Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Património e história em Lamas do Vouga, Águeda

Restauro da Ponte Medieval do Marnel praticamente concluído

As obras de restauro da Ponte Velha do Marnel ou Ponte Medieval, na freguesia de Lamas do Vouga, em Águeda, estão praticamente concluídas.

Durante longas décadas, a degradação desta ponte emblemática do concelho vinha a acentuar-se, onde ano após ano e dia após dia se assistia à queda de pedras ou mesmo de pedaços de muro. Para evitar a queda total deste marco histórico, a Câmara Municipal de Águeda decidiu colocar “mãos à obra” e proceder ao restauro deste precioso monumento.

Segundo Jorge Almeida, vice-presidente da autarquia, “há património que não podemos perder. Esta ponte é um monumento importante e emblemático do concelho, que a Câmara não podia deixar de recuperar”.

De momento, faltam apenas pequenos trabalhos de recuperação, nomeadamente a regularização dos arruamentos, a limpeza e o melhoramento do espaço envolvente. Para breve será a colocação da iluminação por parte da EDP, que vai projectar a beleza daquele quadro de enorme valor histórico, arquitectónico e paisagístico a todos os utentes que diariamente circulam na Estrada Nacional 1 (EN1)/Itinerário Complementar (IC2).

Para já foram recuperados os muros e reabilitada toda a estrutura da ponte, de forma a que aquele ex-líbris, a exemplo de muitos outros, não passe à história, mas continue a fazer parte dela.

A Ponte Medieval sobre o Rio Marnel constitui um forte motivo de atracção para quem deseja descobrir parte da história do concelho de Águeda, designadamente os aspectos arqueológicos das raízes culturais da região. Águeda é particularmente rica em vestígios arqueológicos, nomeadamente na zona do Vouga e do Marnel, importante local de passagem cujas origens remontam à época romana.

A Ponte Medieval, com a  Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga - sítio da Mina (Imóvel de Interesse Público) -, fazem desta freguesia uma das mais visitadas por todos os turistas que acorrem ao concelho.

Considerado monumento de Interesse Municipal, a autarquia apostou na recuperação de restauro desta ponte de 120 metros - classificada como Imóvel de Interesse Público em 1956 -, para evitar a sua progressiva deterioração.

A Ponte Velha do Marnel integra o vasto património arquitectónico existente no concelho de Águeda.

 

Nota histórica

A fundação da Ponte Velha do Marnel ou Ponte Medieval, situada na freguesia de Lamas do Vouga, crê-se que remonte ao período romano, século II, acreditando-se que seria neste local que a via romana, no troço de Emínio (Coimbra) a Cale (Gaia/Porto), fazia a travessia.

Mais tarde foi substituída por uma Ponte Medieval que, por sua vez, foi reconstruída durante o reinado de D. João III (1552). Terá assim, eventualmente, existido uma Ponte Romana que foi substituída por uma Medieval durante o século XIV, da qual, após as obras de restauro do século XVI, reemerge com o aspecto que hoje lhe vemos.

 

 

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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

De 3 a 23 de Abril em Lamas do Vouga (Águeda)

Arqueólogos nacionais e estrangeiros estudam a Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga

A Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga, em Lamas do Vouga, concelho de Águeda, vai ser “invadida”, de 3 a 23 de Abril, por estudantes nacionais e estrangeiros de arqueologia. Estes futuros profissionais vão iniciar uma campanha arqueológica, que visará o estudo dos materiais e vestígios arqueológicos que foram encontrados em escavações de anos anteriores, de forma a criarem bases para as futuras escavações arqueológicas que se pretendem realizar entre 2010 e 2013.

A Câmara Municipal de Águeda tem um papel fulcral neste projecto de protecção e valorização do património cultural, artístico e arqueológico da região. A autarquia acreditou desde o início no projecto, que tanto beneficiará a comunidade e o desenvolvimento do turismo na região. Assim, tem prestado todo o apoio necessário ao desenrolar das campanhas e salvaguarda do conhecimento adquirido ao longo das mesmas.

Estes estudos serão elaborados pelo Instituto de Arqueologia do Atlântico, que tem Tatiana Valente como presidente e mentora do projecto. O arqueólogo que tem representado nos últimos anos a Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga, Fernando Silva, também terá um papel activo na iniciativa, visto que actuará em comunhão com o instituto acima referido.

Este projecto de investigação prévia e recolha de dados terá como participantes vários amantes da arqueologia, que se voluntariaram para participar e para conhecer a bela região de Águeda, pois são todos de nacionalidade americana, à excepção de um, que provém da Suécia.

A autarquia deu ainda a oportunidade a dois estudantes de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto de participarem nesta escavação, entre os dias 3 e 12 de Abril. Para tal, custeou as despesas de alojamento, alimentação e transporte, com o intuito de ajudar e promover a arqueologia entre os jovens portugueses, assim como incentivar a participação dos estudantes universitários neste tipo de actividades, visto que, na maioria das vezes, os futuros arqueólogos vêem-se obrigados a terminar o curso sem nenhuma componente da prática arqueológica, pelos altos custos deste tipo de actividades.

 

Acção de carácter internacional

Esta acção terá portanto um carácter internacional, que permitirá o desenvolvimento do turismo na região de Águeda, prevendo-se um acréscimo de visitantes nos próximos anos. Pretende-se que a Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga cative os amantes da arqueologia, para que se desloquem até à região de Águeda, entre os meses de Abril e Outubro, nos próximos anos, de forma a alargar a área escavada.

Os alunos participantes serão dirigidos não só pelo arqueólogo Fernando Pereira da Silva, mas também por outros membros do Instituto de Arqueologia do Atlântico, nomeadamente Fernando Contreras (Espanha), Tatiana Valente (portuguesa – presidente do Instituto de Arqueologia do Atlântico), Regine Müller (Alemanha) e Lana Johnson (Estados Unidos da América). Trata-se de uma equipa multicultural de arqueólogos responsáveis pelo projecto, que de certo vão contribuir para o êxito da iniciativa.

Vão realizar-se actividades como: a marcação, inventariação, desenho e classificação de cerâmica e objectos metálicos, assim como fotografia, desenho e topografia de toda a área escavada e sua envolvente, o que permitirá à equipa de arqueólogos envolvidos uma melhor planificação das áreas a escavar nos próximos anos.

Pretende-se ainda que todas as conclusões obtidas no projecto sejam publicadas não só entre os meios académicos, mas também entre a comunidade da região de Águeda e do resto do país, para que desta forma se conheça o património e se saiba reconhecer a sua importância como forma de identidade e de mais-valia para o futuro.

Estes estudantes vão ter os dias bastante preenchidos. Durante as actividades na Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga as manhãs começam às 7.30 horas, com pausa para almoço das 12 às 12.45 horas, sendo que o dia de trabalho termina às 15.30 horas.

 

Programa:  

3 de Abril - Chegada dos alunos ao Porto;

4 a 9 de Abril - Actividades na Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga;

10 e 11 de Abril – Excursões;

12 de Abril - Último dia da primeira sessão (dia livre para os alunos);

13 de Abril - Chegada dos alunos da segunda sessão;

14 a 19 de Abril - Actividades na Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga;

20 e 21 de Abril - Excursões;

22 de Abril - Último dia do curso, dia livre para os alunos.

 

 

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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Exposição “Dos artefactos à escrita"

Na Galeria do edifício da Antiga Capitania até 22 de Março

A exposição “Dos artefactos à escrita” encontra-se patente na Galeria do edifício da Antiga Capitania até ao próximo dia 22 de Março. A mostra pode ser apreciada de terça-feira a domingo, das 14 às 19 horas.

Integrada nas “Comemorações Aveiro 2009”, “Dos artefactos à escrita” é uma mostra constituída por peças recolhidas em intervenções arqueológicas, onde se revela e documenta através dos artefactos a ocupação humana no espaço geográfico de Aveiro, antes mesmo de 959, ano do documento onde surge a primeira referência escrita a Aveiro: testamento da Condessa Mumadona Dias “Suis terras in Alauario et Salinas”.

De referir que o Comissariado é composto por Sónia Jesus Filipe, arqueóloga, e Paulo Jorge Morgado, geólogo/geoarqueólogo.

Os sítios arqueológicos representados são variados: Vale de Videiras 1, Eirol - Paleolítico superior, gravetense (aproximadamente 25 000 anos); “Mamoa”, Mamodeiro - Neo-calcolítico (5000/6000 anos?); Agra do Crasto, Verdemilho - Idade do Bronze, Período Calcolítico (4000/5000 anos); Lugar da Torre, Cacia - Período Romano/Baixo Império século III-V; Forno Cerâmico, Eixo - Período Visigótico e achados dispersos.

Existem ainda alguns painéis explicativos com fotos, plantas, desenhos, textos e alguns expositores onde se mostram algumas peças. Está exposto um painel explicativo da evolução geomorfológica da região, onde se revela que os terrenos onde assenta a cidade de Aveiro estiveram, em tempo geológico muito recente, em confronto com o mar. Daqui advém em parte a dificuldade da localização dos vestígios da ocupação humana, pois a cobertura sedimentar poderá ter ocultado muitos dos arqueositios.

 

 

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