Sábado, 26 de Dezembro de 2009

AHBVA comemora 76 anos com dificuldades materiais

Necessidade de um quartel novo continua a ser a preocupação número um da associação

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia (AHBVA) festejou o 76º aniversário no último domingo, dia 20. A sessão solene ficou marcada pelas condecorações e promoções a alguns dos bombeiros, assim como pela lembrança às entidades presentes das dificuldades de natureza material que esta corporação de bombeiros vem atravessando.

A AHBVA entendeu atribuir o Crachá de Ouro às irmãs Maria do Carmo e Margarida, da Congregação de São Vicente de Paulo. Como a irmã Maria do Carmo, por impedimento profissional inadiável, não esteve presente, a Direcção da associação entendeu que João Dias Coimbra, comandante do Quadro de Honra dos Bombeiros Voluntários de Anadia (BVA), será o fiel depositário da medalha para entrega posterior.

Carlos Alegre, presidente da Assembleia Geral da AHBVA, abriu a cerimónia dirigindo-se aos bombeiros, “que com a sua abnegação e o seu voluntarismo deixam tudo em nome desta nobre missão e lema que os move: Vida Por Vida”.

Coube ao comandante dos BVA dar seguimento à sessão solene, sublinhando que “face às alterações legislativas somos conscientes de mais e maiores responsabilidades e não menos conhecedores de que cada vez mais as dificuldades são e serão maiores”. Contudo, Eduardo Matos está certo que essas alterações não constituem obstáculo, tendo em conta que “os BVA foram sujeitos à solução do problema e a não fazer parte dele, actuando sempre com grande competência e profissionalismo”.

 

Aumento de serviço dos BVA

O comandante falou do aumento significativo de serviço, destacando a maior incidência na área da saúde: “Uma vez que o Ministério da Saúde determinou o encerramento do Serviço de Urgência do Hospital José Luciano de Castro em Janeiro de 2008, obriga-nos a que para qualquer pedido de socorro, o mesmo seja encaminhado para os Hospitais da Universidade de Coimbra, Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro e Hospital Conde de Sucena, em Águeda”. Estas deslocações, para o comandante dos BVA, dão origem a que os recursos quer humanos quer materiais estejam cativos e indisponíveis muito mais tempo, diminuindo a operacionalidade do corpo activo “momentaneamente, o que nos preocupa”.

Também Mário Teixeira, presidente da Direcção da AHBVA, fez referência a tempos difíceis e às contrariedades, sendo contudo a vontade do corpo dos BVA “incalculável”.

 

Dificuldades materiais

O dirigente falou das dificuldades de natureza material, desde as instalações desajustadas, às viaturas que necessitam de substituição pelo muito uso e idade, aos equipamentos de protecção individual, fardamentos e outros que faltam. Mas lembrou que os subsídios concedidos pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Câmara Municipal de Anadia e outras entidades têm solucionado algumas dessas dificuldades.

Durante a cerimónia, Mário Teixeira deu a conhecer a oferta da Comissão de Festas da Moita, de uma verba no valor de 2.651,36 euros, destinada à aquisição de equipamentos. O presidente da Direcção deixou ainda o apelo aos associados que não contribuíram, por ainda não terem sido procurados, para ajudarem com a liquidação das quotas, “cujos valores nos estão a fazer muita falta”.

 

Protocolo para uma EIP

Mário Teixeira aproveitou a ocasião para dar a conhecer o protocolo assinado entre a ANPC, a Câmara Municipal e a AHBVA - por três anos -, que a partir de Janeiro de 2010 vai contar com uma Equipa de Intervenção Permanente (EIP), constituída por cinco elementos dos BVA, em alerta oito horas por dia, de segunda a sexta-feira, destinada a socorrer as populações em situações de catástrofe ou outras.

Teresa Belém, vice-presidente da Câmara de Anadia, em representação do presidente Litério Marques, disse que em 2010 a EIP contará com 50% de comparticipação da autarquia (30 mil euros), ficando a outra metade a cargo da ANPC. A autarca manifestou ainda a vontade da Câmara em vir a dar apoio na construção do novo quartel, através do QREN.

A sessão solene do 76º aniversário da AHBVA contou com promoções a bombeiros de terceira e de segunda. Foram também entregues medalhas por assiduidade grau cobre (pelos serviços prestados por cinco anos), grau prata (serviços prestados por 10 anos) e grau ouro (pelos 25 anos de serviço prestado).

 

 

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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Desilusão do PS Anadia contrasta com a satisfação do CDS e CDU locais

CDS-PP Anadia é o partido com maior crescimento no concelho

“É um resultado que fica muito aquém das nossas expectativas”. Foi desta forma que Lino Pintado, cabeça de lista à Câmara Municipal de Anadia pelo PS, fez o balanço das autárquicas 2009. Mesmo “mantendo a percentagem de há quatro anos, na casa dos 25%, não é um bom resultado”, reforçou.

Lino Pintado referiu que apesar de ter aumentado o número de votos, também aumentou o de votantes, mantendo-se as percentagens.

“Tinha uma ambição de termos resultados completamente diferentes. Mas há que respeitar a decisão do eleitorado do concelho”, admitiu o candidato socialista.

Comparando os resultados agora obtidos com os de há quatro anos, o PS Anadia conquistou mais uma freguesia, a de Aguim, “que nunca tinha sido PS. Mantivemos também o número de deputados municipais, seis, passando para oito com o presidente da Junta de Freguesia de Aguim e o de Mogofores, que já era socialista”.

A assinalar as subidas nas freguesias de Avelãs de Cima, Arcos e Aguim, na votação para a Câmara Municipal e a “descida muito significativa em Sangalhos, merecendo uma análise com todo o cuidado para tentarmos chegar a conclusões”.

 

CDS tem o maior crescimento

Por outro lado, O CDS-PP foi o partido que mais cresceu no concelho de Anadia: elegeu dois deputados municipais - Sidónio Simões e João Tiago Castelo-Branco -, retirando um deputado municipal ao PSD e, por uma pequena margem de votos, não obteve um vereador. Está representado com um deputado em cinco Juntas de Freguesia, nomeadamente por Ana Maria Alegre, em Arcos; António Pimentel, em Tamengos; António Augusto Marques da Silva, em Amoreira da Gândara; Jorge Matos, na Moita e António Oliveira, em Mogofores e com dois deputados na freguesia de Vilarinho do Bairro, Nuno Seabra e Hélder Santos.

De referir que esta última freguesia foi a que registou a maior subida dos populares, tornando-se o CDS a segunda força política, logo a seguir ao PSD.

Segundo Maria do Céu Castelo-Branco, candidata à Câmara Municipal, “se compararmos os resultados das autárquicas 2005 aos obtidos este ano, percebemos que o CDS-PP Anadia duplicou as suas próprias percentagens e apresentou valores mais elevados do que o PSD e o PS, quer para a Câmara, quer para a Assembleia Municipal”.

Para a popular, “os objectivos superaram as nossas expectativas e tal só aconteceu porque houve uma equipa de trabalho coesa a par de um esforço persistente e um contacto directo com a população nas diferentes freguesias do concelho. Lançámos as sementes, o trabalho vai continuar e a colheita virá de certeza. Estamos convictos de que nas próximas eleições o CDS estará em condições de se afirmar como a alternativa certa para o concelho de Anadia”.

 

“É uma vitória para a CDU”

Também o cabeça de lista à Câmara de Anadia pela CDU, José Paixão, estava muito satisfeito com os resultados das autárquicas 2009: “É uma vitória para a CDU, porque conseguimos os melhores resultados de sempre no concelho”.

Contudo, Paixão lembrou que “não atingimos os nossos propósitos, que eram chegar aos mil votos em cada órgão a que concorremos, o que ofusca a nossa vitória. Mas subimos cerca de 200 votos nos diversos órgãos aos quais concorremos”.

Mais votos, mais percentagem e os mesmos mandatos de há quatro anos. É este o balanço feito pelo candidato da CDU à Câmara. “Tínhamos dois eleitos na Assembleia de Freguesia de Sangalhos, passámos para três. Em Mogofores é que perdemos o que tínhamos”, explicou.

Quanto à Assembleia Municipal, é João Morais que vai continuar como deputado pela CDU, “saindo a sua votação reforçada, ultrapassando os mil votos. Mas ainda ficámos longe de conseguir um segundo mandato neste órgão”, disse Paixão, que terminou referindo estar triste “por não ter conseguido a perda da maioria absoluta de Litério Marques”.

 

 

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Domingo, 14 de Junho de 2009

Vestidos de Chita voltam a concurso, em Anadia, pela 18ª vez

Mariana Alves vence categoria A e Daniela Simões vence a B

Curtos ou compridos, mais ou menos coloridos, decotados e ousados. O requisito obrigatório dos vestidos que desfilaram - na noite do dia 6 - na passerelle improvisada no Pavilhão Municipal dos Desportos de Anadia era um: o tecido tinha de ser a chita. Ou não se tratasse do Concurso de Vestidos de Chita de Anadia.

Cerca de 600 pessoas preencheram o espaço para assistir à 18ª edição.

O concurso contou, como é habitual, com dois desfiles: um de crianças com idades compreendidas entre os seis e os 12 anos - categoria A, e outro para jovens de idade igual ou superior a 13 anos - categoria B.

 

Mariana Alves foi a vencedora da categoria A

O vestido vencedor da categoria A foi o da pequena Mariana Alves, com sete anos, natural da freguesia de Óis do Bairro. O segundo lugar foi para Rita Neves, com nove anos, natural da freguesia de Tamengos. O terceiro lugar foi atribuído ao vestido de Filipa Oliveira, oito anos, da freguesia de Amoreira da Gândara.

Foram 11 as concorrentes nesta categoria dedicada às mais novas.

À semelhança do que aconteceu na anterior edição, a Comunicação Social presente elegeu o Prémio Fotogenia, que na categoria A foi para Beatriz Rebelo, com 11 anos, da freguesia de Vila Nova de Monsarros.

 

Vestido de Daniela Simões vence a categoria B

Na categoria B, o júri escolheu o vestido de Daniela Simões para vencedor. Natural da Malaposta, freguesia de Arcos, com 18 anos, a vencedora desta categoria disse que este foi o quarto ano que concorreu. “Apenas tinha ganho um título de Miss Simpatia. Mas como primeira classificada, esta é a minha primeira vitória”, explicou.

Daniela Simões - estudante no 12º ano de Ciências Sociais e Humanas, na Escola Secundária de Anadia -, além de ter sido a vencedora da categoria B, foi também a eleita dos jornalistas presentes para o Prémio Fotogenia, o que a levou a afirmar que ganhar dois prémios numa só noite “teve um significado muito especial”.

Veronique Ferreira, 20 anos, do Pereiro (freguesia da Moita) ficou em segundo lugar, num total de 12 concorrentes. A terceira classificada foi Miriam Santos, 24 anos, natural da Póvoa do Pereiro (Moita).

 

Prémio Costureira

O Prémio Costureira, da responsabilidade do júri do concurso, foi entregue a Maria Antonieta Oliveira, que costurou o vestido de Daniela Simões, vencedora da categoria B.

“Demorei uma semana, de intenso trabalho, a fazer o vestido da Daniela, que foi idealizado pelas duas. Certos pormenores fomos vendo com o acabamento”, explicou a costureira, natural de Vale de Avim (freguesia da Moita).

Maria Oliveira disse ao Quiosque das Letras que concorre há cinco anos, mas “sempre com uma menina da categoria A, que chegou a ficar em segundo e terceiro lugar. Este ano foi diferente. Foi a primeira vitória”, disse a também costureira da escola de samba da Mealhada “Juventude de Paquetá”.

Litério Marques, presidente da Câmara Municipal de Anadia, lembrou que de ano para ano há “uma crescente dinâmica e melhoria tanto na participação de candidatas, que ultrapassa já o concelho de Anadia, como na apresentação, rigor e criatividade dos vestidos que por aqui desfilaram”.

Esta edição contou com a colaboração do Centro de Apoio Social de Vila Nova de Monsarros.

 

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Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Moita (Anadia) inaugura Lar de Idosos de “cinco estrelas”

Antigas instalações corriam o risco de fechar por falta de condições

O Centro Social e Paroquial da Moita, localizado na freguesia da Moita, concelho de Anadia inaugurou no domingo, dia 3 de Maio, o novo Lar de Idosos, que tem capacidade para 40 utentes. O custo da obra é de cerca de um milhão de euros, vindo encerrar um “capítulo preocupante”, como assim referiu Celestino de Almeida, director do Centro Distrital de Segurança Social de Aveiro.

De acordo com o dirigente, presente na inauguração da obra, quando tomou posse do cargo, no ano de 2005, “a minha preocupação foi ver onde havia os maiores problemas no distrito. Esta casa era um deles, visto que não oferecia condições para funcionar”.

Celestino de Almeida disse ter encontrado ainda, na mesma altura, uma obra em PIDDAC, para o novo lar, agora inaugurado, “que só se tinha realizado em 10% do seu investimento”. Nesta altura confessa que levanta a hipótese de encerrar as instalações do Centro Social e Paroquial da Moita “por falta de condições. Era uma responsabilidade acrescida para mim, que sou da freguesia de Aguada de Cima, no vizinho concelho de Águeda”.

Face a um cenário destes, Celestino de Almeida estabelece a construção do lar como uma prioridade, sendo também a Direcção “apertada”, visto que o Lar de Idosos teria de estar concluído até 31 de Dezembro de 2008. “Quem ocupa cargos como eu tem competências delegadas e compromissos que têm de ser cumpridos. E estou feliz por as minhas competências se terem aqui exercido, tendo a obra sido concluída num tempo recorde de três anos”.

A inauguração do lar contou ainda com a presença do Bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos, sendo marcada pela ausência do secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, como anunciado.

 

Um sonho realizado

Ilda Flores, directora técnica da instituição, disse que “o sonho realizou-se”. Evocando o Padre Reis e um grupo de pessoas da freguesia agradeceu o trabalho de todos.

Além dos 40 utentes em lar, faltando ocupar apenas 10 vagas, a instituição vai ter a funcionar no mesmo edifício a valência de Centro de Dia, com capacidade para 20 utentes (existem 10 vagas) e Apoio Domiciliário, para 12 utentes. A obra foi comparticipada ao abrigo do PIDDAC, em cerca de 90% do seu valor, que corresponde a um milhão de euros.

A Câmara de Anadia fez os arranjos exteriores e o acompanhamento técnico, disse o presidente Litério Marques.

 

Creche é o próximo passo

Ilda Flores adiantou que já está a trabalhar, com o Padre Vítor Espadilha, presidente da Direcção da instituição, no “nosso novo projecto: a creche, que será um Palácio de Fadas”.

 

 

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Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Uma porca que se chama “Joana” e toma banho diariamente

Casal da Moita (Anadia) acolheu animal com um dia e hoje trata-o como se fizesse parte da família

O Jornal da Bairrada fez um vídeo que já correu o país inteiro e que colocou os olhos dos portugueses sobre a porca “Joana”, que vive na freguesia da Moita, concelho de Anadia.

Mas não é uma porca qualquer que está aqui em causa. “Joana” dorme no sofá da sala, só come comida cozinhada, adora um docinho de vez em quando e toma um banho por dia. Estas são apenas algumas das particularidades desta porca - com 10 meses de idade e 200 quilos de peso - que o casal Ortélia Seco e Alberto Marta, da Moita, acolheu em casa, com apenas um dia de vida. Já lá vai quase um ano.

Pode ler a estória na íntegra aqui.

 

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Sábado, 7 de Março de 2009

Primeira mulher a concorrer à Câmara Municipal de Anadia

Maria do Céu Castelo-Branco é a candidata CDS-PP

A Concelhia do CDS-PP de Anadia decidiu que a sua candidata à Câmara Municipal de Anadia é Maria do Céu Anjos Simões Hall Castelo-Branco.

Mais comunica que será realizada, brevemente, uma Assembleia Concelhia para informação, aprovação e apresentação da candidatura.

A candidata tem 56 anos, vive na Póvoa do Pereiro, freguesia da Moita, município de Anadia, região de onde é oriunda a sua família materna e parte da sua família paterna. Tem três filhos: João Tiago, Pedro Nuno e Joana Rita. É militante do CDS-PP desde 1986.

 

Um completo currículo

É professora de Educação Especial; doutora em Ciências da Educação, pela Universidade de Aveiro; mestre em Activação do Desenvolvimento Psicológico, pela Universidade de Aveiro.

Tem o diploma de Estudos Superiores Especializados em Educação Especial; um curso em Educação de Infância; é professora convidada e coordenadora científica do Curso de Formação Especializada em Educação Especial, na Universidade Lusíada de Lisboa; investigadora integrada no Centro de Investigação em Educação e Ciências do Comportamento (CIECC), Departamento das Ciências da Educação da Universidade de Aveiro; conselheira da Associação Nacional de Professores; membro do Conselho para a Promoção da Ordem dos Professores; tem publicações científicas em revistas nacionais e internacionais.

É também docente voluntária na Universidade Sénior da Curia e presidente da Direcção da Associação de Moradores da Póvoa do Pereiro (recentemente criada). Tem dois livros publicados de poesia e como actividades de lazer tem a pintura, a escrita, a jardinagem e ver o mar, sempre que possível.

Ao ser questionada sobre a razão da sua candidatura, referiu: “Motiva-me uma prática de seriedade e transparência, uma vontade de intervir de forma laboriosa e solidária, um imperativo de consciência, vectores fundamentais no exercício político. Nos últimos anos enraizaram-se na prática política hábitos que põem em causa a credibilidade de quem nos governa, prejudicando e defraudando, seriamente, a qualidade de vida dos cidadãos e a confiança nas instituições que deveriam ser o garante de segurança e de bem-estar de todos. A mudança implica a proximidade com os munícipes e o envolvimento destes na participação das decisões que se entendam necessárias e adequadas ao nosso concelho”.

 

 

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Domingo, 5 de Outubro de 2008

Assembleia Municipal de Anadia

Actual Carta Educativa de Anadia pode estar ilegal

A Carta Educativa do Município de Anadia (CEMA) foi alterada sem ter ido ao Conselho Municipal de Educação, nem à reunião camarária, muito menos à Assembleia Municipal. A polémica foi colocada na última sessão ordinária da Assembleia Municipal de Anadia, que se realizou no dia 26 de Setembro, pelo deputado do PCP João Morais.

“Os pólos têm menos salas. Porque não foram dadas a conhecer aos deputados desta Assembleia as alterações? O presidente da Câmara tem algum compromisso com o Governo?”, questionou João Morais.

Por seu turno, Litério Marques, presidente da autarquia, confirmou haver alterações do documento, argumentando que as mesmas foram propostas pela Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), não constituindo “obrigação de dar lugar a novas reuniões do Executivo na Câmara e na Assembleia Municipal”, disse, garantindo ter um documento a comprovar o que dizia, emitido pela DREC. “Não fizemos mais do que cumprir a sua determinação”, rematou.

Dos aspectos essenciais consagrados na CEMA - número de pólos, localização, número de salas de aulas e plano financeiro -, convém referir que dos nove pólos totais, determinados pela CEMA para o município de Anadia, houve alterações em oito deles, no número de salas e no plano financeiro.

Comparando a CEMA aprovada em Novembro de 2007 e a que está disponível no site da Câmara, o Quiosque das Letras (QL) constatou, entre outras alterações, a diminuição de 15 salas de EB1 e de duas de Jardim-de-Infância. Ao nível do plano financeiro verifica-se uma diminuição de 1.187.150 euros. A CEMA de Novembro tinha o valor total de 10.551.500 euros e agora ascende a 9.364.350 euros.

 

Pólo de Paredes do Bairro igual

Oito dos nove pólos sofreram alterações, sendo o pólo mais afectado o de Monsarros, que perdeu quatro salas de EB1 e uma de Jardim-de-Infância.

Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho perdeu três salas de EB1; o pólo da Moita perdeu uma sala EB1; o de Vilarinho do Bairro perdeu duas salas de EB1; Ancas/Amoreira da Gândara perdeu uma sala de EB1; Tamengos perdeu uma sala de EB1; Sangalhos perdeu também uma sala de EB1 e finalmente Arcos/Anadia perdeu uma sala de Jardim-de-Infância e duas de EB1. Só o pólo escolar de Paredes do Bairro ficou na mesma.

Recorde-se que a CEMA foi aprovada na sessão extraordinária da Assembleia Municipal de 30 de Novembro de 2007. Estando agora a actual, com as referidas alterações, que não foram dadas a conhecer aos órgãos autárquicos, já disponível na Internet.

Segundo o QL apurou, o documento só foi à reunião de Câmara, a título informativo, no dia 24 de Setembro, tendo Litério Marques justificado a alteração com um parecer da DREC. Contudo, convém referir que as alterações terão sido efectuadas em Janeiro/Fevereiro de 2007, só se tornando agora conhecidas.

No decorrer da última sessão da Assembleia Municipal de Anadia, o seu presidente, José Manuel Ribeiro, informou que tinha recebido uma denúncia desta situação (em Julho de 2007), e após ter trocado correspondência com a Câmara, em que a mesma prestou os esclarecimentos, as informações e os documentos que a Mesa da Assembleia Municipal tinha solicitado, esta decidiu pedir um parecer à Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), ainda não conhecido.

Litério Marques defendeu durante a mesma sessão que tudo foi feito com “transparência e dentro da legalidade”. Contudo, o QL após ouvir alguns juristas pôde constatar que todos apontaram para eventuais ilegalidades. (Foto: Ana Jesus Ribeiro)

 

 

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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Parque de Merendas de Carvalhais, freguesia da Moita, Anadia

“Tertúlia D’Ágosto” volta a reunir

É já amanhã, dia 9 de Agosto, que a “Tertúlia D’Ágosto” vai voltar a reunir, no Parque de Merendas de Carvalhais, freguesia da Moita, concelho de Anadia, para confraternizar mais uma vez.

O encontro está marcado para as 19.30 horas. Traz a tua ferramenta. Se não tiveres, ser-te-á vendida a restante: prato, colher, caneca e garfo. Este ano há de entradas “sopas de cavalo cansado” e bacalhau à lagareiro de menu principal. Os novos membros terão que fazer o juramento da praxe.

Vai haver um julgamento. De acordo com o regulamento da Tertúlia, este julgamento tem cerca de 30 minutos de duração e decorre a meio da sessão, pelo que é aconselhável a presença de todos, para que, se possível, haja mais achegas. Só é permitido um advogado de acusação e um de defesa se o réu requisitar este último.

Inscrições até às 12 horas do dia, através do contacto 91 937 72 08 ou do Apartado 34, 3781-909 Anadia.

 

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Domingo, 30 de Dezembro de 2007

Cerimónia ficou marcada pela ausência de entidades eclesiásticas e da autarquia

Padre Alfredo Simões Rei homenageado pela Junta de Freguesia da Moita

A Junta de Freguesia da Moita, Anadia, homenageou no passado dia 22, o padre Alfredo Simões Rei, pároco da freguesia de 1952 a 1996. A cerimónia consistiu no descerramento de uma lápide no antigo Largo da Feira, que agora tem o nome deste padre que tanto fez pela freguesia.

Foi depositada uma coroa de flores pelo irmão, Filipe Rei, oferecida pelo Centro Social e Paroquial da Moita de Anadia e outra depositada por Guilherme Andrade, presidente da Junta de Freguesia da Moita. Convém referir que apesar de terem sido convidadas, não estiveram presentes entidades eclesiásticas, nem da Câmara Municipal de Anadia.

António Faria, natural do lugar de Carvalhais, Moita, e autor do livro “Memórias da Moita”, onde está focada a vida deste padre, recordou, através das palavras, um pouco mais da vida “de um filho desta terra e que continua aqui em espírito”. António Faria lembrou que o padre Rei foi seu colega de seminário durante nove anos, “foi um companheiro”. E começou dizendo que o dia 22 foi “um dia grande para a Moita. Esta cerimónia não é mais do que um preito de gratidão e de justiça ao padre Rei, que durante 52 anos assumiu as rédeas espirituais da Moita, uma freguesia que estava decadente”.

A velha igreja estava muito danificada e a assistência aos idosos era pouca. “As crianças andavam ao Deus dará. Sem qualquer apoio estatal, o padre Rei tinha fé em fazer o melhor e nunca vacilou”, referia António Faria. Depois de colocar mãos à obra, o padre Rei conseguiu “casas condignas para os mais pobres, procedeu à restauração da Igreja Matriz e começou as obras sociais: lar da 3ª idade, infantário e creche, onde os meninos desta terra se prepararam para o futuro”.

Carlos Matos, natural da Póvoa do Pereiro, Moita, recordou também histórias do padre Rei e lamentou a ausência de alguém da Diocese de Aveiro. Guilherme Andrade agradeceu a presença de todos, convidando para uma romagem ao cemitério para depositar um ramo na campa do padre. Pelas 19.30 horas houve celebração de missa pelo padre Rei, na Igreja da Moita.

publicado por quiosquedasletras às 09:30

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