Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Primeira reunião da Requalificação da Linha do Vale do Vouga já aconteceu

Edifício do Paços do Concelho de Aveiro recebe encontro

Realizou-se a primeira reunião da equipa de trabalho para a Requalificação da Linha do Vale do Vouga, na passada sexta-feira, dia 28 de Agosto, no edifício dos Paços do Concelho em Aveiro, onde estiveram presentes os representantes dos municípios de Aveiro e de Águeda, da Refer e da CP.

A reunião contou com o vereador do pelouro da Mobilidade da Câmara Municipal de Aveiro, Miguel Capão Filipe; com a coordenadora do Gabinete de Mobilidade desta autarquia, Arminda Soares; o vereador do pelouro da Mobilidade da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida; a técnica de Mobilidade do município de Águeda, Joana Pires; a representante da REFER, Ana Seara e o representante da CP, Carlos Mendes.

No fórum comemorativo do centenário da Linha do Vouga - desenvolvido pela autarquia aveirense -, a REFER, a CP e a Câmara Municipal de Águeda manifestaram a sua vontade e disponibilidade institucional para, numa primeira fase, iniciar o estudo da procura e, numa segunda, o projecto técnico para a requalificação tanto da Linha do Vale do Vouga, como das estações e apeadeiros, incluindo novo material circulante com a finalidade de implementar um sistema do tipo “comboio frequente”.

Neste sentido, depois da Câmara Municipal de Aveiro, em sede de reunião camarária no passado dia 16 de Junho, ter deliberado encetar as diligências necessárias para a projecção dessa importante medida de desenvolvimento regional e de mobilidade sustentável que assenta na reabilitação e recuperação da Linha do Vale do Vouga, realizou-se em Aveiro, a 28 de Agosto, a primeira reunião da equipa de trabalho, promovida pelo município de Aveiro, perspectivando a viabilidade de uma candidatura conjunta ao QREN após assinatura de protocolo de intenções.

Neste encontro foram delineadas três fases metodológicas para a análise da viabilidade da Linha do Vale do Vouga: fase 1 - “Elaboração de um Estudo de Procura para a Viabilidade de um novo serviço de passageiros” (que decorrerá até ao final do ano de 2009), em que será remetida à REFER toda a informação que as Câmara Municipais de Aveiro e Águeda tenham disponível para que a Ferbritas elabore um primeiro relatório com a caracterização e identificação do potencial da Procura; a fase 2 contemplará a “Análise de vários Cenários de Exploração”; e a fase 3 incidirá sobre o “Modelo de Negócio e a criação de parcerias”.

A próxima reunião desta equipa de trabalho decorrerá no próximo dia 18 de Setembro de 2009.

 

 

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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Património e história em Lamas do Vouga, Águeda

Restauro da Ponte Medieval do Marnel praticamente concluído

As obras de restauro da Ponte Velha do Marnel ou Ponte Medieval, na freguesia de Lamas do Vouga, em Águeda, estão praticamente concluídas.

Durante longas décadas, a degradação desta ponte emblemática do concelho vinha a acentuar-se, onde ano após ano e dia após dia se assistia à queda de pedras ou mesmo de pedaços de muro. Para evitar a queda total deste marco histórico, a Câmara Municipal de Águeda decidiu colocar “mãos à obra” e proceder ao restauro deste precioso monumento.

Segundo Jorge Almeida, vice-presidente da autarquia, “há património que não podemos perder. Esta ponte é um monumento importante e emblemático do concelho, que a Câmara não podia deixar de recuperar”.

De momento, faltam apenas pequenos trabalhos de recuperação, nomeadamente a regularização dos arruamentos, a limpeza e o melhoramento do espaço envolvente. Para breve será a colocação da iluminação por parte da EDP, que vai projectar a beleza daquele quadro de enorme valor histórico, arquitectónico e paisagístico a todos os utentes que diariamente circulam na Estrada Nacional 1 (EN1)/Itinerário Complementar (IC2).

Para já foram recuperados os muros e reabilitada toda a estrutura da ponte, de forma a que aquele ex-líbris, a exemplo de muitos outros, não passe à história, mas continue a fazer parte dela.

A Ponte Medieval sobre o Rio Marnel constitui um forte motivo de atracção para quem deseja descobrir parte da história do concelho de Águeda, designadamente os aspectos arqueológicos das raízes culturais da região. Águeda é particularmente rica em vestígios arqueológicos, nomeadamente na zona do Vouga e do Marnel, importante local de passagem cujas origens remontam à época romana.

A Ponte Medieval, com a  Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga - sítio da Mina (Imóvel de Interesse Público) -, fazem desta freguesia uma das mais visitadas por todos os turistas que acorrem ao concelho.

Considerado monumento de Interesse Municipal, a autarquia apostou na recuperação de restauro desta ponte de 120 metros - classificada como Imóvel de Interesse Público em 1956 -, para evitar a sua progressiva deterioração.

A Ponte Velha do Marnel integra o vasto património arquitectónico existente no concelho de Águeda.

 

Nota histórica

A fundação da Ponte Velha do Marnel ou Ponte Medieval, situada na freguesia de Lamas do Vouga, crê-se que remonte ao período romano, século II, acreditando-se que seria neste local que a via romana, no troço de Emínio (Coimbra) a Cale (Gaia/Porto), fazia a travessia.

Mais tarde foi substituída por uma Ponte Medieval que, por sua vez, foi reconstruída durante o reinado de D. João III (1552). Terá assim, eventualmente, existido uma Ponte Romana que foi substituída por uma Medieval durante o século XIV, da qual, após as obras de restauro do século XVI, reemerge com o aspecto que hoje lhe vemos.

 

 

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Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Colecção de selos com o pão da Mealhada

Correios de Portugal reconhecem notoriedade do produto

O pão é, como se sabe, uma das “4 Maravilhas da Mesa da Mealhada”, a par da  água, do vinho e do leitão.

Desta vez, foram os Correios de Portugal a reconhecer a notoriedade deste produto tradicional.

Ao lançar uma série de selos sobre o “Pão Tradicional Português”, os Correios fizeram questão de incluir o pão da Mealhada.

A iniciativa partiu da chefe da Estação de Correios local, Ana Ferreira - que confessa ter-se inspirado nas “4 Maravilhas da Mesa da Mealhada” -, sendo bem acolhida quer pela empresa quer pela Câmara Municipal da Mealhada, que se associou, de imediato, à ideia.

A colecção de selos (dos 0,32 aos 0,80 euros) foi apresentada na Estação de Correios da Mealhada, na presença das forças-vivas locais, e coincidiu com a  inauguração de uma pequena feira/exposição dos quatro produtos (pão, água, vinho e leitão) que integram a marca “4 Maravilhas da Mesa da Mealhada”.

De acordo com Ana Ferreira, trata-se de uma série limitada. Os primeiros selos destinam-se, como habitualmente, a coleccionadores.

Numa segunda fase, os selos com o pão da Mealhada ficarão disponíveis para o público em geral, de Norte a Sul do país.

 

O pão da Mealhada

Pequeno pão de trigo de aspecto arredondado, pontuado por quatro bicos que fazem lembrar uma flor, o pão da Mealhada é, também, conhecido como “pão da Bairrada” e costuma acompanhar o leitão assado.

Depois de duas horas a levedar, tendem-se as bolinhas e corta-se a parte superior, com uma tesoura, em forma de cruz, para abrir a massa e libertar o gás gerado durante a fermentação.

O miolo fica, assim, mais compacto e com um sabor característico.

 

 

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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

De 3 a 23 de Abril em Lamas do Vouga (Águeda)

Arqueólogos nacionais e estrangeiros estudam a Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga

A Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga, em Lamas do Vouga, concelho de Águeda, vai ser “invadida”, de 3 a 23 de Abril, por estudantes nacionais e estrangeiros de arqueologia. Estes futuros profissionais vão iniciar uma campanha arqueológica, que visará o estudo dos materiais e vestígios arqueológicos que foram encontrados em escavações de anos anteriores, de forma a criarem bases para as futuras escavações arqueológicas que se pretendem realizar entre 2010 e 2013.

A Câmara Municipal de Águeda tem um papel fulcral neste projecto de protecção e valorização do património cultural, artístico e arqueológico da região. A autarquia acreditou desde o início no projecto, que tanto beneficiará a comunidade e o desenvolvimento do turismo na região. Assim, tem prestado todo o apoio necessário ao desenrolar das campanhas e salvaguarda do conhecimento adquirido ao longo das mesmas.

Estes estudos serão elaborados pelo Instituto de Arqueologia do Atlântico, que tem Tatiana Valente como presidente e mentora do projecto. O arqueólogo que tem representado nos últimos anos a Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga, Fernando Silva, também terá um papel activo na iniciativa, visto que actuará em comunhão com o instituto acima referido.

Este projecto de investigação prévia e recolha de dados terá como participantes vários amantes da arqueologia, que se voluntariaram para participar e para conhecer a bela região de Águeda, pois são todos de nacionalidade americana, à excepção de um, que provém da Suécia.

A autarquia deu ainda a oportunidade a dois estudantes de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto de participarem nesta escavação, entre os dias 3 e 12 de Abril. Para tal, custeou as despesas de alojamento, alimentação e transporte, com o intuito de ajudar e promover a arqueologia entre os jovens portugueses, assim como incentivar a participação dos estudantes universitários neste tipo de actividades, visto que, na maioria das vezes, os futuros arqueólogos vêem-se obrigados a terminar o curso sem nenhuma componente da prática arqueológica, pelos altos custos deste tipo de actividades.

 

Acção de carácter internacional

Esta acção terá portanto um carácter internacional, que permitirá o desenvolvimento do turismo na região de Águeda, prevendo-se um acréscimo de visitantes nos próximos anos. Pretende-se que a Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga cative os amantes da arqueologia, para que se desloquem até à região de Águeda, entre os meses de Abril e Outubro, nos próximos anos, de forma a alargar a área escavada.

Os alunos participantes serão dirigidos não só pelo arqueólogo Fernando Pereira da Silva, mas também por outros membros do Instituto de Arqueologia do Atlântico, nomeadamente Fernando Contreras (Espanha), Tatiana Valente (portuguesa – presidente do Instituto de Arqueologia do Atlântico), Regine Müller (Alemanha) e Lana Johnson (Estados Unidos da América). Trata-se de uma equipa multicultural de arqueólogos responsáveis pelo projecto, que de certo vão contribuir para o êxito da iniciativa.

Vão realizar-se actividades como: a marcação, inventariação, desenho e classificação de cerâmica e objectos metálicos, assim como fotografia, desenho e topografia de toda a área escavada e sua envolvente, o que permitirá à equipa de arqueólogos envolvidos uma melhor planificação das áreas a escavar nos próximos anos.

Pretende-se ainda que todas as conclusões obtidas no projecto sejam publicadas não só entre os meios académicos, mas também entre a comunidade da região de Águeda e do resto do país, para que desta forma se conheça o património e se saiba reconhecer a sua importância como forma de identidade e de mais-valia para o futuro.

Estes estudantes vão ter os dias bastante preenchidos. Durante as actividades na Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga as manhãs começam às 7.30 horas, com pausa para almoço das 12 às 12.45 horas, sendo que o dia de trabalho termina às 15.30 horas.

 

Programa:  

3 de Abril - Chegada dos alunos ao Porto;

4 a 9 de Abril - Actividades na Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga;

10 e 11 de Abril – Excursões;

12 de Abril - Último dia da primeira sessão (dia livre para os alunos);

13 de Abril - Chegada dos alunos da segunda sessão;

14 a 19 de Abril - Actividades na Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga;

20 e 21 de Abril - Excursões;

22 de Abril - Último dia do curso, dia livre para os alunos.

 

 

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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Multidão invade o Carnaval de Oiã (Oliveira do Bairro)

Luciana Abreu foi centro das atenções no domingo

Pouco passava das 15 horas quando saiu o primeiro carro alegórico e todo o corso carnavalesco em Oiã, freguesia do concelho de Oliveira do Bairro. A rua da Estação em Oiã foi vedada para receber um mar de gente que aproveitou mais um dia propício para enorme folia.

Foi um Domingo Gordo que contou com a participação de Luciana Abreu e um desfile de figurantes apetrechados e muito bem-dispostos. Assim deram a alegria com as mais variadas fantasias em sátiras constantes à sociedade.

Participação do Grupo das Agras, do Cruzeiro; dos Armazéns Reis; Os Motards de Oiã; o Grupo de Zés Pereiras, de Viseu; uma escola de Ovar, entre muitos outros.

A apresentadora televisiva Luciana Abreu foi a alegria das crianças e de todo o público presente, distribuindo beijos e autógrafos sempre que solicitada.

Ainda a destacar, como estreia no Carnaval de Oiã, das vencedoras concelhias da “Miss Bairrada 2008”.

 

 

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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Câmara Municipal de Oliveira do Bairro

Associações recebem chaves de novas instalações

No passado dia 15 de Janeiro, na sala de reuniões da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, teve lugar a cerimónia de entrega das chaves e assinatura de protocolo para a cedência de escolas já desactivadas e instalações das estações dos caminhos-de-ferro de Oiã e Oliveira do Bairro. Estas foram entregues a associações que ainda não tinham sede própria ou que se debatiam com problemas de espaço nas sedes anteriores (cedidas temporariamente a algumas).

No início da cerimónia, o presidente da Câmara Municipal, Mário João Oliveira, referiu que desde que este Executivo tomou posse levou a cabo diligências junto da Refer para a cedência de instalações. Assim, este foi o momento que reuniu todas as condições para protocolar com as associações esses espaços.

O presidente salientou, também, que apesar de o Executivo estar a levar a cabo a construção de oito novos pólos escolares, as actuais escolas primárias foram alvo de beneficiação profunda a fim de terem qualidade para o ensino (no presente) e serem sede de associações no futuro.

Assim, e de forma a proporcionar melhores condições organizacionais às associações do concelho, foram entregues os seguintes espaços: o edifício da estação de Oiã ao Clube Natura TT; o armazém ao lado da estação de Oiã ao Centro Recreativo e Cultural Nova Vaga; o pré-fabricado da escola de Oiã ao Grupo Coral de Oiã, tendo o protocolo sido estabelecido com o Centro Social de Oiã; o edifício da escola da Pedreira à Associação Cultural e Recreativa da Pedreira (ACUREP); uma sala da escola de Malhapão à Juventude de Malhapão, tendo o protocolo sido assinado com a Associação dos Amigos de Malhapão (ADAMA); o pré-fabricado da escola de Malhapão à ADAMA; o edifício da estação de Oliveira do Bairro ao Acorde Verde, ANOB e Núcleo da Liga dos Combatentes de Oliveira do Bairro; uma sala no Mercado Municipal à Associação Equestre da Bairrada e a escola primária da Serena ao Clube Ornitófilo da Beira Litoral, que tem sede no concelho de Oliveira do Bairro.

Após a assinatura dos protocolos e da entrega das chaves, o presidente da Câmara Municipal renovou o agradecimento pela presença e pelo trabalho em prol da comunidade.

 

 

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Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Mealhada, Luso e Pampilhosa

Câmara procede à iluminação natalícia dos espaços públicos

A Câmara Municipal da Mealhada procedeu à iluminação de Natal na zona central da Mealhada, com destaque para o Jardim Municipal da Mealhada e para os Paços do Concelho, na zona central do Luso, junto ao Casino, e na zona central da Pampilhosa, junto à estação ferroviária.

Esta é, assim, uma forma da Câmara Municipal assinalar a quadra natalícia, através do embelezamento de alguns espaços públicos do município da Mealhada.

 

 

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Sábado, 29 de Novembro de 2008

CDS-PP de Anadia preocupado com abandono e degradação

Estação da Curia pode originar acção judicial

João Tiago Castelo Branco, presidente do CDS-PP em Anadia, afirmou, em comunicado de Imprensa, que a Comissão Política que lidera pondera “processar judicialmente” a Refer e a Câmara Municipal de Anadia, “caso a situação de insalubridade, insegurança e abandono” da Estação de Caminho-de-ferro da Curia “se arraste por mais tempo”.

O líder do CDS-PP Anadia emitiu o comunicado após ter recebido as respostas das duas entidades com responsabilidades sobre a matéria - Refer e Câmara de Anadia -, às quais apresentou reclamações e pediu algumas explicações, por escrito, a 6 de Outubro último.

Refira-se que João Tiago Castelo Branco denunciou “o total abandono a que tem sido votada a Estação de Caminho-de-ferro da Curia” em reunião do Executivo camarário, liderado por Litério Marques, no passado dia 1 de Outubro.

Conforme o Quiosque das Letras publicou, no dia 11 de Outubro, o líder do CDS-PP Anadia referia que “a que já foi uma das mais belas Estações do país é hoje um albergue para quem não tem onde pernoitar, refúgio de prostituição e de práticas de toxicodependência, antro de dejectos e de todo tipo de lixos”, sendo que no dia-a-dia as casas de banho estão encerradas, não havendo caixotes de lixo e estando os elevadores “atulhados de lama, vomitado e dejectos humanos”.

Face a tudo isto, o líder dos populares pediu esclarecimentos, revelando as respostas de ambas as entidades, que considera “contraditórias”, não satisfazendo “os superiores interesses do município”.

A resposta da Refer sublinha a existência de um protocolo, celebrado em 2003 com a Câmara de Anadia, concedendo-lhe a utilização do edifício da Estação da Curia, para aí serem instaladas actividades que a autarquia viesse a integrar no Plano de Desenvolvimento da Curia. A carta que Castelo Branco recebeu da Refer descreve ainda que o protocolo também responsabiliza a Câmara “pela manutenção dos espaços utilizados pelos passageiros do caminho-de-ferro, incluindo as instalações sanitárias”.

A referida carta acrescenta que “apesar dos contactos estabelecidos com a autarquia, e não tendo sido possível até à presente data concretizar os objectivos acima expostos, vai a Refer tomar as necessárias iniciativas, ao abrigo do protocolo em vigor, de modo a que o nível de qualidade e conforto das instalações à disposição dos passageiros seja o adequado”. A Refer adiantou ainda que no que diz respeito aos elevadores, estão a ser tomadas medidas para “garantir a operacionalidade permanente”.

 

Câmara vai reabilitar edifício

Já Litério Marques, na sua resposta, referiu que a autarquia tem vindo a dialogar com a Refer no sentido de elaborar um estudo para a reabilitação do edifício, o qual “está neste momento a ser concluído para análise e aprovação por esta entidade. É intenção da autarquia iniciar a reabilitação do edifício imediatamente após a aprovação por parte da Refer do projecto em causa”.

Relativamente à situação actual, a Câmara de Anadia “tem vindo a manter o edifício em condições de segurança e salubridade, no entanto esse trabalho tem vindo a ser constantemente vandalizado”. O autarca disse também já ter solicitado à GNR colaboração, para assegurar as boas condições de segurança do espaço, estando ciente que o vandalismo só acabará após a reabilitação do edifício, “pelo que estamos a encetar todos os esforços no sentido que a mesma se inicie com a maior brevidade possível”.

O CDS-PP Anadia considera “inaceitável” duas entidades com responsabilidades no assunto estarem há cinco anos a “desconsiderar levianamente as pessoas, o património e uma estância turística a quem muito devem”. Castelo Branco diz ser “no mínimo ridículo que se diga que existe segurança, salubridade e higiene” quando nada disso acontece. Por tudo isto, pondera “processar judicialmente” as duas entidades. (Foto: Davide Silva)

 

 

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Sábado, 11 de Outubro de 2008

Bronca da semana

CDS-PP de Anadia denuncia abandono da Estação da Curia

Em comunicado de Imprensa enviado aos jornais, o CDS-PP de Anadia reclama, junto da Refer e da Câmara Municipal de Anadia, a “resolução imediata para a situação de total abandono em que se encontra a Estação da Curia”, acusam.

Na última reunião de Câmara, o presidente da Concelhia do CDS-PP de Anadia, João Tiago Castelo Branco, denunciou o total abandono a que tem sido votada a Estação de Caminho-de-ferro da Curia.

“A que já foi uma das mais belas estações do país é hoje um albergue para quem não tem onde pernoitar, refúgio de prostituição e de práticas de toxicodependência, antro de dejectos e de todo o tipo de lixos”, pode ler-se no comunicado. O CDS-PP de Anadia refere ainda a existência de sinais evidentes de vandalismo: “Placares de informação arrancados, fios descarnados e expostos no caminho, vidros partidos, estrutura exterior e área interior destruídas”.

“No quotidiano, as casas de banho estão encerradas, não há caixotes de lixo e os utentes que necessitam de transpor a via de um lado para o outro são forçados a utilizar elevadores atulhados de lama, lixo, vomitado e dejectos humanos”, pode também ler-se na informação enviada aos jornais.

O CDS de Anadia refere que também a denominação da estação foi alterada e, “de Curia, passou a ler-se Cu”.

Se estiver mau tempo, quem apanha o comboio no sentido Curia - Coimbra é obrigado, diz o CDS de Anadia, a molhar-se e a suportar intempéries, pois não existe qualquer abrigo que proteja os utentes que esperam por aquele meio de transporte. “As águas pluviais acumulam-se na entrada do lado da EN1 e escoam directamente para a via-férrea, fazendo com que os utentes da Refer e munícipes deste concelho sejam obrigados a arregaçar as calças ou a andar com água pelos tornozelos, responsabilidades que são da competência da Refer e da Câmara Municipal de Anadia”, acusa o Partido Popular local.

O CDS-PP de Anadia enviou uma reclamação à autarquia e outra à Refer, para que um “tão enaltecido centro turístico se transforme naquele que já foi dos lugares mais bonitos de Portugal”.

O Quiosque das Letras tentou contactar Litério Marques, presidente da Câmara Municipal de Anadia, mas sem êxito. (Foto: Davide Silva)

 

 

publicado por quiosquedasletras às 07:37

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