Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Jardins-de-Infância da Mealhada ligados à Internet

Novidade avançada na cerimónia de boas-vindas aos docentes

Os 14 jardins-de-infância do concelho da Mealhada vão ter acesso à Internet já este ano lectivo.

A novidade foi avançada pela vice-presidente da Câmara, Filomena Pinheiro, responsável pela área da Educação, durante a já habitual recepção à Comunidade Educativa que a autarquia promove no início de cada ano lectivo.

A sessão de boas-vindas, que culminou com um almoço de convívio no Parque dos Moinhos de Lograssol, juntou cerca de 400 agentes educativos, entre professores, técnicos e outro pessoal não docente, colocados nas escolas dos vários graus de ensino.

O projecto Obesidade Zero, destinado a prevenir e combater a obesidade infantil e juvenil, embora tenha sido lançado no final do ano passado, é no presente ano lectivo que está agora a arrancar que vai ganhar mais visibilidade.

De momento estão a decorrer as consultas de nutricionismo e no último fim-de-semana (12/13 Setembro) decorreram dois workshops sobre culinária, nas instalações da Escola Profissional da Mealhada, destinados aos mais novos, cujo principal objectivo foi ensinar-lhes o valor nutricional dos alimentos.

 

Centro Educativo da Pampilhosa vai entrar em funcionamento

Este ano lectivo será, também, o da entrada em funcionamento do primeiro centro educativo previsto na Carta Educativa - o Centro Educativo da Pampilhosa, cujas obras estão em curso - e o ano do arranque das obras de mais dois: o Centro Educativo do Luso e o da Mealhada.

Equipamentos que “são necessários, mas que são apenas uma parcela, a par com as pessoas, com as acções, com os afectos e com os sentimentos, no processo educativo”, afirmou Filomena Pinheiro, acentuando que a Educação é uma tarefa de todos (de toda a comunidade) e que a Câmara da Mealhada, por sua vez, “coloca as escolas no centro de todas as dinâmicas de desenvolvimento”.

Foram palavras partilhadas pelo presidente da Câmara, que sublinhou, ainda, o facto de a Mealhada ter sido a primeira Câmara da zona Centro a contratualizar com o Ministério da Educação novas competências na área da Educação.

“Que ninguém se iluda - advertiu Carlos Cabral -, porque ninguém terá um município de excelência se não tiver uma escola de qualidade”.

Por fim, o presidente da Câmara deixou um apelo aos professores e restantes agentes educativos, para que “não vejam a Câmara nas escolas como um corpo estranho”.

E pediu-lhes, também, para que façam chegar ao conhecimento da Câmara as situações dos alunos cujas famílias estejam a passar por dificuldades, neste momento de crise.

“Ninguém está em melhores condições que as escolas para detectar problemas e situações que as famílias têm e, às vezes, fazem passar envergonhadamente escondidos”, afirmou o autarca, reforçando a ideia de que o apoio às famílias, no actual momento de crise, “é uma preocupação extrema da Câmara Municipal da Mealhada”.

 

 

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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Carta Educativa do Município de Anadia

Litério Marques refuta ilegalidade

Em reacção às notícias publicadas em alguns órgãos de Comunicação Social, relativamente à legalidade das alterações feitas na Carta Educativa do Município de Anadia (CEMA), Litério Marques, presidente da Câmara de Anadia, chamou os jornalistas, no dia 3, para reafirmar que o documento “é limpo, quer no seu conteúdo, quer na sua organização”, excluindo a hipótese da ilegalidade, exibindo, para o provar, um ofício da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), de 28 de Janeiro de 2008.

Neste ofício pode ler-se que após terem sido feitas as alterações propostas pela DREC - o que mostrou que a primeira CEMA continha erros, detectados por esta entidade -, “não obrigam a novo ciclo de reuniões com o Conselho Municipal de Educação, Executivo Municipal e Assembleia Municipal”.

Contudo, a DREC não sustenta a decisão juridicamente, porque quem assina o ofício é o engenheiro Cruz Gonçalves, director de Serviços de Planeamento e de Gestão da Rede.

De acordo com ofício anterior, também da DREC, mas com data de 11 de Janeiro, esta entidade referia que “os valores apresentados parecem-nos incorrectos”, relativamente às fórmulas de cálculo das taxas de ocupação no pré-escolar. Dos nove centros escolares, a DREC concluiu, da CEMA aprovada em 30 de Novembro de 2007, que apenas o de Paredes do Bairro estava bem.

“Depois de enviarmos a adenda, com as rectificações solicitadas pela DREC, recebemos o documento do Ministério da Educação com a homologação, a 7 de Fevereiro de 2008”, explicou Litério Marques, sempre munido da documentação.

O autarca queixou-se que após ter anunciado a sua candidatura, foi criada uma onda contra si, e agora “pareço um criminoso”.

Litério Marques falou da carta denúncia enviada à mesa da Assembleia Municipal, assinada por Manuel Silva, que despoletou a polémica. Mas o autarca defende que se alguém falhou, “parece que foi o Ministério da Educação”. Não quis comentar o pedido de parecer da Assembleia Municipal à Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), lamentando Litério Marques apenas “as dúvidas que ficam a pairar”.

 

João Morais diz que é “tudo altamente estranho”

Por seu turno, João Morais, deputado da CDU, que levantou a questão na última sessão ordinária da Assembleia Municipal de Anadia, em 26 de Setembro, continua a referir ser “tudo altamente estranho”. Recorda que na Assembleia ordinária de Abril interpelou Litério Marques sobre a CEMA, tendo este respondido “não ter conhecimento de nada. Isto é grave, porque ele mentiu. Se a carta foi homologada em Fevereiro, como me pode ter dito que não sabia de nada?”, questionou.

O deputado da CDU acredita que a autarquia poderá ter incorrido numa alegada ilegalidade por omissão, consequência do ofício da DREC, relativamente às alterações.

“O facto de não ter sido necessário novo ciclo de reuniões pode ter sido muito bem-vindo pelo professor Litério, porque evitou uma nova Assembleia Municipal polémica, como a de 30 de Novembro, evitando assim que a população pudesse participar, como fez o povo de Mogofores nessa data”, atirou João Morais.

José Manuel Ribeiro, presidente da Assembleia Municipal de Anadia, não produziu nenhum comentário, aguardando pelo parecer da DGAL.   (Foto: Davide Silva)

 

 

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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Investimento ascende os 43 mil euros

Novo refeitório da EB1 de Mogofores beneficia mais de 80 crianças

A Câmara Municipal de Anadia entregou na passada segunda-feira, dia 6, o novo refeitório da EB1 de Mogofores, que vai beneficiar mais de 80 crianças, que passam agora a dispor de condições que vão evitar que saiam da escola para almoçar, deixando de correr perigos.

O investimento, com um custo total que ascende os 43 mil euros, é proveniente do orçamento municipal. Trata-se de um pré-fabricado, com cerca de 90 metros quadrados, que vai também poder ser usado para outras actividades, visto ser um espaço polivalente.

“Mais de 80 crianças, que correspondem ao universo escolar da EB1 de Mogofores, vão agora usufruir de instalações novas e com condições para as refeições”, disse Litério Marques, presidente da Câmara Municipal de Anadia.

Estas crianças faziam as refeições nas velhas instalações da escola, próximas à Junta de Freguesia. Agora, não necessitam deslocar-se.

“Estou cá para resolver um problema. Deixo um espaço único, que mostra a capacidade que a autarquia tem. Em 57 dias ficou tudo pronto a inaugurar”, referiu o autarca.

As refeições vão ser confeccionadas pelo Centro Social Maria Auxiliadora de Mogofores.

Litério Marques aproveitou a oportunidade para referir que a Carta Educativa ainda pode trazer um pólo para Mogofores: “Se houver condições para colocar cá um pólo, vamos criá-lo”, garantiu, lembrando a Assembleia Municipal de 30 de Novembro de 2007, onde foi aprovado o documento, que contou com a população, a quem pediu “tranquilidade”.

José Maria Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Mogofores, agradeceu o apoio da autarquia nesta escola, “desde o recreio, agora ao refeitório, que lhe dá condições exemplares”.

 

 

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Domingo, 5 de Outubro de 2008

Assembleia Municipal de Anadia

Actual Carta Educativa de Anadia pode estar ilegal

A Carta Educativa do Município de Anadia (CEMA) foi alterada sem ter ido ao Conselho Municipal de Educação, nem à reunião camarária, muito menos à Assembleia Municipal. A polémica foi colocada na última sessão ordinária da Assembleia Municipal de Anadia, que se realizou no dia 26 de Setembro, pelo deputado do PCP João Morais.

“Os pólos têm menos salas. Porque não foram dadas a conhecer aos deputados desta Assembleia as alterações? O presidente da Câmara tem algum compromisso com o Governo?”, questionou João Morais.

Por seu turno, Litério Marques, presidente da autarquia, confirmou haver alterações do documento, argumentando que as mesmas foram propostas pela Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), não constituindo “obrigação de dar lugar a novas reuniões do Executivo na Câmara e na Assembleia Municipal”, disse, garantindo ter um documento a comprovar o que dizia, emitido pela DREC. “Não fizemos mais do que cumprir a sua determinação”, rematou.

Dos aspectos essenciais consagrados na CEMA - número de pólos, localização, número de salas de aulas e plano financeiro -, convém referir que dos nove pólos totais, determinados pela CEMA para o município de Anadia, houve alterações em oito deles, no número de salas e no plano financeiro.

Comparando a CEMA aprovada em Novembro de 2007 e a que está disponível no site da Câmara, o Quiosque das Letras (QL) constatou, entre outras alterações, a diminuição de 15 salas de EB1 e de duas de Jardim-de-Infância. Ao nível do plano financeiro verifica-se uma diminuição de 1.187.150 euros. A CEMA de Novembro tinha o valor total de 10.551.500 euros e agora ascende a 9.364.350 euros.

 

Pólo de Paredes do Bairro igual

Oito dos nove pólos sofreram alterações, sendo o pólo mais afectado o de Monsarros, que perdeu quatro salas de EB1 e uma de Jardim-de-Infância.

Avelãs de Cima/Avelãs de Caminho perdeu três salas de EB1; o pólo da Moita perdeu uma sala EB1; o de Vilarinho do Bairro perdeu duas salas de EB1; Ancas/Amoreira da Gândara perdeu uma sala de EB1; Tamengos perdeu uma sala de EB1; Sangalhos perdeu também uma sala de EB1 e finalmente Arcos/Anadia perdeu uma sala de Jardim-de-Infância e duas de EB1. Só o pólo escolar de Paredes do Bairro ficou na mesma.

Recorde-se que a CEMA foi aprovada na sessão extraordinária da Assembleia Municipal de 30 de Novembro de 2007. Estando agora a actual, com as referidas alterações, que não foram dadas a conhecer aos órgãos autárquicos, já disponível na Internet.

Segundo o QL apurou, o documento só foi à reunião de Câmara, a título informativo, no dia 24 de Setembro, tendo Litério Marques justificado a alteração com um parecer da DREC. Contudo, convém referir que as alterações terão sido efectuadas em Janeiro/Fevereiro de 2007, só se tornando agora conhecidas.

No decorrer da última sessão da Assembleia Municipal de Anadia, o seu presidente, José Manuel Ribeiro, informou que tinha recebido uma denúncia desta situação (em Julho de 2007), e após ter trocado correspondência com a Câmara, em que a mesma prestou os esclarecimentos, as informações e os documentos que a Mesa da Assembleia Municipal tinha solicitado, esta decidiu pedir um parecer à Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), ainda não conhecido.

Litério Marques defendeu durante a mesma sessão que tudo foi feito com “transparência e dentro da legalidade”. Contudo, o QL após ouvir alguns juristas pôde constatar que todos apontaram para eventuais ilegalidades. (Foto: Ana Jesus Ribeiro)

 

 

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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Aprovada a Carta Educativa, equipamentos escolares vão avançar

Pólo de Anadia já tem um anteprojecto

Litério Marques, presidente da Câmara Municipal de Anadia, referiu, em conferência de Imprensa, estar surpreso com a reacção da população na última Assembleia Municipal extraordinária, de 30 de Novembro, relativamente à Carta Educativa. “Foi a primeira vez que a população se manifestou. E fê-lo de forma ordeira. Surpreendeu-me que as forças de segurança tenham aparecido em número excessivo, para acalmar os ânimos que nunca estiveram exaltados”, disse.

O autarca entende que a freguesia de Mogofores tem direito a reivindicar o pólo, “mas com a dinâmica que as Cartas Educativas imprimem, não é garantido que num futuro isso não possa acontecer”, explicou.

 

Pólo de Anadia é o primeiro e já tem anteprojecto

Litério Marques explica que sem a Carta Educativa aprovada não há apoios para construir “seja o que for em termos de equipamentos escolares”. De acordo com o autarca, com o documento aprovado está garantida a acessibilidade aos fundos, sendo um ponto de partida para a requalificação da escola.

Litério reafirmou que o pólo de Anadia é prioritário, estando previsto ser construído próximo do Complexo Desportivo do Montouro: “Já temos um anteprojecto”. O autarca afiançou que todas as povoações com escolas que tenham frequência suficiente - mais de dez alunos -, “nunca vão ser obrigadas a encerrar, a não ser que tenham obtido entre elas o consenso para a construção de um pólo escolar”.

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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007

Investimento de cerca de 40 mil euros

Autarquia entrega chave para sala multiactividades

A Câmara Municipal de Anadia entregou a chave para uma sala multiactividades na EB1 de Avelãs de Cima, Anadia. Trata-se de um pré-fabricado, que vem colmatar a falha nas condições existentes naquela escola.

“Queremos dotar as escolas existentes no concelho com mais comodidade em termos de espaço e arrumação”, disse Litério Marques, presidente da Câmara de Anadia. E acrescentou: “É uma sala polivalente, que vai ser utilizada como os professores entenderem. É uma mais-valia que aqui deixo”.

Um investimento de cerca de 40 mil euros, que oferece condições para o pré-fabricado funcionar como sala de aula, visto ter pé direito, a área e luminosidade exigidos. No caso da EB1 de Avelãs de Cima, o equipamento será usado para as actividades extra-curriculares e também para servir refeições às crianças da escola.

Após Litério Marques entregar a chave da nova sala a Gabriel Verdade e a Margarida Fernandes, ambos com seis anos e da 1ª classe, o autarca garantiu que iria mandar fazer uma cobertura. “Um técnico vai desenhá-la, para que este novo espaço fique ainda mais acolhedor”, referiu, pedindo para que a sala seja “bem zelada”.

O autarca falou também da Carta Educativa: “Muita gente anda atormentada. O documento é uma fuga para a frente e para o melhor, porque os centros educativos vão existir apenas para melhorar o ensino, que será mais especializado. As crianças vão ter oportunidades que não têm nesta escola”, exemplificou. Litério Marques disse ser sua intenção criar escolas modernas, com espaços para cantina, pavilhões para desporto, área cultural. “Será um esforço muito grande da autarquia, mas está tudo dependente do Governo, que vai disponibilizar 400 milhões de euros, que serão divididos por mais de 350 municípios”, rematou.

Em resposta a Elói Gomes, presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Anadia, Litério Marques adiantou que o primeiro pólo a ser construído será o de Anadia: “Há um período para os construir, mas com prioridades. Se houver consenso para a sua edificação, há sustentabilidade”.

O autarca ofereceu também o Kit de Música que está a ser distribuído nas EB1 e Jardins do concelho.

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Sábado, 8 de Dezembro de 2007

Cerca de 100 pessoas assistem à Assembleia Municipal sem se deixar convencer por Litério Marques

Carta Educativa do Município de Anadia aprovada por maioria

A Carta Educativa do Município de Anadia foi aprovada por maioria - com 23 votos a favor, quatro contra e três brancos -, na Assembleia Municipal de Anadia, que se realizou em sessão extraordinária no dia 30 de Novembro. Presentes estiveram mais de 100 pessoas, que “aqueceram os ânimos”, na maioria oriundas da freguesia de Mogofores, estando em número reduzido os habitantes de Amoreira da Gândara, as duas freguesias que reivindicam um pólo escolar.

Antes de começar a discutir aquele que foi o quarto ponto do Período da Ordem do Dia, a Assembleia chegou ao acordo de que o público presente, excepcionalmente, deveria intervir. E deram entrada na mesa diversas propostas dos grupos municipais. A primeira foi do deputado João Morais, pela CDU, que propôs ir a votação a autorização de uso da palavra do público antes de ser votada a Carta Educativa. O mesmo deputado propôs para que a votação do documento fosse feita através de voto secreto (e foi).

Por outro lado, o grupo municipal do PDS apresentou a proposta para que o público usasse da palavra nos mesmos termos das sessões ordinárias, ou seja, após a votação do ponto quatro. Os grupos municipais do PS e do CDS propuseram que fosse dada oportunidade ao público de usar da palavra antes dos deputados discutirem o ponto.

Foi a proposta apresentada pelo PSD que foi aprovada, com 25 votos a favor, cinco contra e duas abstenções, não agradando ao público presente.

Litério Marques, presidente da Câmara Municipal de Anadia, realçou, com satisfação, a presença massiva das pessoas de Mogofores, “o que demonstra interesse pelo que vai ocorrendo e também a insatisfação geral”. O autarca explicou que “não é a autarquia que impõe o documento. O Governo impõe que haja organização das redes escolares e nós não podemos fugir a isso”.

O edil referiu que os nove pólos que estão previstos construir “já vão ser muitos” e disse que “esta Carta Educativa vai ser avaliada ano a ano. O que é verdade hoje, pode não ser para o ano. É um documento efémero”.

 

“EB1 de Mogofores e Amoreira vão continuar a funcionar”

“As escolas de Mogofores e Amoreira da Gândara, se não forem construídos os pólos, vão sempre continuar a funcionar. As escolas não encerram, há uma falta de esclarecimento, porque os centros escolares ainda não têm definidos locais, há apenas áreas”, explicou o autarca, comprometendo-se a assegurar o funcionamento da escola de Mogofores, “nem que a tenha de manter eu”.

Foi Cardoso Leal, do PS, que lembrou que “há cinco meses a Câmara tentou aprovar à pressa a Carta Educativa, porque foi agendada para uma Assembleia Municipal e depois retirada”. “Se chegamos à véspera e há atrasos, a culpa é da autarquia, que não soube gerir prazos”, acusou, referindo que Litério Marques “recuou  completamente. O documento escrito não corresponde ao que acabou de dizer”.

 

Paredes e Ancas em conjunto

Para Cardoso Leal, dizer que os pólos de Mogofores e Amoreira da Gândara não são sustentáveis é um erro. “O pólo de Paredes, em Julho, estava integrado em Ancas. O ponto foi retirado da Assembleia e Paredes aparece depois. São jogos de influência dentro do PSD”, acusou, defendendo que a solução mais sensata é construir um pólo conjunto para Paredes e Ancas.

José Coelho, deputado do PS, disse que Litério esclareceu “finalmente a população, mas tardiamente”.

O público colocou algumas questões no final, mas não saiu satisfeito, muito menos convencido, da sessão. (Foto: Ana J. Ribeiro)

publicado por quiosquedasletras às 11:24

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Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Carta Educativa aprovada com votos contra do PS

Litério Marques acusa Oposição de não apresentar alternativas

A Carta Educativa do Município de Anadia foi aprovada por maioria, com dois votos contra, dos vereadores do Partido Socialista (PS), no passado dia 22 de Outubro, em reunião extraordinária do Executivo camário de Anadia, liderado por Litério Marques.

Após a polémica que envolveu quatro freguesias do concelho de Anadia - Amoreira da Gândara, Ancas, Mogofores e Paredes do Bairro -, em que cada uma exigia a construção de um pólo, à excepção de Ancas, que tinha já contemplado um na sua freguesia, o documento foi alvo de nova reapreciação por parte da empresa responsável, a GeoAtributo, de Braga.

A polémica, que estalou em finais de Junho, inícios de Julho, desencadeou movimentações por parte dos populares das freguesias de Amoreira da Gândara, Mogofores e Paredes do Bairro, que fizeram circular abaixo-assinados para fazerem-se ouvir e reivindicar um pólo escolar nas suas freguesias.

Concluída a reapreciação, os pólos educativos previstos continuaram a ser nove, mas com uma alteração.

Inicialmente estava projectado construir pólos nas freguesias da Moita, Avelãs de Cima, Arcos, Monsarros, Sangalhos, Ancas, Tamengos, Vilarinho do Bairro e recuperar o equipamento de Samel, que seria profundamente intervencionado.

 

Nove pólos escolares: Samel sai, Paredes do Bairro entra

Terminada a reavaliação do documento, a nova Carta Educativa prevê na mesma nove pólos escolares, mas tira o de Samel para poder reformular o pólo de Paredes do Bairro. Foi esta a proposta aprovada por maioria no passado dia 22 de Outubro.

Lino Pintado, vereador do PS, afirmou ao LC que a proposta de alteração “apresentada pelos vereadores do PS não foi aceite. Apenas foi aceite a alteração correspondente às crianças da Póvoa do Pereiro que, na proposta da maioria, eram direccionadas para o pólo da Moita, passando agora a ser direccionadas para o pólo de Anadia ou, em alternativa, para Monsarros, de acordo com a proposta dos vereadores do PS.”

O vereador da Oposição disse entender que “as crianças de Amoreira da Gândara e Mogofores são fortemente penalizadas com este documento. O caso de Mogofores então é demasiado flagrante, com as crianças a serem direccionadas para Paredes ou Ancas”.

Por seu turno, Litério Marques, presidente da Câmara de Anadia, justifica a anulação do pólo de Samel com a falta de alunos. Por outro lado, afirmou que o “PS nunca apresentou alternativas. Sei que as crianças têm de sair das terras, mas a culpa é da lei. Não vi nenhuma proposta do PS para beneficiar estas gentes! As freguesias de Amoreira da Gândara e Mogofores não têm crianças. E sem elas, não podem haver pólos”.

O autarca revelou que a Câmara de Anadia aprovou o documento por ser a proposta do gabinete, “que sabe o que faz”. O “PS lamentou por Mogofores não ter um pólo. Mas também não deram alternativa. Aceitámos a correcção da Póvoa do Pereiro, porque nos pareceu a melhor solução”.

 

Transportes e “incidente”

Lino Pintado, durante a sua intervenção na reunião de Câmara do passado dia 22 de Outubro, mencionou o transporte das crianças, a acontecer apenas com distâncias superiores a três quilómetros, porque é a partir dessa distância que a lei obriga. No entanto, o vereador do PS mostrou-se contra, justificando a sua posição com “a proliferação de cães vadios no concelho de Anadia e de ataques por parte destes aos nossos munícipes”.

Lino Pintado informou o LC de que Litério Marques disse na reunião que a sua intervenção não ficaria em acta.

“Não nos vamos comprometer com o que não nos compete. Vamos fazer nove pólos dotados de serviço de transportes, como deve ser. Pontualmente estamos a transportar crianças mais carenciadas, mas não mais do que isso”, disse Litério Marques.

Sobre os cães vadios, referiu que “existem em todo o lado. O Estado é que tem de mudar a lei. Se for para transportar todas as crianças, cá estaremos”.

Sobre o “incidente” com a acta, o edil anadiense frisou que “a acta só refere os aspectos mais importantes. Não mando nela, mas a elaboração é da minha inteira responsabilidade. Não se escreve qualquer coisa. Numa reunião extraordinária, como é lógico, só se debatem os assuntos elencados na ordem de trabalhos”. Litério sublinhou que é ele quem gere as reuniões e que não aceita a intervenção de Lino Pintado na acta. 

 

Autarcas de Amoreira da Gândara e Mogofores desiludidos

Contactado pelo LC, Joaquim Cosme, presidente da Junta de Freguesia de Amoreira da Gândara, não escondeu a tristeza com que recebeu a notícia da aprovação da Carta Educativa sem contemplar um pólo na sua freguesia. “Vamos ser prejudicados. Todas as manifestações que fizemos, a recolha das 644 assinaturas no abaixo-assinado, as minhas diligências junto do presidente da Câmara, de nada valeu”, diz, desiludido. Joaquim Cosme adianta que a ser assim, as crianças de Amoreira da Gândara vão para o pólo de Ancas, mais perto do que Paredes do Bairro. Revela que não vale a pena continuar a manifestar-se contra, porque de “pouco adiantará”. Mas José Maria Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Mogofores, pensa de outra forma: “Discordo. Não estamos de acordo em ir para Ancas ou Paredes. A nossa posição contra vai manter-se. Queríamos cá um pólo porque fazia sentido”. O autarca, mesmo desiludido mostra força para continuar a lutar, referindo a Comissão que continua a trabalhar: “Reunimos na segunda-feira, porque estamos atrás de provas para mostar que isto é um erro”. (Foto: Ana J. Ribeiro)

publicado por quiosquedasletras às 09:39

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