Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

“IV Encontros de São Gonçalinho” realizam-se no dia 14 no edifício da Antiga Capitania

Tema principal vai ser “São Gonçalinho na Arte de Aveiro”

Vão realizar-se os “IV Encontros de São Gonçalinho”, no próximo dia 14 de Novembro, das 14.30 às 16.30 horas, no edifício da Antiga Capitania.

O município de Aveiro e a Mordomia de São Gonçalinho promovem a quarta edição dos “Encontros de São Gonçalinho”, no dia 14 de Novembro, às 14.30 horas, no edifício da Antiga Capitania, cujo tema principal será “São Gonçalinho na Arte de Aveiro”, continuando a descoberta da festa de São Gonçalinho.

A acção destina-se a todos os aveirenses e devotos de São Gonçalinho. A participação é gratuita e não necessita de inscrição prévia.

A abertura do encontro será efectuada por representantes da Câmara Municipal de Aveiro e da Mordomia de São Gonçalinho, pels 14.30 horas. De seguida, Nuno Gonçalo da Paula apresentará “O Culto de São Gonçalo em Aveiro”. José António Cristo fará uma intervenção com o tema “São Gonçalinho na Arte de Aveiro”. Gaspar Albino, Helder Bandarra e Jeremias Bandarra exporão, em conjunto, “São Gonçalinho, vivências na pintura”. Os ceramistas Zé Augusto e Alberta vão falar sobre “São Gonçalinho, vivências na cerâmica”.

Pelas 16.30 horas, far-se-á o encerramento com a actuação do Grupo de Cantares da Ria de Aveiro.

No domingo mais próximo do dia 10 de Janeiro, realiza-se a Festa de São Gonçalinho, sendo as festividades marcadas pelo pagamento das promessas ao Santo, agradecendo o seu poder de cura em doenças ósseas e a sua capacidade de resolver problemas conjugais e amorosos, atirando-se quilos de cavacas doces da cúpula da capela para o público.

As gentes do bairro da Beira-Mar, particularmente devotas a São Gonçalinho, como o carinhoso diminutivo indica, velam pelas tradições associadas às festividades e que vão bastante além do pagamento das promessas.

Outros rituais da festa, de crescente relevo municipal, realizam-se dentro da própria capela: a entrega do ramo e a Dança dos Mancos, expressando uma convivência entre o milagre e o Sagrado, com o interdito e o Profano.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 08:57

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Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Milagre de Urgueira já no próximo domingo

Festival-Romaria repete-se na freguesia de Macieira de Alcôba, Águeda

O Festival-Romaria “Milagre d’Urgueira” repete-se no próximo dia 23 de Agosto, domingo, na pequena aldeia da Urgueira, em Macieira de Alcôba, Águeda.

Cumprindo um ritual secular, um homem vai entrar no forno comunitário da aldeia da Urgueira, para aí depositar a chamada “broa do milagre”, com 100 quilos de peso. Este “milagre” é recriado todos os anos pela Associação Etnográfica “Os Serranos”, que há mais de uma década organizam o Festival-Romaria “Milagre d’Urgueira”.

A reconstituição desta romaria tradicional, transformando-a num festival de folclore com aspectos tão peculiares como os que lhe deram origem secular, tem sido um desafio para a Associação Etnográfica “Os Serranos”. A reconstrução do forno e a repetição dos seus rituais constitui apenas um dos múltiplos aspectos que atraem interesse e atenção, pelos milhares de visitantes que todos os anos rumam a este local.

O espaço da romaria, onde será feita a reconstituição, ocorre entre a ermida à Srª da Guia e o forno comunitário, separados por cerca de 150 metros, onde se distribuem as três eiras para as apresentações de folclore.

São seis os grupos de folclore que passarão por cada uma das eiras (15 minutos em cada), sabendo que não existe palco ou aparelhagens sonoras, mas uma multidão de pessoas entusiásticas e ávidas por também participar numa ou noutra dança que sejam convidadas.

Este festival é peculiar, pois é motivo para milhares de romeiros se deslocarem ao pequeno lugar da Urgueira, que conta com apenas 12 habitantes.

 

Festival-Romaria “Milagre d’Urgueira”

Este festival consiste na reconstituição tradicional da romaria a Nª Srª da Guia e realiza-se na Urgueira, na freguesia de Macieira de Alcôba, concelho de Águeda, num local situado a cerca de 750 metros de altitude, na serra do Caramulo, a cerca de 25 quilómetros de Águeda, onde se preserva uma grande intensidade de vida comunitária.

O objectivo e o enquadramento peculiar desta reconstituição de romaria, transformada em festival de folclore nativo, vivenciado como nas suas origens, levam a uma experiência muito interessante para as memórias pessoais dos elementos que nele participam, além de proporcionar a projecção do pequeno lugar da Urgueira, criando motivações adicionais para o pequeno “milagre” da sua preservação e da continuidade do movimento de recuperação das velhas casas tradicionais.

 

O forno e o milagre

O forno vai voltar a ficar quente, queimando lenha serrana durante três dias e duas noites. Chega assim a domingo em condições de responder à equipa de padeiros e padeiras chefiadas por António Costa, que nos outros dias produz a mais afamada broa de milho que se fabrica na serra, em Paranho de Arca, e alimenta uma vasta região de vários concelhos.

Coze quatro ou cinco fornadas, traduzidas em várias centenas de broas e o pão especial do “milagre”, com cerca de 100 quilos, metido e tirado pelo homem que, pelas duas vezes, entra e dá a volta ao forno com a flor apertada na boca.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 09:27

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