Domingo, 3 de Janeiro de 2010

Assembleia Municipal de Oliveira do Bairro viabiliza Orçamento de 37 milhões de euros

Maioria social-democrata vota favoravelmente os documentos para 2010

A sessão ordinária da Assembleia Municipal de Oliveira do Bairro - que se realizou em duas reuniões, nos dias 30 e 31 de Dezembro -, aprovou por maioria o Orçamento e as Opções do Plano do Município para o ano 2010. Foram 18 os votos a favor, houve oito abstenção das bancadas do CDS-PP e do PS e nenhum voto contra.

Esta foi a primeira sessão depois das autárquicas e a última de 2009, ficando marcada por cerca de oito horas de discussão e pelas mais de 70 intervenções dos deputados.

O ponto do Orçamento e das Opções do Plano - que passou para a segunda reunião, dado o avançar da hora na noite de 30 de Dezembro - foi o mais polémico e prolongado, mesmo depois da indicação do líder de bancada da Oposição CDS-PP, André Chambel, ter referido que os populares não iriam “inviabilizar o documento”.

Ainda antes, Mário João Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, lembrou que aquele era o documento “mais importante para quem gere os destinos do concelho”, por serem “as grandes balizas sobre as quais pretendemos prosseguir uma actividade. Cumpre-nos, enquanto Executivo, levar por diante tais iniciativas”.

O autarca sublinhou que este Orçamento é “abrangente, ambicioso e inovador”, sendo ainda o “maior de sempre”, por ultrapassar os 37 milhões de euros (37,230.608 euros).

Mário João Oliveira evidenciou que o valor estimado da receita corrente “ultrapassa largamente o da despesa corrente. É esse o caminho que vamos prosseguir”.

O autarca fez referência ao acréscimo de despesa corrente em mais de 800 mil euros devido à delegação de competências na área da Educação. Este acréscimo também se verifica pela adesão do Município à Águas da Região de Aveiro - ADRA, ficando assim os documentos condicionados por estes dois exemplos.

A aposta na Cultura, a requalificação urbana do concelho, o apoio às associações e aplicação de verbas em eventos são outras áreas contempladas no documento aprovado.

Nuno Barata, líder de bancada do PSD, falou da aposta continuada “na Educação e na formação, com uma evidente evolução na diversificação dos investimentos: quer em equipamentos (novos ou requalificados), quer em recursos humanos (docentes e discentes), quer em projectos vários de dinamização e desenvolvimento educativo”.

Contudo, Armando Humberto Pinto, líder de bancada do PS, disse que a análise do documento é um “exercício inútil, pois a diferença entre aquilo que é proposto e aquilo que é razoável esperar-se que seja executado é de tal ordem, que não é possível fazer qualquer análise séria tendo apenas por base este documento”, acrescentando que um ano depois, daquilo que é proposto agora será “executado metade, e estou a ser optimista”.

O líder socialista frisou: “Acho uma falsidade e irrazoável que tendo-se executado 16 milhões de euros anteriormente agora se apresente um orçamento de 37 milhões”.

Para o PS, os projectos prioritários são a conclusão dos oito pólos escolares; da Alameda; da Junta de Freguesia de Oiã e respectivo auditório e biblioteca e a Casa da Cultura. Mas “todos eles, com excepção porventura da Alameda, irão ter elevadas despesas de operação e manutenção”, apelando ao Executivo para a “razoabilidade”, afim de evitar custos elevados para todos.

Já Óscar Ribeiro, do CDS-PP, disse que o Orçamento está “empolado”, realçando, contudo, que algumas obras tinham origem no seu partido. “É um orçamento mais realista que no ano passado, permite contratos programa e segue as práticas do CDS que na altura foram tão criticadas”.

Também da bancada do CDS, Vítor Pinto disse que eram vários os projectos que o documento contempla, mas que “não vão passar do papel”, atirando que a “obsessão deste Executivo pela famigerada Alameda faz com que esqueça o que é verdadeiramente importante”.

Por tratar-se do primeiro Orçamento do novo mandato, André Chambel referiu que o CDS não o inviabilizaria, mas lembrou projectos - como o reforço de ecopontos ou o aproveitamento do Museu de Etnomúsica da Bairrada - que mesmo ali apresentados “nada indicam”.

 

 

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Domingo, 27 de Dezembro de 2009

Maioria social-democrata aprova Orçamento e Opções do Plano em Anadia

Assembleia Municipal aprova Orçamento com mais de 31 milhões de euros

A sessão ordinária da Assembleia Municipal de Anadia, que se realizou no dia 21, aprovou por maioria o Orçamento e as Opções do Plano da Câmara Municipal de Anadia, para o ano 2010. Foram 26 os votos a favor, houve uma abstenção de José Maria Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Mogofores, PS e nove votos contra dos deputados do PS, CDS-PP e CDU.

O Orçamento e as Opções do Plano dos Serviços Municipalizados de Anadia, para o ano de 2010, foram igualmente aprovados por maioria, com 26 votos a favor, nove abstenções e apenas um voto contra, do deputado João Tiago Castelo Branco, do CDS-PP.

Esta foi a primeira sessão depois das eleições autárquicas, representando a estreia de Luís Santos como presidente da Assembleia Municipal de Anadia, assim como de alguns deputados, que pela primeira vez ocuparam as cadeiras do Salão Nobre com aquela função.

Foi uma Assembleia Municipal que durou mais de seis horas, ficando marcada por determinados momentos de acesa discussão entre os dois novos deputados do CDS-PP e o presidente da Câmara Municipal, Litério Marques.

E foram os populares que iniciaram as intervenções, no período de antes da Ordem do Dia, ao entregar na Mesa alguns requerimentos, onde é questionado o autarca sobre as intervenções em áreas de Reserva Ecológica Nacional, sobre os resultados das análises à água do concelho, sobre o destino que vai ser dado ao Parque Municipal de Campismo da Curia e ainda sobre o estado e evolução do Plano Director Municipal (PDM) do concelho.

Do PS, Tiago Coelho pediu esclarecimentos a Litério Marques sobre em que ponto se encontram os processos do Conselho Municipal da Juventude, ao que o autarca respondeu que os trabalhos decorrem para que a elaboração se efectue de acordo com a lei.

No entanto, o deputado socialista lembrou que em 18 de Setembro do corrente ano o regime transitório “já terminou”.

João Morais, também no período de antes da Ordem do Dia, voltou a trazer à Assembleia Municipal o tema Saúde, pedindo ao presidente da Câmara um ponto da situação sobre a Consulta Aberta e a sua manutenção. Mas Litério lembrou que esse tipo de problemas ainda não são da tutela da Câmara Municipal, que aguarda “esclarecimentos sobre a nova forma de atendimento”.

 

Orçamento que dá felicidade

Quando chegou a altura de apresentar, discutir e votar a proposta de Orçamento e das Opções do Plano da Câmara Municipal de Anadia, para o ano 2010, Litério Marques disse que aquele orçamento, “em tempo de crise, apresenta números que nos dão alguma felicidade”, sendo semelhantes ao ano anterior.

O edil lembrou que sectores como o saneamento, vias, desporto e cultura serão os mais discutidos e onde grande parte da fatia será investida.

Cardoso Leal, líder de bancada do PS, diz que após analisar o documento, deram nota de quatro apostas principais - Regeneração do centro urbano, pólo escolar de Arcos e um reforço de verbas no saneamento e Zonas Industriais, manifestando apreço por “a Câmara Municipal dar-nos razão”. Os socialistas criticam, no entanto, a demolição do antigo Mercado Municipal na sequência da regeneração urbana do centro da cidade.

Sidónio Simões, do CDS-PP, elencou vários “problemas” em diversas áreas, sendo uma lista tão extensa que o levou a esgotar o tempo que dispunha a sua bancada. Litério Marques, na hora da resposta, pediu para não serem misturados “alhos com bugalhos” porque “o que ali estava em causa era a aprovação do orçamento e não o PDM”.

A percentagem de participação no IRS, referente ao ano 2009, continua nos 5%. E a Derrama continua com o valor de 1,5%.

O CDS-PP tinha apresentado uma proposta que dizia respeito aos conflitos na junção e localização da Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclo e Secundária, de Anadia. No entanto, como a Mesa entendeu que o ponto não estava devidamente documentado e que deveria ter sido entregue previamente um documento para dar a conhecer o assunto a todos os deputados, o assunto passou para a próxima Assembleia Municipal.

Foi Luís Santos que sugeriu votar que o ponto fosse retirado da Ordem do Dia, para voltar devidamente documentado. A votação só contou com os dois votos contra do CDS-PP.

 

 

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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Regulamento Municipal do “Cartão +65” sem consenso

Reunião de Câmara de Oliveira do Bairro aprova documento por maioria com dois votos contra do CDS

Naquela que foi a primeira sessão pública do Executivo de Oliveira do Bairro em reunião de Câmara, dia 26, foi aprovado por maioria o Regulamento Municipal do “Cartão +65”, com cinco votos a favor - quatro do PSD e um de Henrique Tomás, vereador do PS - e dois votos contra, de Jorge Mendonça e Lília Ana Águas, eleitos pela lista do CDS, sendo que o primeiro solicitou a consignação na acta do seu voto de vencido.

Foi Mário João Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, que começou por dizer que este era mais um dos objectivos do actual Executivo confirmado pelo eleitorado e cumprido, sendo que “a todo o tempo estamos em condições de associar a este cartão outros benefícios”.

E Laura Pires, vereadora responsável pela iniciativa, explicou que neste caso concreto, do “Cartão +65”, pretende-se “promover um envelhecimento activo e estilos de vida mais sudáveis. Este cartão não é para carenciados, porque nesses casos temos outras medidas”.

A vereadora lembrou que daquilo que o Executivo tem promovido para a popualção mais velha, exemplificando com o TOB ou o festejo do Dia do Idoso, “temos tido boa adesão. As pessoas estão cada vez mais informadas, mas com incentivo, têm mais dinamismo”.

O “Cartão +65” promove descontos - para quem tem mais de 65 anos - na actividade desportiva desenvolvida nos edifícios municipais, em eventos promovidos pela Câmara Municipal, livrarias, sendo também dirigido a entidades particulares que queiram aderir e associar-se.

Contudo, Jorge Mendonça, mesmo concordando com o cartão, no que diz respeito ao regulamento, entende que “podia ir-se mais além e contemplar outras medidas”. O vereador eleito pela lista do CDS explicou que iria votar contra, principalmente por considerar que o regulamento “devia ser aprovado pela Assembleia Municipal”.

Mário João Oliveira foi peremptório ao referir que o documento seria votado “tal e qual está” e frisou que este cartão é “um prémio dado às pessoas, porque já deram algo ao longo da sua vida”.

Já Henrique Tomás felicitou a ideia, dizendo mesmo que como já pode ter acesso ao cartão, o vai requisitar: “A saúde sai aqui beneficiada, sendo esta iniciativa de louvar”.

Jorge Mendonça acabaria por solicitar um voto de vencido, onde declarou que pela análise objectiva do projecto de regulamento, “percebe-se que o respectivo teor poderia, e deveria, ir mais longe quanto a objectivos e benefícios; desde logo, não deveria adoptar-se o critério puro e simples da idade superior a 65 anos, mas combinar-se o critério da idade com o da debilidade económica, contribuindo-se para a melhoria e dignificação das condições de vida dos mais desfavorecidos”.

Durante o período de antes da Ordem do Dia, Henrique Tomás questionou o presidente da Câmara sobre a situação das rotundas previstas junto à Zona Industrial (ZI) de Vila Verde e para quando estariam calculadas as obras de saneamento para a Rua da Silveira.

Mário João lembrou que no início do anterior mandato foram colocados semáforos junto à ZI. “Mas no Silveiro e Perrães estão a ser tomadas diligências nesse sentido”, de construir rotundas. Sobre o saneamento, o autarca disse que os projectos serão efectuados pela nova entidade, a ADRA, e sem qualquer custo para o município de Oliveira do Bairro.

 

 

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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Desilusão do PS Anadia contrasta com a satisfação do CDS e CDU locais

CDS-PP Anadia é o partido com maior crescimento no concelho

“É um resultado que fica muito aquém das nossas expectativas”. Foi desta forma que Lino Pintado, cabeça de lista à Câmara Municipal de Anadia pelo PS, fez o balanço das autárquicas 2009. Mesmo “mantendo a percentagem de há quatro anos, na casa dos 25%, não é um bom resultado”, reforçou.

Lino Pintado referiu que apesar de ter aumentado o número de votos, também aumentou o de votantes, mantendo-se as percentagens.

“Tinha uma ambição de termos resultados completamente diferentes. Mas há que respeitar a decisão do eleitorado do concelho”, admitiu o candidato socialista.

Comparando os resultados agora obtidos com os de há quatro anos, o PS Anadia conquistou mais uma freguesia, a de Aguim, “que nunca tinha sido PS. Mantivemos também o número de deputados municipais, seis, passando para oito com o presidente da Junta de Freguesia de Aguim e o de Mogofores, que já era socialista”.

A assinalar as subidas nas freguesias de Avelãs de Cima, Arcos e Aguim, na votação para a Câmara Municipal e a “descida muito significativa em Sangalhos, merecendo uma análise com todo o cuidado para tentarmos chegar a conclusões”.

 

CDS tem o maior crescimento

Por outro lado, O CDS-PP foi o partido que mais cresceu no concelho de Anadia: elegeu dois deputados municipais - Sidónio Simões e João Tiago Castelo-Branco -, retirando um deputado municipal ao PSD e, por uma pequena margem de votos, não obteve um vereador. Está representado com um deputado em cinco Juntas de Freguesia, nomeadamente por Ana Maria Alegre, em Arcos; António Pimentel, em Tamengos; António Augusto Marques da Silva, em Amoreira da Gândara; Jorge Matos, na Moita e António Oliveira, em Mogofores e com dois deputados na freguesia de Vilarinho do Bairro, Nuno Seabra e Hélder Santos.

De referir que esta última freguesia foi a que registou a maior subida dos populares, tornando-se o CDS a segunda força política, logo a seguir ao PSD.

Segundo Maria do Céu Castelo-Branco, candidata à Câmara Municipal, “se compararmos os resultados das autárquicas 2005 aos obtidos este ano, percebemos que o CDS-PP Anadia duplicou as suas próprias percentagens e apresentou valores mais elevados do que o PSD e o PS, quer para a Câmara, quer para a Assembleia Municipal”.

Para a popular, “os objectivos superaram as nossas expectativas e tal só aconteceu porque houve uma equipa de trabalho coesa a par de um esforço persistente e um contacto directo com a população nas diferentes freguesias do concelho. Lançámos as sementes, o trabalho vai continuar e a colheita virá de certeza. Estamos convictos de que nas próximas eleições o CDS estará em condições de se afirmar como a alternativa certa para o concelho de Anadia”.

 

“É uma vitória para a CDU”

Também o cabeça de lista à Câmara de Anadia pela CDU, José Paixão, estava muito satisfeito com os resultados das autárquicas 2009: “É uma vitória para a CDU, porque conseguimos os melhores resultados de sempre no concelho”.

Contudo, Paixão lembrou que “não atingimos os nossos propósitos, que eram chegar aos mil votos em cada órgão a que concorremos, o que ofusca a nossa vitória. Mas subimos cerca de 200 votos nos diversos órgãos aos quais concorremos”.

Mais votos, mais percentagem e os mesmos mandatos de há quatro anos. É este o balanço feito pelo candidato da CDU à Câmara. “Tínhamos dois eleitos na Assembleia de Freguesia de Sangalhos, passámos para três. Em Mogofores é que perdemos o que tínhamos”, explicou.

Quanto à Assembleia Municipal, é João Morais que vai continuar como deputado pela CDU, “saindo a sua votação reforçada, ultrapassando os mil votos. Mas ainda ficámos longe de conseguir um segundo mandato neste órgão”, disse Paixão, que terminou referindo estar triste “por não ter conseguido a perda da maioria absoluta de Litério Marques”.

 

 

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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

CDS-PP Anadia encerra campanha no antigo Mercado Municipal de Anadia

Evento tem lugar dia 9, sexta-feira, pelas 21 horas

O CDS-PP Anadia escolheu o antigo Mercado Municipal para o encerramento da sua campanha eleitoral às autárquicas 2009. O evento será no dia 9 de Outubro, sexta-feira, pelas 21 horas, com a presença da vice-presidente da Assembleia da República, deputada Teresa Caeiro.

Num gesto emblemático, o Partido Popular quer evitar a demolição do antigo Mercado Municipal de Anadia, um símbolo marcante do comércio tradicional, projectado pelo arquitecto Luís Benavente e inaugurado no ano de 1966 para comemorar os 40 anos da Revolução Nacional.

O CDS-PP Anadia aproveita para convidar os munícipes a estarem presentes neste evento, na tentativa de preservar um dos últimos ícones patrimoniais, culturais e afectivos do concelho.

Também no mesmo dia, 9 de Outubro, pelas 18 horas, o CDS-PP Anadia sairá em caravana pelo concelho de Anadia. O local da concentração será no Vale Santo, no estacionamento junto ao local onde se realiza a Feira da Vinha e do Vinho. (Foto: Leiam a Imagem)

 

 

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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Casa da Cultura de Oliveira do Bairro causa mossa durante reunião do Executivo

Leontina Novo defende que equipamento não deveria ser instalado no velho quartel dos Bombeiros Voluntários

A futura Casa da Cultura de Oliveira do Bairro fez alguma mossa durante a reunião do Executivo camarário de ontem, dia 24 de Setembro. Leontina Novo, vereadora da Oposição (CDS-PP), absteve-se na votação do projecto de arquitectura daquele equipamento, por não concordar com a sua localização.

A Casa da Cultura vai nascer da requalificação do velho quartel dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Bairro, no centro da cidade. O vereador Joaquim Santos lembrou da aprovação do anteprojecto, em 31 de Julho de 2008, explicando que agora seria vez de aprovar o projecto de arquitectura.

Já Mário João Oliveira, presidente da Câmara Municipal, sublinhou ser grande objectivo do Executivo dotar a cidade com uma infra-estrutura que permita ter “um salão, um anfiteatro, um auditório polivalente, com cerca de 500 lugares, que possa responder com qualidade ao mais variado tipo de espectáculos, sejam teatro, concertos ou outros”. O autarca lembrou que também o “velho quartel será assim requalificado”.

O presidente da Câmara fez saber que o projecto “está desde a primeira hora” incluído num pacote do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), sendo que a contratualização tem o valor de 2 milhões e 200 mil euros.

Joaquim Santos explicou que o que seria submetido ao QREN era o projecto de arquitectura. Para tal foi necessário “afinar o número de lugares e valências agregadas”.

 

Casa da Cultura vai ter 480 lugares

O número definitivo de lugares da nova Casa da Cultura de Oliveira do Bairro é de 480, estando a infra-estrutura destinada para valências como teatro, dança, cinema, conferências. “Entre o anteprojecto e este fizeram-se as afinações necessárias. Vamos aprovar o projecto de forma definitiva, para o levar à candidatura do QREN e avançar para os projectos de especialidade”, referiu Joaquim Santos.

Leontina Novo disse que, não sendo contra ter uma Casa da Cultura no concelho, não concordava com a sua localização. “Entendo que seria uma oportunidade para recuperar a antiga Cerâmica Rocha. Com 2 milhões e 200 mil euros do QREN, a recuperação da cerâmica podia ser enquadrada no projecto. É uma oportunidade que se perdeu para requalificar aquele património”, frisou a vereadora.

“Podíamos ter conjugado os dois esforços, recuperando a antiga cerâmica e instalando lá a Casa da Cultura”, rematou Leontina Novo. O projecto de arquitectura foi aprovado por maioria, com a abstenção da vereadora popular.

 

 

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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

CDS-PP de Anadia “renovado” apresenta candidatos

Maria do Céu Castelo-Branco e Sidónio Simões não perdoam críticas ao actual Executivo PSD

O CDS-PP de Anadia apresentou os candidatos aos órgãos autárquicos. Maria do Céu Castelo-Branco, candidata à Câmara Municipal de Anadia, era o único nome conhecido. Mas no dia 25, João Tiago Castelo Branco, presidente da Concelhia, deu a conhecer um “CDS renovado”, apresentando Sidónio Simões como cabeça de lista à Assembleia Municipal, 10 candidatos às Juntas de Freguesia e o mandatário da lista, Adelino Ferreira da Silva.

Militante activo do CDS-PP, o mandatário foi o 39º presidente da Câmara de Anadia, tendo exercido funções entre 1963 e 1974. Disse ter aceite o convite pelo seu percurso de militante centrista, considerando-o um “prémio” pelo serviço que sempre prestou ao partido.

Sidónio Simões, engenheiro civil, é o candidato à presidência da Mesa da Assembleia Municipal pelo partido. Apontou como principal razão para ter aceitado o convite poder vir a “contribuir para mudar as práticas”, porque considera que aos munícipes deve ser dita a verdade, “tão clara como a fonte e como o dia”, devendo estes estar sempre envolvidos num processo participativo na tomada de decisões relevantes.

 

Sidónio Simões critica Executivo de Litério Marques

“O município de Anadia carece, há anos, de uma gestão urbana planeada, programada a longo prazo e divulgada. Os centros estão desertificados, fruto de uma utilização preferencial do comércio terciário na cidade e do abandono de imóveis localizados em áreas centrais dos vários aglomerados urbanos das freguesias, situação que urge inverter”, defendeu o engenheiro.

Sidónio Simões não poupou as críticas ao actual Executivo liderado por Litério Marques, enumerando situações como “um sem número de construções clandestinas dos ‘amigos do poder’, que à partida parece terem facilitado a ‘vida’ aos proprietários, mas que a curto prazo terão custos elevadíssimos de legalização, se esta for possível”. A demolição indiferenciada de património edificado também mereceu a atenção do candidato.

Por seu turno, a candidata à Câmara, Maria do Céu Castelo-Branco, evidenciou que os candidatos que integram as listas autárquicas dos populares de Anadia aceitaram o desafio porque entendem que “as políticas governativas actuais não têm resolvido os problemas essenciais do concelho e dos seus munícipes”.

“Não sou política. Sou uma cidadã que se preocupa com o seu concelho e que quer boas práticas políticas de rigor e transparência”, disse.

 

Candidatos às Juntas de Freguesia

João Tiago Castelo Branco apresentou 10 candidatos às Juntas de Freguesia do concelho de Anadia, revelando que os cinco em falta estão ainda a ser procurados, sendo que dois deles já estão quase definidos.

Para a Junta de Mogofores os populares escolheram António Oliveira, contabilista, para cabeça de lista. Amoreira da Gândara conta com António Augusto Marques da Silva, avicultor, para candidato à Junta de Freguesia pelo CDS-PP.

O cabeça de lista na freguesia de Avelãs de Cima é Hernâni Rodrigues, ex-secretário da Junta de Freguesia pelo PSD, que recentemente pediu demissão. Trajano Martins é o candidato escolhido pelo CSD-PP para a Junta de Freguesia de Sangalhos.

Anselmo Rodrigues das Neves é o cabeça de lista em São Lourenço do Bairro e Nuno Seabra em Vilarinho do Bairro. O candidato popular apresentado para Tamengos é António Ribeiro Pimentel. Para a Junta de Freguesia de Aguim o eleito pelo CDS local é João Dias de Castro.

O presidente da Concelhia indicou mais dois nomes: José Baptista Gomes, para a Junta de Arcos e Jorge Matos para a Freguesia da Moita.

 

 

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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Juventude Popular de Anadia toma posse

Foram cantados os parabéns pelo renascimento da estrutura em Anadia

No dia 9 de Junho, no Restaurante Pinheiro Manso, na Curia, teve lugar a tomada de posse da Juventude Popular (JP). Mais de meia centena de jovens celebraram o ano zero da Juventude Popular num jantar onde se cantaram os parabéns ao renascimento da JP em Anadia.

 

Os titulares dos órgãos são os seguintes:

Para a Comissão Política Concelhia - presidente: Micael Renato Vidal Silva; vice-presidente: Raul André Tomas; secretário: Ana Rita Andrade Santos; vogal: Ivana Catarina Castelo-Branco.

Para a Mesa da Assembleia Concelhia - presidente: Diana Patrícia Ferreira; vice-presidente: Fábio Rui Monteiro; secretário: João Filipe Jardim Figueiredo; vogal: João Filipe Côrte-Real.

Para dar posse aos novos órgãos estiveram presentes o presidente da JP - Nacional, Michael Seufert; a vice-presidente, Vera Rodrigues e o Coordenador Distrital de Aveiro, Pedro Vidal. Estiveram ainda presentes a antiga presidente da JP - Anadia, Adriana Faria; a candidata a presidente da Câmara Municipal de Anadia, Maria do Céu Castelo-Branco; o presidente da Mesa da Assembleia, José Carlos Graça e o presidente da Comissão Política do CDS-PP - Anadia, João Tiago Castelo Branco.

 

 

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Sábado, 7 de Março de 2009

Primeira mulher a concorrer à Câmara Municipal de Anadia

Maria do Céu Castelo-Branco é a candidata CDS-PP

A Concelhia do CDS-PP de Anadia decidiu que a sua candidata à Câmara Municipal de Anadia é Maria do Céu Anjos Simões Hall Castelo-Branco.

Mais comunica que será realizada, brevemente, uma Assembleia Concelhia para informação, aprovação e apresentação da candidatura.

A candidata tem 56 anos, vive na Póvoa do Pereiro, freguesia da Moita, município de Anadia, região de onde é oriunda a sua família materna e parte da sua família paterna. Tem três filhos: João Tiago, Pedro Nuno e Joana Rita. É militante do CDS-PP desde 1986.

 

Um completo currículo

É professora de Educação Especial; doutora em Ciências da Educação, pela Universidade de Aveiro; mestre em Activação do Desenvolvimento Psicológico, pela Universidade de Aveiro.

Tem o diploma de Estudos Superiores Especializados em Educação Especial; um curso em Educação de Infância; é professora convidada e coordenadora científica do Curso de Formação Especializada em Educação Especial, na Universidade Lusíada de Lisboa; investigadora integrada no Centro de Investigação em Educação e Ciências do Comportamento (CIECC), Departamento das Ciências da Educação da Universidade de Aveiro; conselheira da Associação Nacional de Professores; membro do Conselho para a Promoção da Ordem dos Professores; tem publicações científicas em revistas nacionais e internacionais.

É também docente voluntária na Universidade Sénior da Curia e presidente da Direcção da Associação de Moradores da Póvoa do Pereiro (recentemente criada). Tem dois livros publicados de poesia e como actividades de lazer tem a pintura, a escrita, a jardinagem e ver o mar, sempre que possível.

Ao ser questionada sobre a razão da sua candidatura, referiu: “Motiva-me uma prática de seriedade e transparência, uma vontade de intervir de forma laboriosa e solidária, um imperativo de consciência, vectores fundamentais no exercício político. Nos últimos anos enraizaram-se na prática política hábitos que põem em causa a credibilidade de quem nos governa, prejudicando e defraudando, seriamente, a qualidade de vida dos cidadãos e a confiança nas instituições que deveriam ser o garante de segurança e de bem-estar de todos. A mudança implica a proximidade com os munícipes e o envolvimento destes na participação das decisões que se entendam necessárias e adequadas ao nosso concelho”.

 

 

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Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

CDS-PP de Oliveira do Bairro dá explicações

Acusação de cobardia origina saída da reunião de Câmara de 28 de Janeiro

A última reunião do Executivo camarário de Oliveira do Bairro, no dia 12, serviu para os três vereadores do CDS-PP, que assim constituem a Oposição, prestarem esclarecimentos sobre os motivos que os terão levado a abandonar a sessão do dia 28 de Janeiro.

Manuel Silvestre, CDS-PP, que pediu para se justificar apenas no final da reunião, por se sentir “particularmente visado” e não querer assim atrasar os trabalhos, começou por dizer não ter gostado da forma como António Mota (PSD) falou no dia 28.

Como motivo principal para o abandono da sessão, Silvestre afirmou ter sentido e percebido que António Mota “nos estava a chamar cobardes. Não era preciso usar essa palavra. E é aqui que se fundamenta a minha razão da saída”.

A aprovação da ampliação da Metalcértima - Indústria Metalo-mecânica SA, foi um dos assuntos mais quentes desta reunião. Por Mário João Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, ter interesses, abandonou a sessão neste momento.

Por seu turno, Leontina Novo (CDS-PP) e António Mota foram os protagonistas de uma acesa discussão neste ponto.

Após António Mota referir que o parecer da Reserva Agrícola Nacional (RAN) era favorável, não existindo assim obstáculos em termos de Plano Director Municipal (PDM) e que não havendo nada a opor o processo estaria em condições de ser aprovado na reunião, foi a vereadora centrista que começou, questionando-o sobre as condicionantes que foram determinadas para a execução do projecto.

António Mota, que por diversas vezes afirmou não estar a perceber o que Leontina Novo queria saber, deu-lhe cópia das mesmas condicionantes, para que não restassem dúvidas, chegando mesmo a sugerir à vereadora que consultasse o processo (em cima da mesa).

Terminada a discussão, o projecto de ampliação da empresa acabou por ser aprovado e por unanimidade.

 

Fiacoba 2009 com componente mais agrícola

Foi Leontina Novo que questionou Mário João Oliveira sobre os custos previstos para a Fiacoba 2009, por não constarem da acta da reunião.

“A Fiacoba vai realizar-se este ano em simultâneo com a Feira do Cavalo, não tendo ainda sido tratada a questão dos custos previstos”, esclareceu o presidente da Câmara.

Mário João disse que o departamento jurídico da autarquia está a analisar os regulamentos, sendo depois enviados às empresas os convites. “É nossa pretensão não proceder à alteração dos preços. Vamos enviar correspondência aos potenciais interessados, sem alterar preços”, garantiu Mário João.

A Câmara Municipal de Oliveira do Bairro pretende inserir este ano na Fiacoba “uma componente mais agrícola, estando a avançar a hipótese de ter uma parte dedicada aos animais”, revelou o autarca. Aumentar a área da feira, na parte traseira do arruamento, é outra das pretensões para esta edição, tornando assim o espaço todo visitável e não apenas o pavilhão.

 

Empréstimo aprovado para escolas e estradas

Foi ainda aprovado, por unanimidade, um empréstimo bancário no valor de um milhão de euros, que será destinado a escolas e repavimentação de estradas.

O empréstimo será feito a longo prazo, com maturidade superior a 10 anos. Mário João Oliveira disse que serão convidadas entidades com balcões na cidade. E explicou que a autarquia dispõe de um plafond de mais de um milhão de euros, de acordo com cálculos.

“São 400 mil euros para a construção e remodelação de escolas do concelho. O restante, 600 mil euros, vai para a beneficiação e construção da rede viária do município, no que se revelar necessário”.

Mário João disse ainda que as modalidades pedidas serão as normais, mas que será também pedida uma fixação de taxa: “Estamos numa boa fase para podermos fixar taxas. Vamos pedir propostas sobre as várias possibilidades, para depois decidirmos as condições do empréstimo”, terminou.

 

 

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