito à realidade daquela freguesia do concelho de Anadia, até há 50 anos atrás.

O autor e investigador explicou que esta é uma temática com grandes “virtudes cívicas”, uma vez que poderá fazer “entender melhor e lutar por um lugar”. E como “o que há ainda para fazer é imenso”, este “Dossiê Tamengos” pode também ajudar a mostrar temas que funcionam como exemplos para quem quer investigar e fazer História Local, até porque “no concelho de Anadia poucas povoações têm estudos sistemáticos feitos”.

O investigador dá o exemplo da preservação do património das igrejas, que ainda não está estudado, e que é urgente “fotografar, medir e pesar”. O autor terminou deixando uma sugestão: a criação de uma “Carta Concelhia do Património”.

Para Alice Godinho, professora de Estruturas Socioculturais da USC, a revista Aqua Nativa - e este número em concreto, dedicado a Tamengos - vêm desempenhar um “importante papel na construção histórica”, revelando-se um “valioso instrumento de trabalho e investigação”.

O dossiê sobre Tamengos reúne um conjunto de realidades já passadas, permitindo também satisfazer a curiosidade dos habitantes de hoje.

Carlos Alegre, director e coordenador da Revista Aqua Nativa, descreveu a publicação como um “espaço de memórias, de histórias de vida”, convidando todos os que gostam de História Local a escrever, “porque realmente têm muito para dizer”.

Esta edição, que completa o 19º aniversário da revista, apresenta um conjunto de artigos e estudos sobre Tamengos ao longo da História, um trabalho de vários autores, que traça um perfil da localidade em cerca de metade da revista.

Está já a ser preparado o número 37 da Aqua Nativa, que incluirá um dossiê de estudos sobre Ancas.

 

 

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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Amanhã é o lançamento da obra “Ecomuseu do Salgado de Aveiro”

Inauguração da exposição monográfica sobre o Salgado de Aveiro no mesmo dia

Amanhã, dia 5 de Fevereiro, às 18 horas vai ter lugar a cerimónia de lançamento da obra “Ecomuseu do Salgado de Aveiro”, da autoria de Énio Semêdo, nos Paços do Concelho, seguida da inauguração da exposição monográfica sobre o Salgado de Aveiro, na Galeria Municipal.

A cerimónia conta com a presença do presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia e da vereadora do pelouro da Cultura, Maria da Luz Nolasco.

A obra “Ecomuseu do Salgado de Aveiro” pretende ser um contributo para a promoção e preservação da actividade secular salícola da região de Aveiro.

A exposição monográfica sobre o Salgado de Aveiro estará patente ao público, das 14 às 19 horas, na Galeria Municipal, entre os dias 5 de Fevereiro e 7 de Março.

Esta exposição projecta de forma tridimensional os propósitos da obra, com o objectivo de traçar um desenvolvimento integrado e sustentável do património cultural e natural do salgado e da história e cultura salícolas, projectando-o na memória colectiva futura.

 

 

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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Vandalismo no Parque da Cidade da Mealhada

Prejuízos cifram-se já em mais de 5 mil euros

O Parque Urbano da Mealhada tem sido alvo de actos de vandalismo durante os últimos quinze dias. Um poste de luz partido, dois caixotes do lixo arrancados, bebedores estragados, luminárias dos candeeiros partidas e mais de 40 loureiros e 20 medronheiros desenraizados é o balanço dos estragos. Os prejuízos causados cifram-se já em mais de 5 mil euros.

O Parque da Cidade tem sido o mais recente local escolhido para a prática de actos de vandalismo na Mealhada. Durante os últimos quinze dias já partiram um poste de luz, situado junto ao campo de basquetebol; arrancaram dois caixotes do lixo, um dos quais foi atirado ao lago; estragaram vários bebedores; partiram as luminárias de, pelo menos, dois candeeiros e arrancaram 40 loureiros e 20 medronheiros. As primeiras estimativas apontam para prejuízos acima dos 5 mil euros.

Recorde-se que cerca de meia centena de sinais de trânsito do concelho foram, há mais de um mês, alvo de actos de vandalismo e que as rotundas do município têm sido também vandalizadas, através do furto de plantas e mais recentemente de pedra ornamental. A Câmara Municipal da Mealhada tem comunicado sempre o sucedido às autoridades municipais, tendo já sido identificado pelo menos um autor de furto. 

O presidente da Câmara da Mealhada lamenta tais “actos de puro vandalismo” e reitera o apelo ao “civismo dos cidadãos”, solicitando a contribuição e vigilância de todos para a preservação do espaço público. Carlos Cabral recorda que estas práticas lesivas do património público custam muito dinheiro à autarquia, dinheiro este proveniente dos impostos e, por conseguinte, dinheiro que é de todos os contribuintes do concelho.

 

 

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Sábado, 2 de Janeiro de 2010

Furto de pedra ornamental das rotundas da cidade da Mealhada

Cerca de uma tonelada desapareceu nas duas últimas semanas

A Câmara Municipal da Mealhada foi confrontada, nas últimas semanas, com um surto inusitado de vandalismo em espaços públicos, que tem afectado, sobretudo, as rotundas, onde a autarquia tem vindo a investir, no sentido de as embelezar.

Ao furto de plantas, mais ou menos recorrente, juntou-se, recentemente, o furto de pedras ornamentais.

Segundo cálculos dos serviços municipais, nas últimas duas semanas foram furtados mais de mil quilos (uma tonelada) de pedra ornamental, recentemente colocada em várias rotundas.

A Câmara Municipal da Mealhada apela ao civismo dos cidadãos, em geral, exortando-os a contribuir, activamente, para a preservação do espaço público, e à vigilância daqueles que não se revêem nestas práticas de alguns, fortemente lesivas do património colectivo, que custa muito dinheiro à Câmara, dinheiro proveniente dos impostos, que é público, portanto, dinheiro de todos.

Por isso, a autarquia reitera que não pactuará com tais desmandos, comunicando-os, como tem feito até aqui, às autoridades policiais, cuja actuação já permitiu a identificação do autor de pelo menos um furto.

 

 

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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Bronca da semana

IGAOT suspeita da legalidade da expansão de cinco Zonas Industriais em Anadia

Segundo informação da Inspecção-Geral do Ambiente e Ordenamento do Território (IGAOT), emitida na sequência de diversas denúncias sobre a gestão do território no concelho da Anadia, com desflorestação e obras de escavação e aterros em áreas da Reserva Ecológica Nacional (REN), veio a mesma confirmar violações ao Plano Director Municipal (PDM) de Anadia e infracções verificadas em diversas Zonas Industriais do município, situação que levou a determinar uma inspecção, com carácter de urgência, à avaliação do cumprimento do regime jurídico da REN naquele município.

A IGAOT avaliou cinco processos administrativos relativos à expansão não programada de cinco Zonas Industriais no concelho de Anadia - Amoreira da Gândara, Paraimo, Vilarinho do Bairro, Vale Cid e Vale de Salgueiro -, sobre área condicionada pelo regime da REN.

“O primeiro processo refere-se à desflorestação e escavação em REN, até ao aquífero em Vale de Salgueiro, freguesia de Arcos, com deposição de resíduos de construção e demolição e outros mais perigosos, onde se tinha alertado para o risco de contaminação das águas de nascentes e captações de uso público”, como pode ler-se no comunicado emitido pela Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza.

Outro dos casos refere-se à execução de obras numa Zona Industrial “que não está aprovada, em Vilarinho do Bairro, sem que tenha sido realizada Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) e onde ocorreu o abate ilegal de um povoamento de sobreiros”.

A Quercus e a Aquaecuriva - Associação para a Defesa do Património Ambiental e Cultural da Bairrada, através da sociedade de advogados “Almeida Ribeiro e Associados”, interpuseram uma providência cautelar, contra o município de Anadia, por violar de forma grave e continuada o PDM respectivo, para expansão da Zona Industrial de Amoreira da Gândara em área condicionada da REN.

 

Providência cautelar confirmada leva à suspensão dos trabalhos

Já no dia 20 de Outubro o Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro tinha decretado provisoriamente a providência cautelar. Todavia, no passado dia 12 de Dezembro, o mesmo Tribunal confirmou o decretamento provisório da providência cautelar, determinando a suspensão imediata de todos e quaisquer trabalhos, seja de arranque de sobreiros ou outras árvores, desmatação, movimentação de terras, escavação, depósito de entulhos e arruamentos na zona da REN, não tendo o município de Anadia deduzido qualquer oposição judicial.

“Nos termos da decisão judicial, o município de Anadia viola de forma grave, sistemática e continuada o PDM aprovado e em vigor para o concelho, na freguesia de Amoreira da Gândara, mais precisamente na Zona Industrial e na área limítrofe e de expansão à referida zona, passando de 8,4 hectares (ha) para 42,7 ha, sem ter promovido a obrigatória AIA, efectuando uma intervenção ilegal sobre uma área florestal com povoamento de pinheiro-bravo, eucalipto e onde existem cerca de 600 sobreiros, em REN, quando existem alternativas para a instalação de novas indústrias”, refere o comunicado da Quercus.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), no dia 27 de Agosto, intimou o presidente da Câmara Municipal de Anadia, Litério Marques, a apresentar, no prazo de 90 dias, um plano de recuperação ambiental e paisagística de toda a área intervencionada em solo afecto à REN, “plano esse que desconhecemos tenha sido apresentado por esta autarquia. A CCDRC considera também que as intervenções efectuadas em áreas vinculadas pelo regime jurídico da REN constituem uma contra-ordenação ambiental muito grave”, termina a Quercus.

O Quiosque das Letras tentou ouvir Litério Marques, mas sem sucesso.

 

 

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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Câmara de Aveiro classifica quatro edifícios como Imóveis de Interesse Municipal

Secundária José Estêvão e Mário Sacramento, Governo Civil de Aveiro e edifício dos CTT

Foi aprovada, em reunião de Câmara do Executivo de Aveiro, a classificcação de quatro edifícios públicos como Imóveis de Interesse Municipal.

O município de Aveiro procedeu à classificação de quatro edifícios públicos como Imóveis de Interesse Municipal, como sejam, o antigo Liceu Nacional de Aveiro - Escola Secundária José Estêvão, a antiga Escola Comercial e Industrial de Aveiro - Escola Secundária Mário Sacramento, o antigo edifício de Obras Públicas - Governo Civil de Aveiro e o edifício dos CTT, situado na Praça Marquês de Pombal.

Estes quatro edifícios constituem um marco da história contemporânea de Aveiro, reflectindo tanto as políticas urbanísticas do século XX (no caso dos estabelecimentos de ensino), quanto à relevância das instituições públicas na orgânica e vivência da cidade, para além de constituírem, à excepção do edifício do Governo Civil, exemplares da arquitectura modernista/Estado Novo.

 

 

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