Domingo, 27 de Dezembro de 2009

Maioria social-democrata aprova Orçamento e Opções do Plano em Anadia

Assembleia Municipal aprova Orçamento com mais de 31 milhões de euros

A sessão ordinária da Assembleia Municipal de Anadia, que se realizou no dia 21, aprovou por maioria o Orçamento e as Opções do Plano da Câmara Municipal de Anadia, para o ano 2010. Foram 26 os votos a favor, houve uma abstenção de José Maria Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Mogofores, PS e nove votos contra dos deputados do PS, CDS-PP e CDU.

O Orçamento e as Opções do Plano dos Serviços Municipalizados de Anadia, para o ano de 2010, foram igualmente aprovados por maioria, com 26 votos a favor, nove abstenções e apenas um voto contra, do deputado João Tiago Castelo Branco, do CDS-PP.

Esta foi a primeira sessão depois das eleições autárquicas, representando a estreia de Luís Santos como presidente da Assembleia Municipal de Anadia, assim como de alguns deputados, que pela primeira vez ocuparam as cadeiras do Salão Nobre com aquela função.

Foi uma Assembleia Municipal que durou mais de seis horas, ficando marcada por determinados momentos de acesa discussão entre os dois novos deputados do CDS-PP e o presidente da Câmara Municipal, Litério Marques.

E foram os populares que iniciaram as intervenções, no período de antes da Ordem do Dia, ao entregar na Mesa alguns requerimentos, onde é questionado o autarca sobre as intervenções em áreas de Reserva Ecológica Nacional, sobre os resultados das análises à água do concelho, sobre o destino que vai ser dado ao Parque Municipal de Campismo da Curia e ainda sobre o estado e evolução do Plano Director Municipal (PDM) do concelho.

Do PS, Tiago Coelho pediu esclarecimentos a Litério Marques sobre em que ponto se encontram os processos do Conselho Municipal da Juventude, ao que o autarca respondeu que os trabalhos decorrem para que a elaboração se efectue de acordo com a lei.

No entanto, o deputado socialista lembrou que em 18 de Setembro do corrente ano o regime transitório “já terminou”.

João Morais, também no período de antes da Ordem do Dia, voltou a trazer à Assembleia Municipal o tema Saúde, pedindo ao presidente da Câmara um ponto da situação sobre a Consulta Aberta e a sua manutenção. Mas Litério lembrou que esse tipo de problemas ainda não são da tutela da Câmara Municipal, que aguarda “esclarecimentos sobre a nova forma de atendimento”.

 

Orçamento que dá felicidade

Quando chegou a altura de apresentar, discutir e votar a proposta de Orçamento e das Opções do Plano da Câmara Municipal de Anadia, para o ano 2010, Litério Marques disse que aquele orçamento, “em tempo de crise, apresenta números que nos dão alguma felicidade”, sendo semelhantes ao ano anterior.

O edil lembrou que sectores como o saneamento, vias, desporto e cultura serão os mais discutidos e onde grande parte da fatia será investida.

Cardoso Leal, líder de bancada do PS, diz que após analisar o documento, deram nota de quatro apostas principais - Regeneração do centro urbano, pólo escolar de Arcos e um reforço de verbas no saneamento e Zonas Industriais, manifestando apreço por “a Câmara Municipal dar-nos razão”. Os socialistas criticam, no entanto, a demolição do antigo Mercado Municipal na sequência da regeneração urbana do centro da cidade.

Sidónio Simões, do CDS-PP, elencou vários “problemas” em diversas áreas, sendo uma lista tão extensa que o levou a esgotar o tempo que dispunha a sua bancada. Litério Marques, na hora da resposta, pediu para não serem misturados “alhos com bugalhos” porque “o que ali estava em causa era a aprovação do orçamento e não o PDM”.

A percentagem de participação no IRS, referente ao ano 2009, continua nos 5%. E a Derrama continua com o valor de 1,5%.

O CDS-PP tinha apresentado uma proposta que dizia respeito aos conflitos na junção e localização da Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclo e Secundária, de Anadia. No entanto, como a Mesa entendeu que o ponto não estava devidamente documentado e que deveria ter sido entregue previamente um documento para dar a conhecer o assunto a todos os deputados, o assunto passou para a próxima Assembleia Municipal.

Foi Luís Santos que sugeriu votar que o ponto fosse retirado da Ordem do Dia, para voltar devidamente documentado. A votação só contou com os dois votos contra do CDS-PP.

 

 

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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Bronca da semana

IGAOT suspeita da legalidade da expansão de cinco Zonas Industriais em Anadia

Segundo informação da Inspecção-Geral do Ambiente e Ordenamento do Território (IGAOT), emitida na sequência de diversas denúncias sobre a gestão do território no concelho da Anadia, com desflorestação e obras de escavação e aterros em áreas da Reserva Ecológica Nacional (REN), veio a mesma confirmar violações ao Plano Director Municipal (PDM) de Anadia e infracções verificadas em diversas Zonas Industriais do município, situação que levou a determinar uma inspecção, com carácter de urgência, à avaliação do cumprimento do regime jurídico da REN naquele município.

A IGAOT avaliou cinco processos administrativos relativos à expansão não programada de cinco Zonas Industriais no concelho de Anadia - Amoreira da Gândara, Paraimo, Vilarinho do Bairro, Vale Cid e Vale de Salgueiro -, sobre área condicionada pelo regime da REN.

“O primeiro processo refere-se à desflorestação e escavação em REN, até ao aquífero em Vale de Salgueiro, freguesia de Arcos, com deposição de resíduos de construção e demolição e outros mais perigosos, onde se tinha alertado para o risco de contaminação das águas de nascentes e captações de uso público”, como pode ler-se no comunicado emitido pela Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza.

Outro dos casos refere-se à execução de obras numa Zona Industrial “que não está aprovada, em Vilarinho do Bairro, sem que tenha sido realizada Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) e onde ocorreu o abate ilegal de um povoamento de sobreiros”.

A Quercus e a Aquaecuriva - Associação para a Defesa do Património Ambiental e Cultural da Bairrada, através da sociedade de advogados “Almeida Ribeiro e Associados”, interpuseram uma providência cautelar, contra o município de Anadia, por violar de forma grave e continuada o PDM respectivo, para expansão da Zona Industrial de Amoreira da Gândara em área condicionada da REN.

 

Providência cautelar confirmada leva à suspensão dos trabalhos

Já no dia 20 de Outubro o Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro tinha decretado provisoriamente a providência cautelar. Todavia, no passado dia 12 de Dezembro, o mesmo Tribunal confirmou o decretamento provisório da providência cautelar, determinando a suspensão imediata de todos e quaisquer trabalhos, seja de arranque de sobreiros ou outras árvores, desmatação, movimentação de terras, escavação, depósito de entulhos e arruamentos na zona da REN, não tendo o município de Anadia deduzido qualquer oposição judicial.

“Nos termos da decisão judicial, o município de Anadia viola de forma grave, sistemática e continuada o PDM aprovado e em vigor para o concelho, na freguesia de Amoreira da Gândara, mais precisamente na Zona Industrial e na área limítrofe e de expansão à referida zona, passando de 8,4 hectares (ha) para 42,7 ha, sem ter promovido a obrigatória AIA, efectuando uma intervenção ilegal sobre uma área florestal com povoamento de pinheiro-bravo, eucalipto e onde existem cerca de 600 sobreiros, em REN, quando existem alternativas para a instalação de novas indústrias”, refere o comunicado da Quercus.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), no dia 27 de Agosto, intimou o presidente da Câmara Municipal de Anadia, Litério Marques, a apresentar, no prazo de 90 dias, um plano de recuperação ambiental e paisagística de toda a área intervencionada em solo afecto à REN, “plano esse que desconhecemos tenha sido apresentado por esta autarquia. A CCDRC considera também que as intervenções efectuadas em áreas vinculadas pelo regime jurídico da REN constituem uma contra-ordenação ambiental muito grave”, termina a Quercus.

O Quiosque das Letras tentou ouvir Litério Marques, mas sem sucesso.

 

 

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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

CDS-PP Anadia encerra campanha no antigo Mercado Municipal de Anadia

Evento tem lugar dia 9, sexta-feira, pelas 21 horas

O CDS-PP Anadia escolheu o antigo Mercado Municipal para o encerramento da sua campanha eleitoral às autárquicas 2009. O evento será no dia 9 de Outubro, sexta-feira, pelas 21 horas, com a presença da vice-presidente da Assembleia da República, deputada Teresa Caeiro.

Num gesto emblemático, o Partido Popular quer evitar a demolição do antigo Mercado Municipal de Anadia, um símbolo marcante do comércio tradicional, projectado pelo arquitecto Luís Benavente e inaugurado no ano de 1966 para comemorar os 40 anos da Revolução Nacional.

O CDS-PP Anadia aproveita para convidar os munícipes a estarem presentes neste evento, na tentativa de preservar um dos últimos ícones patrimoniais, culturais e afectivos do concelho.

Também no mesmo dia, 9 de Outubro, pelas 18 horas, o CDS-PP Anadia sairá em caravana pelo concelho de Anadia. O local da concentração será no Vale Santo, no estacionamento junto ao local onde se realiza a Feira da Vinha e do Vinho. (Foto: Leiam a Imagem)

 

 

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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Parque de estacionamento junto ao Rio Águeda

Terreno foi cedido gratuitamente à autarquia

A Câmara Municipal de Águeda procedeu à demolição de mais um prédio devoluto, situado no centro da cidade, na freguesia de Recardães, junto ao Rio Águeda, local onde vai nascer um parque de estacionamento público.

O acordo foi alcançado através da assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal, na pessoa do presidente da Câmara, Gil Nadais, e a imobiliária Peclar, representada pelo gerente, Pedro Cruz.

O terreno foi cedido gratuitamente à autarquia e destina-se à instalação de um parque de estacionamento público. Para tal, a Câmara já procedeu à demolição dos muros em ruína, assim como já efectuou a limpeza do terreno.

De realçar a boa colaboração do proprietário do terreno, pois com a cedência daquele espaço vai ser possível disponibilizar mais estacionamento aos comerciantes e a todos os cidadãos que se desloquem até àquela zona da cidade.

 

 

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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Autarquia aguedense e DREC assinam acordo para dar novas instalações à EB2/3 Fernando Caldeira

Obra vai ser adjudicada em Outubro e em Dezembro arrancam demolições

No passado dia 9 de Setembro foi celebrado, entre a Câmara Municipal de Águeda e a Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), o acordo de colaboração para a requalificação da EB 2/3 Fernando Caldeira, que tem por objectivo requalificar e substituir as actuais instalações daquela Escola Básica de Águeda.

A cerimónia contou com a presença da directora regional de Educação do Centro, Engrácia Castro; do presidente da Câmara Municipal, Gil Nadais; da vereadora da Educação, Elsa Corga e do presidente do Agrupamento de Escolas de Águeda, Carlos Coelho.

Engrácia Castro demonstrou satisfação “em saber que estão a ser proporcionadas condições absolutamente incomparáveis à escola actual”, relembrando que “este edifício já teve o seu tempo. No seu momento respondeu a um desafio, na sua época foi uma escola ideal, contudo os anos passam e é preciso acompanhar as inovações”.

A nova escola será contemplada com espaços dinâmicos e agradáveis “não só para os alunos, pois são os que mais nos preocupam, mas também para os professores, para os pais, assim como para acolher toda a comunidade”, adiantou Engrácia Castro. Para a directora regional de Educação do Centro, “um espaço destes vai proporcionar melhores condições físicas, que serão fundamentais para a aprendizagem e o bem-estar dos nossos alunos”. Para finalizar, referiu ainda que “estão reunidas as condições para que a nova escola possa trazer uma lufada de ar fresco à comunidade educativa da Escola Fernando Caldeira”.

 

Fernando Caldeira pretende ser escola modelo

Já o presidente da Câmara Municipal lembrou que “foram várias as batalhas que tivemos de vencer para chegar até aqui, mas vamos conseguir que a Fernando Caldeira seja uma escola modelo”. Gil Nadais realçou o facto de este projecto ter “sido elaborado pelos arquitectos da Câmara, em diálogo com a escola e com a DREC”, acrescentado que “só assim foi possível ir melhorando até se criar um bom local de ensino e de aprendizagem”.

A Educação sempre foi uma aposta deste Executivo camarário, porque “estamos numa sociedade cada vez mais competitiva, onde os pais vão competir para colocar os filhos nas melhores escolas, as que lhes dão melhores condições e as que têm os melhores professores”, referiu Gil Nadais. Para o presidente da Câmara, “é este o caminho que queremos fazer”.

O autarca aguedense adiantou ainda que “no próximo mês de Outubro a obra será adjudicada e em Dezembro arrancam as demolições”, acrescentado que “esperamos ter dentro de dois anos uma escola modelo, que responda ao que pretendemos para o concelho, que é estar na primeira linha e estarmos entre os melhores”.

“Para isso também contamos com todos vocês, porque só em conjunto teremos uma escola modelo”, referiu Gil Nadais, dirigindo-se aos professores e ao pessoal não-docente presente na cerimónia.

O presidente do Agrupamento de Escolas de Águeda, Carlos Coelho, não escondeu a alegria, pois “há muitos anos que tínhamos a necessidade de ver este espaço renovado”. Carlos Coelho vê esta intervenção como a oportunidade “de ter uma escola preparada para o século XXI”.

 

 

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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

CDS-PP de Anadia “renovado” apresenta candidatos

Maria do Céu Castelo-Branco e Sidónio Simões não perdoam críticas ao actual Executivo PSD

O CDS-PP de Anadia apresentou os candidatos aos órgãos autárquicos. Maria do Céu Castelo-Branco, candidata à Câmara Municipal de Anadia, era o único nome conhecido. Mas no dia 25, João Tiago Castelo Branco, presidente da Concelhia, deu a conhecer um “CDS renovado”, apresentando Sidónio Simões como cabeça de lista à Assembleia Municipal, 10 candidatos às Juntas de Freguesia e o mandatário da lista, Adelino Ferreira da Silva.

Militante activo do CDS-PP, o mandatário foi o 39º presidente da Câmara de Anadia, tendo exercido funções entre 1963 e 1974. Disse ter aceite o convite pelo seu percurso de militante centrista, considerando-o um “prémio” pelo serviço que sempre prestou ao partido.

Sidónio Simões, engenheiro civil, é o candidato à presidência da Mesa da Assembleia Municipal pelo partido. Apontou como principal razão para ter aceitado o convite poder vir a “contribuir para mudar as práticas”, porque considera que aos munícipes deve ser dita a verdade, “tão clara como a fonte e como o dia”, devendo estes estar sempre envolvidos num processo participativo na tomada de decisões relevantes.

 

Sidónio Simões critica Executivo de Litério Marques

“O município de Anadia carece, há anos, de uma gestão urbana planeada, programada a longo prazo e divulgada. Os centros estão desertificados, fruto de uma utilização preferencial do comércio terciário na cidade e do abandono de imóveis localizados em áreas centrais dos vários aglomerados urbanos das freguesias, situação que urge inverter”, defendeu o engenheiro.

Sidónio Simões não poupou as críticas ao actual Executivo liderado por Litério Marques, enumerando situações como “um sem número de construções clandestinas dos ‘amigos do poder’, que à partida parece terem facilitado a ‘vida’ aos proprietários, mas que a curto prazo terão custos elevadíssimos de legalização, se esta for possível”. A demolição indiferenciada de património edificado também mereceu a atenção do candidato.

Por seu turno, a candidata à Câmara, Maria do Céu Castelo-Branco, evidenciou que os candidatos que integram as listas autárquicas dos populares de Anadia aceitaram o desafio porque entendem que “as políticas governativas actuais não têm resolvido os problemas essenciais do concelho e dos seus munícipes”.

“Não sou política. Sou uma cidadã que se preocupa com o seu concelho e que quer boas práticas políticas de rigor e transparência”, disse.

 

Candidatos às Juntas de Freguesia

João Tiago Castelo Branco apresentou 10 candidatos às Juntas de Freguesia do concelho de Anadia, revelando que os cinco em falta estão ainda a ser procurados, sendo que dois deles já estão quase definidos.

Para a Junta de Mogofores os populares escolheram António Oliveira, contabilista, para cabeça de lista. Amoreira da Gândara conta com António Augusto Marques da Silva, avicultor, para candidato à Junta de Freguesia pelo CDS-PP.

O cabeça de lista na freguesia de Avelãs de Cima é Hernâni Rodrigues, ex-secretário da Junta de Freguesia pelo PSD, que recentemente pediu demissão. Trajano Martins é o candidato escolhido pelo CSD-PP para a Junta de Freguesia de Sangalhos.

Anselmo Rodrigues das Neves é o cabeça de lista em São Lourenço do Bairro e Nuno Seabra em Vilarinho do Bairro. O candidato popular apresentado para Tamengos é António Ribeiro Pimentel. Para a Junta de Freguesia de Aguim o eleito pelo CDS local é João Dias de Castro.

O presidente da Concelhia indicou mais dois nomes: José Baptista Gomes, para a Junta de Arcos e Jorge Matos para a Freguesia da Moita.

 

 

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Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Limpeza de casa devoluta

Autarquia aguedense limpa terreno e prossegue com a construção de passeio

A Câmara Municipal de Águeda procurou e conseguiu um acordo com os proprietários de uma habitação, localizada na Avenida Calouste Gulbenkian, junto ao Centro de Saúde de Águeda, para regularizar e melhorar o espaço junto da via pública.

A autarquia, no passado dia 20 de Março, iniciou o processo de limpeza daquela área e de seguida passará para a construção do prolongamento do passeio. A zona em questão apresentava uma casa devoluta, em semi-ruína, com alguns animais à solta, tornando-se num amontoado de lixo propício à proliferação de alguns “bichos”, no fundo um perigo para quem lá habitava e para saúde pública.

Segundo o vice-presidente da Câmara, Jorge Almeida, que se deslocou ao local, “era um espaço muito degradado, com muitos animais à solta, que não era compatível com aquela zona habitacional”. Jorge Almeida reconheceu que a autarquia “deu um passo significativo para melhorar a qualidade de vida daquelas pessoas”.

A Câmara Municipal de Águeda agradece toda a disponibilidade e colaboração dos proprietários daquele espaço.

 

 

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Terça-feira, 3 de Março de 2009

Freguesia de Espinhel (Águeda)

Autarquia cede 15 mil euros para aquisição de terreno

No passado dia 26 de Fevereiro foi assinada uma escritura, para assegurar a aquisição de um terreno, localizado nas imediações do cemitério de Além Rio, para a Junta de Freguesia de Espinhel.

O presidente da Câmara Municipal, Gil Nadais e o vice-presidente, Jorge Almeida marcaram presença no momento simbólico da assinatuara. A autarquia aguedense atribuiu uma verba de 15 mil euros à Junta de Freguesia, para este efeito.

A aquisição deste terreno permite a preservação do espaço envolvente ao cemitério, criando ao mesmo tempo situações que garantam as melhores condições para servir aquela infra-estrutura. Segundo Jorge Almeida, “a aquisição deste património é, sem dúvida, um primeiro passo para que seja possível a concretização de obras futuras”.

A compra deste terreno segue-se à aquisição já efectuada pela Câmara Municipal de um imóvel, que se encontrava num avançado estado de degradação, no largo junto à passagem de nível de Casal d’Álvaro, “e cuja demolição está para breve”, assegura o vice-presidente.

 

 

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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Projecto vai ultrapassar os três milhões de euros

Centro da cidade de Anadia vai levar uma cambalhota

O centro urbano de Anadia vai ser alvo de um arrojado projecto de regeneração urbana, com um investimento superior a três milhões de euros e que o vai transformar completamente, ficando quase irreconhecível, como adiantou Litério Marques, presidente da Câmara Municipal. A conclusão da obra está prevista para daqui a um ano e meio.

“Anadia é cidade há quatro anos. Tem um pequeno núcleo habitacional e outros adjacentes. É preciso expandi-lo e dar-lhe uma forma harmoniosa”, disse o autarca, durante a apresentação pública do projecto, que aconteceu no dia 23 de Dezembro.

Litério Marques lembrou que esta seria a altura indicada para dar um “aspecto mais citadino a Anadia”, porque “temos hoje à disposição o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), um quadro comunitário que vem oferecer outras possibilidades”, disse, acrescentando que é “urgente” arrancar já com o projecto, que “ultrapassa largamente os três milhões de euros”, sob pena dos fundos comunitários “não se utilizarem ou irem parar a outros municípios que não o nosso”.

 

O projecto de regeneração

O projecto de regeneração do centro urbano de Anadia, com a assinatura do arquitecto Rui Rosmaninho, divide-se em duas partes: regeneração do centro urbano e requalificação urbanística e paisagística da área existente a nascente do edifício dos Paços do Município.

Relativamente ao centro urbano, o projecto de regeneração contempla a reformulação da rede viária; a correcção do traçado existente através da construção de uma rotunda a nascente, intersectando a rua de acesso ao centro urbano; reformulação da iluminação pública; eliminação de barreiras arquitectónicas; reformulação dos circuitos pedonais; sinalização horizontal e vertical; mobiliário urbano e equipamento de recolha de resíduos sólidos.

O investimento total vai ser de 664.050 euros para esta parte.

A requalificação urbanística e paisagística da área existente entre a parte posterior do edifício dos Paços do Município e a Avenida das Laranjeiras tem um investimento total de 2.312.500 euros.

Vai implicar a construção de um edifício que vai ser denominado por “Incubadora de Serviços de Proximidade”, que se destina a funcionar como centro de serviços multifuncionais, com o intuito de centralizar serviços de atendimento ao público e de proximidade ao cidadão.

Este edifício vai localizar-se nas traseiras dos Paços do Município.

Um pouco abaixo será construído um outro edifício - “Domus Café” - onde se pretende conciliar a área de café com um espaço cultural, com ligação pública à Internet e à Biblioteca Municipal, “online” e a outros recursos informativos. É um edifício que cria um espaço complementar à Praça Pública que vai surgir, com zona de cafetaria, esplanada de apoio e adequadas instalações sanitárias.

“Vai ser uma sala de chá, um bom estabelecimento para conversarmos e tomarmos o nosso ‘drink’, fazer coisas que ainda não se fazem em Anadia”, afirmou Litério Marques.

 

Estacionamento subterrâneo

O antigo Mercado Municipal vai ser demolido para no seu lugar nascer uma Praça Pública e espaços verdes, que materializam uma distinta zona de convívio, de cultura e de lazer, que vai “camuflar” um amplo parque de estacionamento subterrâneo, com capacidade para mais de 160 lugares.

“Tudo isto vai permitir-nos ter um lugar bonito e atraente. É desta forma que se alinda Anadia”, afiançou Litério Marques.

O autarca disse que a obra ainda não foi colocada a concurso e apelou à participação do público nas sugestões que venham melhorar o projecto apresentado no dia 23, colocando o documento à disposição para ser feita a sua análise por todos.

“Bem sei que este projecto não é perfeito. Pôr o antigo Mercado abaixo não é fácil. Mas a Câmara Municipal de Anadia entendeu que assim devia ser. E decidiu por maioria, porque o Mercado velho já cumpriu a sua missão. As praças serão grandes, haverá lugar para algo evocativo”, referiu Litério Marques.

 

Obra avança com ou sem QREN

O edil anadiense sublinhou que a obra vai arrancar “o mais breve possível”, estando apenas à espera do visto do Tribunal de Contas. E garantiu que mesmo que não venha QREN a obra arranca: “É um grande esforço financeiro. Mas já fizemos outros. Acreditem que a obra é uma realidade”, terminou, não sem antes prometer que também a Rua Júlio Maia “terá de levar uma volta”.

 

 

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Sábado, 25 de Outubro de 2008

Fábrica de Cerâmica de Anadia

Fernanda Henriques acusa Litério Marques de não ter protegido edifício

Fernanda de Almeida Henriques, filha do fundador da Fábrica de Cerâmica de Anadia - Adriano Henriques -, lamenta o facto do edifício ter sido demolido na totalidade, no passado dia 3 de Outubro, e reclama a reposição da cerâmica, acusando a Câmara Municipal de Anadia e o seu presidente, Litério Marques, de não terem respeitado o valor patrimonial do edifício, que no Plano Director Municipal (PDM) de Anadia em vigor está categorizado como espaço de “interesse arqueológico industrial”.

Fernanda Henriques tem 84 anos, feitos a 13 de Setembro último. Com um sorriso, diz que a Fábrica de Cerâmica de Anadia é mais velha do que ela dois dias, porque concluiu 84 anos também em Setembro, mas no dia 11.

“O meu pai fundou a fábrica com muita dificuldade. E foi quase por mero acaso. Comprou o terreno para construir casa. Mas quando abriu um poço, descobriu o barro. E assim tudo começou”, recorda.

 

Matéria-prima melhor do país

A idosa sublinha que após ser submetido a análises, aquele barro foi considerado único no país. Lembra que até na cor era diferente. “E foi quando disseram ao meu pai que o barro era bom para construir, que decidiu avançar com a fábrica”.

Após a morte de Adriano Henriques, foi o marido de Fernanda e o cunhado que ficaram a gerir a cerâmica. “Mas como ficou entregue aos encarregados, um deles deu cabo dela. Nessa altura tive de ir com o meu irmão, Adriano Henriques Júnior, para a gestão”, conta a idosa.

Os dois irmãos compraram as quotas dos restantes sócios. Mas em 1993 Adriano Henriques Júnior morre, deixando a irmã sozinha, a gerir a Fábrica de Cerâmica de Anadia.

“Ainda me candidatei a apoios às Pequenas e Médias Empresas (PME), tendo em vista mudar de instalações, para também renovar a maquinaria, mas a candidatura foi chumbada, nunca percebi porquê”, lamentou Fernanda Henriques.

A idosa sublinha os problemas com a mulher de Adriano Henriques Júnior, que lhe começou a dificultar a vida, principalmente no momento em que o barro acabou. “Nessa altura dirigi-me à Câmara Municipal de Anadia e pedi à engenheira Teresa para me deixar extrair algum barro da zona próxima ao Centro de Saúde, por ser igual, sendo-me dado consentimento”.

Mas a Fábrica de Cerâmica de Anadia acabaria por fechar, no ano de 2000, nove anos depois de Fernanda Henriques estar à sua frente, sozinha. A idosa acusa um encarregado de ter ajudado a levá-la ao fecho. “E como foram criadas dificuldades pela minha cunhada, após o barro ter acabado, fechou”, lamenta Fernanda Henriques.

A idosa conta que após passar uma procuração a um advogado, sem saber era ela quem estava a requerer a falência, quando “nunca o quis. Foi o meu sobrinho Alberto Henriques que acabou por vender a cerâmica, para ser demolida”, explica. E acusa: “Numa noite de tempestade, já há bastante tempo, foi ele que mandou máquinas darem encontrões à cerâmica para colocar depois uma placa a dizer risco de derrocada”.

Triste, diz que todos queriam “apenas o dinheiro”, não tendo ninguém se preocupado “em preservar o edifício e a sua memória”, assim como a do pai, “um homem bom, que tanto fez pelo concelho de Anadia”.

“Fui à Câmara quando começaram a demolir a cerâmica. Mas o presidente só me disse que tinha de ser... Fiquei revoltada, porque em todo o lado se preserva, menos aqui”, terminou. (Foto: Davide Silva)

 

 

publicado por quiosquedasletras às 11:39

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