Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Sexagenária esfaqueada até à morte em noite de assaltos

Aldeia da Madureira, em Amoreira da Gândara, Anadia, chocada com homicídio de Maria Alice Jesus

Maria Alice Jesus, com 63 anos e viúva há dois, foi brutalmente assassinada na madrugada do passado sábado (de 20 para 21 de Novembro), com várias facadas na cara e no pescoço e uma pancada na cabeça, no interior do seu mini-mercado, situado no lugar de Madureira, freguesia de Amoreira da Gândara, concelho de Anadia.

O clima que se vive na aldeia, desde sábado de manhã, é de medo e consternação. Foram os próprios vizinhos que descobriram o cadáver, cerca das 7 horas da manhã.

“Estranhámos a Maria Alice não ter aberto as portas da mercearia e os sacos do pão ainda estarem pendurados cá fora. Foi quando três vizinhos se juntaram para entrar dentro de casa, com a a juda de um escadote, pela varanda que dava para o quarto dela”, conta Lucília Ferreira Moreira, vizinha, que veio à porta da Tasquinha do Gala à procura da data e hora do funeral, ontem, dia 24.

Contudo, nas portas e vidros daquela que era a única mercearia e café da Madureira, e dos quais Maria Alice era proprietária, ainda não estava nenhuma informação relativa ao funeral.

Lucília Moreira continuava incrédula. Diz que ninguém se apercebeu de nada na noite do crime. “Nem os vizinho da frente”. Só quando entraram na casa da vítima e depois de a percorrer, foram encontrar a sexagenária numa arrecadação junto à mercearia, tombada e de bruços, já sem vida, conforme explicou a vizinha.

 

“Uma boa mulher”

Lucília Moreira contou ao Quiosque das Letras que na noite do crime, cerca das 20.30 horas, esteve com a proprietária da Tasquinha do Gala na mercearia, “porque recebi uma carta em casa para uma pessoa que eu desconhecia e fui ter com ela para ver se sabia de quem se tratava. Disse-me que tinha muito que fazer e que ali ficaria pelo serão, porque estava com a máquina de etiquetar a colocar preços nos produtos”.

A vizinhança admite que os autores do homicídio devem ter surpreendido Maria Alice na merceria, tendo trancado a porta quando saíram e lamenta a perda de “uma boa mulher”, admitindo que “vai fazer falta na aldeia a Ti Maria Alice”.

 

Dez facadas

As perícias realizadas ao cadáver revelam ter sido esfaqueada por dez vezes, sendo que a mulher foi ainda agredida na cabeça, ao que parece com uma pedra. O cenário onde foi encontrada, com as paredes ensanguentadas, deu a entender às autoridades que a idosa ofereceu resistência e lutou, com todas as forças, contra quem a matou.

O cadáver foi transportado para o Instituto de Medicina Legal de Aveiro, onde a causa da morte terá sido apurada na autópsia.

Os assaltantes roubaram dinheiro e tabaco. Suspeita-se que os mesmos indivíduos sejam os responsáveis pelo assalto à Igreja Matriz de Amoreira da Gândara - de onde foram furtadas três cruzes em prata, avaliadas em cerca de 40 mil euros, usadas nas procissões da aldeia - e um talho, de onde levaram dinheiro e chouriças, na mesma madrugada. 

 

Assaltantes a monte

A Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro, a quem está entregue o caso, continua a investigar vestígios dos autores do crime, que continuam a monte. De acordo com fonte policial, esta investigação “é prioritária”.

A presença de elementos da PJ na aldeia da Madureira tem mantido a população mais tranquila. Mas o ambiente não deixa de ser de tensão e medo. Lucília Moreira revelou que as filhas e genros “têm ficado a dormir cá em casa. Nós não queremos deixar a nossa casa, para ir viver com eles. Mas temos algum receio”.

O funeral de Maria Alice Jesus Gala deve acontecer hoje, dia 25.

 

 

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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Atravessamento da Ribeira do Ameal com Ponte Pedonal

Nova travessia vem permitir realização do “Trilho do Águeda”

No passado dia 9 de Novembro, a Câmara Municipal de Águeda procedeu à colocação de uma ponte pedonal para o atravessamento da Ribeira do Ameal, localizado sobre a margem norte do Rio Águeda.

Inseridos no projecto que a autarquia se encontra a desenvolver no âmbito das temáticas turística, ambiental, social e cultural, os trilhos e percursos cicláveis e pedonais procuram levar os visitantes pelas veredas e caminhos que se desenvolvem nos lugares, aldeias, vilas e cidade do concelho de Águeda.

Nesse contexto encontra-se o “Trilho do Águeda”, inaugurado a 5 de Outubro de 2009, que se desenvolve, maioritariamente, na envolvente do Rio Águeda, por caminhos, trilhos, veredas e outras passagens pedonais já existentes que servem de acesso aos campos agrícolas, habitações e demais propriedades por onde o itinerário se realiza, ao longo de cerca de 8 Km.

Para a sua implementação tornou-se necessária a execução de duas travessias sobre cursos de água: uma sobre o próprio Rio Águeda, a Ponte dos Violantes, e a outra recentemente colocada sobre a Ribeira do Ameal.

 

Travessia/Ponte sobre a Ribeira do Ameal

O atravessamento da Ribeira do Ameal, localizado sobre a margem norte do Rio Águeda, apresenta uma extensão de 16 metros de margem a margem, que é agora garantido pela ponte pedonal.

A estrutura da ponte é de madeira, com viga em arco, assente em sapatas de betão armado. A restante estrutura, piso e guardas são em madeira de pinho com tratamento.

A ponte é de construção simples, que se resumiu à afixação no local de uma estrutura pré-fabricada e modular, sem interferência ou deslocação do leito da ribeira, sem alteração ou redução da secção de vazão e com uma ocupação efectiva do solo praticamente nula.

Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Águeda, Gil Nadais, e o vereador João Clemente deslocaram-se até ao local para verificar o desenvolvimento da obra.

 

 

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Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Milagre de Urgueira já no próximo domingo

Festival-Romaria repete-se na freguesia de Macieira de Alcôba, Águeda

O Festival-Romaria “Milagre d’Urgueira” repete-se no próximo dia 23 de Agosto, domingo, na pequena aldeia da Urgueira, em Macieira de Alcôba, Águeda.

Cumprindo um ritual secular, um homem vai entrar no forno comunitário da aldeia da Urgueira, para aí depositar a chamada “broa do milagre”, com 100 quilos de peso. Este “milagre” é recriado todos os anos pela Associação Etnográfica “Os Serranos”, que há mais de uma década organizam o Festival-Romaria “Milagre d’Urgueira”.

A reconstituição desta romaria tradicional, transformando-a num festival de folclore com aspectos tão peculiares como os que lhe deram origem secular, tem sido um desafio para a Associação Etnográfica “Os Serranos”. A reconstrução do forno e a repetição dos seus rituais constitui apenas um dos múltiplos aspectos que atraem interesse e atenção, pelos milhares de visitantes que todos os anos rumam a este local.

O espaço da romaria, onde será feita a reconstituição, ocorre entre a ermida à Srª da Guia e o forno comunitário, separados por cerca de 150 metros, onde se distribuem as três eiras para as apresentações de folclore.

São seis os grupos de folclore que passarão por cada uma das eiras (15 minutos em cada), sabendo que não existe palco ou aparelhagens sonoras, mas uma multidão de pessoas entusiásticas e ávidas por também participar numa ou noutra dança que sejam convidadas.

Este festival é peculiar, pois é motivo para milhares de romeiros se deslocarem ao pequeno lugar da Urgueira, que conta com apenas 12 habitantes.

 

Festival-Romaria “Milagre d’Urgueira”

Este festival consiste na reconstituição tradicional da romaria a Nª Srª da Guia e realiza-se na Urgueira, na freguesia de Macieira de Alcôba, concelho de Águeda, num local situado a cerca de 750 metros de altitude, na serra do Caramulo, a cerca de 25 quilómetros de Águeda, onde se preserva uma grande intensidade de vida comunitária.

O objectivo e o enquadramento peculiar desta reconstituição de romaria, transformada em festival de folclore nativo, vivenciado como nas suas origens, levam a uma experiência muito interessante para as memórias pessoais dos elementos que nele participam, além de proporcionar a projecção do pequeno lugar da Urgueira, criando motivações adicionais para o pequeno “milagre” da sua preservação e da continuidade do movimento de recuperação das velhas casas tradicionais.

 

O forno e o milagre

O forno vai voltar a ficar quente, queimando lenha serrana durante três dias e duas noites. Chega assim a domingo em condições de responder à equipa de padeiros e padeiras chefiadas por António Costa, que nos outros dias produz a mais afamada broa de milho que se fabrica na serra, em Paranho de Arca, e alimenta uma vasta região de vários concelhos.

Coze quatro ou cinco fornadas, traduzidas em várias centenas de broas e o pão especial do “milagre”, com cerca de 100 quilos, metido e tirado pelo homem que, pelas duas vezes, entra e dá a volta ao forno com a flor apertada na boca.

 

 

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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Festa em Lourizela

A aldeia fotogénica do concelho de Águeda

Nos dias 6 e 7 de Setembro, Lourizela, na freguesia do Préstimo, Águeda, esteve em festa anual em honra de São Tomé. Todavia, esta pequena aldeia serrana é uma festa visual pegada durante todos os restantes dias do ano, graças à sensibilidade e aos investimentos realizados pela conjugação dos seus habitantes, descendentes e autarquias, que elevaram Lourizela à categoria da aldeia mais fotogénica de todo o concelho, ou mesmo da Região Centro.

Berço de grandes empreendedores que ajudaram a construir a economia aguedense durante toda a segunda metade do século XX, tal como a família Varandas e os irmãos Bastos, Lourizela resistiu à desertificação e impôs-se como uma das maravilhas mais votadas do concelho de Águeda.

A recuperação tradicional e rigorosa de dezenas das suas velhas habitações, dotando-as de conforto, ajardinamento sóbrio, mas integrado com a vistosa combinação de pedra xistosa com as molduras graníticas das janelas oitocentistas, projectou Lourizela para as visitas virtuais na Internet, observadas e comentadas em todo o mundo.

Porém, nada substitui o contacto físico e presente, enchendo a vista, enquanto outros sentidos se ocupam com o chilreio da passarada ou com o cheiro montês das manchas da vegetação natural de loureiros, medronheiros, rosmaninho e muitas outras espécies arbustivas de ocorrência natural.

A ANATUAL – Associação de Moradores e Melhoramentos de Lourizela, tem sido exemplar: uma espécie de anjo da guarda, deixando prever que o futuro será crescente e as novas iniciativas de promoção turística não serão desperdiçadas, fazendo deste canto serrano um caso exemplar de recuperação, não apenas física, mas sobretudo ao nível das tradições e das vivências, para que seja a cultura a dinamizar o combate à desertificação que aflige e mata algumas aldeias vizinhas.

 

 

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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

Contrato de empreitada assinado

Centro da Aldeia do Pego vai ser revitalizado

O contrato de empreitada para revitalização do centro da Aldeia do Pego foi assinado, na sede da Junta de Freguesia da Vacariça. A obra foi adjudicada à empresa Flórido e Fonseca, Lda, com sede em Penacova, por cerca de 83 mil euros e com um prazo de execução de 90 dias.

“Esta povoação está, de facto, tristonha, feia, mas vai ficar com um novo visual, para muito melhor”, afirmou, no final da sessão, o presidente da Junta de Freguesia da Vacariça, José Rosa.

O contrato da empreitada para a revitalização do centro da Aldeia do Pego foi assinado pelo presidente da Câmara, Carlos Cabral, e pelo sócio-gerente da empresa Flórido e Fonseca, Lda, António Flórido, na presença do presidente da Junta de Freguesia da Vacariça. “O facto de aqui virmos é sempre um motivo de satisfação para nós, ainda para mais quando fazemos obras nas pequenas povoações. Não são só as sedes de freguesia que precisam, é importante que as obras sejam feitas nos pequenos lugares”, afirmou Carlos Cabral, concluindo: “Uma pequena obra é uma grande obra para quem lá vive”.

“Gostamos de ser gratos para com quem tem sido connosco”, salientou, por sua vez, José Rosa, lembrando obras importantes que têm sido feitas na sua freguesia, como a recuperação do Parque dos Moinhos do Lograssol: “O parque do Lograssol é, sem dúvida, o mais bonito do concelho, mas precisávamos lá de um campo de futebol, porque há divertimento para os pequenotes, mas para os grandotes não”, aproveitou para dizer o autarca da Junta de Freguesia da Vacariça.

“O parque do Lograssol está realmente muito bonito e o Pego é uma aldeia na verdade triste, mas que vai ficar bonita, portanto vamos a isso que no final do Verão já terá uma imagem completamente diferente”, respondeu o presidente da Câmara Municipal da Mealhada. “Achamos ser importante vir às Juntas de Freguesia fazer actos concretos de assinaturas de contratos. Não são promessas, a obra daqui por três meses estará concluída”, acrescentou ainda Carlos Cabral, insistindo na importância que estas obras têm para a vida de quem reside nas pequenas povoações.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 08:45

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