Domingo, 16 de Novembro de 2008

Bronca da semana

Adega Cooperativa de Vilarinho do Bairro pode estar em pré-falência

A Adega Cooperativa de Vilarinho do Bairro corre risco de fechar portas. A notícia já não representa novidade para as gentes da freguesia, principalmente para os viticultores, que de acordo com o presidente da Direcção, Manuel Seabra, contribuíram este ano para prejudicar a situação, por terem entregue as uvas que produziram noutros operadores de mercado, muitos deles privados, que devido à falta de produção pagaram as castas a preços bastante convidativos.

Por seu turno, os produtores queixam-se do valor que lhes foi pago pela última campanha, de 2006, na casa dos 8/9 cêntimos por quilograma (kg) de uvas, argumentando que têm de olhar pela vida, caso contrário “mais vale abandonar as vinhas”, dizem.

Filipe Neto, do lugar da Poutena, freguesia de Vilarinho do Bairro, é sócio da Adega Cooperativa há cinco anos. Admite que a crise na viticultura tem-se agravado desde 2005, não se verificando problemas apenas com a Adega de Vilarinho, mas com outras por todo o país. Aponta 2006 como um ano “péssimo”, com uvas fracas, de graduação inferior a 10 graus, o que levou a que o vinho não tivesse tanta qualidade e houvesse mais dificuldades em vendê-lo.

“A situação agrava-se porque ficam por vender milhões de litros de vinho de anos maus, como foram 2005 e 2006, porque as uvas foram muito más. Cerca de 75% da produção de 2006 tinha menos de 10 graus! Estas castas não podem dar um vinho de qualidade, o que obriga a Adega a pagar menos pela matéria-prima”, explica Filipe Neto.

Diz desconhecer a situação de pré-falência da Cooperativa da qual é sócio e argumenta: “A Cooperativa de Vilarinho tem vinho em stock, que dá para pagar o que deve à banca. A situação de crise que se vive é que é preocupante”.

No entanto, Filipe Neto, que este ano continuou a levar as suas uvas à Adega - contrariamente a muitos associados -, defende que para haver viabilidade os sócios têm de o fazer, porque “se deixam de levar para lá as uvas é muito mau! Está agora a vender-se vinho a mais do dobro do ano passado, mas muitos sócios não entregaram uvas, porque foram mal pagas. Só que esqueceram-se que esse pagamento foi relativo a um ano mau, e que as uvas não podiam ser mais bem pagas”. O associado frisa: “Além de tudo isto, esses sócios esquecem-se que estão a pôr em causa a Adega e quem lá ficou”.

 

“É diferente pagar pouco de não pagar”

Filipe Neto sublinhou que a Adega de Vilarinho tem tudo pago com os sócios. E diz que é “diferente pagar pouco de não pagar”. Os sócios “devem lutar. Todos temos necessidades, mas também temos de defender o que é nosso”.

Manuel Joaquim Coelho tem 70 anos. É natural do lugar da Pedralva, freguesia de São Lourenço do Bairro, mas reside em Vilarinho, onde tem cerca de dois hectares de vinha. Porque em outros locais pagavam as uvas a melhor preço do que na Adega de Vilarinho, mesmo sendo associado, e porque entendeu que se estava a prejudicar, não as levou para a Cooperativa. “Mas é difícil arranjar onde as aceitem. Não é em qualquer lado”, afirma.

A esposa de Manuel, Maria Ducília Ferreira, vai lembrando que as uvas que têm entregue têm para cima de 10, 11 e 12 graus. E que o preço que está a ser pago pela Adega é demasiado baixo para “uvas boas”.

Manuel Coelho conta que este ano quase não se viam engaços na Adega de Vilarinho. Mas se “continuam a vender vinho, porque nos pagam tão mal?”, questiona. “Quem vive da agricultura assim não se safa. Nem é pelo trabalho que temos nas vinhas, porque é a família que as trata e faz a vindima. Acabamos por não gastar. Mas o sulfato é muito caro. E receber algum dinheiro acaba por ser importante para pelo menos pagar o nosso sacrifício”, adianta.

Abel Jesus, 85 anos, residente em Vilarinho do Bairro, é mais um associado que lamenta a situação da Adega Cooperativa de Vilarinho do Bairro. Tem 1982 pés, que plantou em 1992. Lembra que há sete anos pagavam tudo no mesmo ano e que em 1996 pagaram 63,25 escudos por kg. “Agora pagam muito menos... E naquela altura tudo era mais barato! Eu continuo a levar para lá as uvas porque somos quatro famílias a fazer a vindima e como é o tractor do meu cunhado (Manuel Coelho) que leva tudo, não há grandes gastos. Doutra forma seria incomportável”, explica.

Abel Jesus diz que a Adega pagou o ano de 2006 e que para o fazer teve de pedir dinheiro à banca, como Manuel Seabra informou. “Mas o vinho tem saída e se o vendem, será que o fiam todo?”, questiona o associado, dizendo que se a Adega deixar de pagar, abandona a vinha. “Eles têm é de se mexer, para evitar o que aconteceu este ano e não deixarem fugir mais gente”.

 

Manuel Seabra dá explicações

De acordo com Manuel Seabra, cerca de 30% dos associados “fugiram da Adega”, porque houve privados a precisar de comprar uvas e a oferecer preços “elevadíssimos, por haver uma quebra muito grande na produção deste ano”.

O dirigente esclarece que “este património é dos sócios. E com isto só o prejudicaram. Há anos mais rentáveis, outros menos. É necessário perceber isto. Eu aceitei vinho em 2006 que era muito fraco. Entre 6 e 9,9 graus recebemos 75% da produção nesse ano. Entre 10 e 13 graus recebemos apenas 25% e com mais de 13 graus 0,22% da produção total em 2006”.

O valor base que foi pago nesse ano foi de 8/9 cêntimos, sendo que, de acordo com Manuel Seabra, foram valorizadas em 10% as castas com mais de 10 graus; em 20% as castas entre 11 e 12 graus e em 30% as castas com mais de 13 graus.

“Houve quem abandonasse a vinha. Mas muitos associados fugiram, porque lhes ofereceram mais dinheiro e não houve discernimento para ver que estavam a prejudicar a própria casa”, sublinhou o dirigente da Adega de Vilarinho.

De acordo com Manuel Seabra, a perspectiva de venda para este ano é boa: “Vendemos tudo e não chega, precisamente por não nos terem entregue uvas nesta campanha. Teremos assim de vender mais em garrafa e menos a granel”.

Quanto à pré-falência, Manuel Seabra falou de uma auditoria que está ainda a decorrer, pedida pela Direcção, antes do dia 2. “Os primeiros resultados mostram que há viabilidade. Mas se os sócios continuam sem entregar uvas e a fugir, a falência é o caminho mais certo. Depende deles”, admite o dirigente.

 

Eleições dia 30 de Novembro

A última Assembleia-Geral, que teve lugar a 2 de Novembro, tinha como objectivo realizar eleições para os novos órgãos dirigentes da Adega. Tal não foi possível, porque ninguém apresentou listas. Desta forma, foi marcada nova sessão, desta vez extraordinária, para o dia 30 de Novembro, para eleger os novos órgãos sociais.

Manuel Seabra, há 21 anos à frente da Adega, disse que não vai voltar a candidatar-se, garantindo que não vai apresentar alguma lista, a não ser que seja “forçado a fazê-lo”. E deixa um recado: “Quem gosta de falar e criticar a Adega de Vilarinho é que devia ter a coragem para apresentar uma lista no dia 30”. (Foto: Davide Silva)

 

 

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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Rota da Bairrada

“Momentos Bairrada” encantam em Lisboa

A Rota da Bairrada iniciou os “Momentos Bairrada” no passado dia 18, no Hotel Jerónimos 8, em Lisboa. Pretendeu-se, com a iniciativa, dar a conhecer a nova imagem Bairrada e o que de melhor tem para oferecer em termos turísticos e de forma integrada (produtores, hotéis, municípios e instituições), ao público de Lisboa, num espaço acolhedor e com forte presença em Lisboa - o Hotel Jerónimos 8.

Para receber os convidados presentes, os associados do sector vitivinícola deram a provar os singulares vinhos e espumantes Bairrada (Aliança - Vinhos de Portugal, Manuel dos Santos Campolargo, Luís Pato, Caves Primavera, Casa do Canto, Caves Solar de São Domingos, Quinta do Ortigão e Quinta do Encontro). Os associados da hotelaria mostraram aos convidados o alojamento e actividades da região (Hotéis Alexandre de Almeida, Hotel Cabecinho, Hotel Moliceiro e Hotel Paraíso) e os municípios associados acolheram e promoveram o seu território.

Foi neste ambiente descontraído e de conversa agradável que a Bairrada deu a conhecer a Lisboa o que de melhor tem para oferecer.

A iniciativa começou às 17 horas para jornalistas, sendo que a partir das 18 horas o público de Lisboa, instituições diversas e agentes económicos convidados aceitaram o convite e compareceram em número significativo, congratulando a iniciativa, que decorreu com grande êxito.

Estes “Momentos Bairrada” vão percorrer algumas cidades do país, estando já agendado para Outubro o segundo, no Casino da Figueira da Foz.

Como reflexo da actividade desta nova Bairrada, estão já agendadas duas iniciativas para o mês de Outubro: O “Bairrada Gourmet”, no dia 3 de Outubro, no Hotel Marialva, em Cantanhede e a “Gala do Espumante Bairrada”, no dia 11 de Outubro, no Palace Hotel da Curia.

 

 

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Sábado, 6 de Setembro de 2008

Vindimas 2008 na Bairrada

Mais qualidade para este ano

A Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) acredita que a qualidade das vindimas, na Região da Bairrada, este ano, pode vir a revelar-se melhor que a do ano passado, sobretudo “naqueles casos em que o viticultor se mantém vigilante nos trabalhos da vinha e desde que as condições climatéricas até final da colheita não causem surpresas desagradáveis”.

À data de 1 de Setembro, a CVB fez uma avaliação da vindima na Bairrada, para fazer um primeiro prognóstico do que é esperado este ano.

Em termos de evolução das maturações, no que diz respeito às uvas brancas, de acordo com a CVB não parece haver atrasos na maturação relativamente ao ano anterior. Quanto às uvas tintas, ainda existem algumas dúvidas, embora a situação seja mais diferenciada consoante as castas.

 

Vindimas para os vinhos espumantes já começaram

De qualquer modo já começaram as vindimas de castas muito precoces (brancas e tintas), nomeadamente para vinhos espumantes.

Relativamente à quantidade, estimam-se perdas com algum significado, estimadas de início até 25% do ano passado, por motivo de chuvas à data da floração (fins de Maio e início de Junho), que afectaram as castas de abrolhamento mais precoce, nomeadamente a globalidade das brancas mas também algumas tintas.

Apesar disso e em termos globais, verifica-se agora que aquela quebra pode não ser afinal tão significativa quanto se estimou de início, devido talvez a uma disponibilidade hídrica relativamente favorável, que terá levado a que os cachos aparentem ser maiores este ano. Por outro lado, há que ter em atenção que existe também alguma quebra de produção que resulta de algum abandono recente das vinhas.

 

A qualidade

Ainda é muito cedo para se arriscarem previsões. A qualidade final depende de vários factores, sendo de destacar os cuidados do viticultor no acompanhamento da sua vinha ao longo do ano e, naturalmente, as condições atmosféricas, em particular nestas semanas finais de colheita. Mas a CVB pode, desde já, adiantar, no entanto, alguns aspectos que também interferem com a qualidade. São eles a carga, o clima ao longo do ano e as pragas e doenças.

A carga pode contribuir para uma qualidade global favorável, porque este ano, uma vez mais, também não é excessiva.

Já as condições climatéricas, até ao presente, foram favoráveis, nomeadamente no que respeita ao pintor (globalmente uniforme) e à maturação (não parece haver stresse hídrico, por não haver excesso de calor e as plantas sãs estão a laborar os fotoassimilados e, portanto, as uvas estão a amadurecer convenientemente).

Relativamente às pragas e doenças, segundo a CVB, ao que parece a incidência da traça da uva não foi demasiado significativa. Ao invés é preocupante a incidência de cigarrinha verde, o que pode levar à perda da funcionalidade da folha na produção de fotoassimilados e mesmo à sua queda precoce.

Há também casos de “black-rot”, que se podem confundir com outras doenças. Portanto, as pragas e doenças podem afectar significativamente a qualidade. Há que estar atento à podridão cinzenta e implementar as medidas culturais adequadas para a debelar, nomeadamente o arejamento do cacho, recorrendo inclusive à monda de alguns cachos, caso necessário. (Foto: Ana Jesus Ribeiro)

 

 

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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Jamie Goode - Melhor Jornalista de 2008 para Vinhos Portugueses

Especialista realiza prova no Museu do Vinho Bairrada em Anadia

O britânico Jamie Goode, vencedor do prémio “Melhor Jornalista do Ano 2008 para Vinhos Portugueses”, no passado dia 7 de Julho realizou, no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, uma importante prova genérica aberta a vinhos Bairrada e a vinhos Beiras, produzidos na área geográfica adstrita à Bairrada.

Este prestigiado jornalista, estando durante três dias nas Beiras, reservou um dia inteiro para a Bairrada.

Jamie Goode será o jornalista a escolher os 50 melhores vinhos portugueses no mercado em Londres, em Fevereiro de 2009, pelo que esta iniciativa poderá revelar-se de importância vital para a divulgação e alto prestígio dos vinhos Bairrada no Reino Unido.

A iniciativa, acolhida no Museu do Vinho, surge no âmbito de um convite feito pela Viniportugal à Comissão Vitivinícola da Bairrada.

A prova contou com a presença dos vinhos das caves e produtores-engarrafadores: Adega Campolargo; Colinas de São Lourenço; Art Wine; Quinta das Bágeiras; Quinta dos Cozinheiros; Quinta do Carvalhinho; Caves São Domingos; Caves São João e Caves Messias.

O presidente da Câmara Municipal de Anadia, Litério Marques, durante a prova, fez questão de realçar a importância que este tipo de iniciativas tem para a divulgação e promoção dos vinhos de excelência produzidos na região, deixando o mote para que estas instituições de promoção externa dos vinhos portugueses venham a utilizar ainda mais o Museu, para desenvolver iniciativas desta índole ou outras, que se revelem uma mais-valia para a projecção da Bairrada e dos seus vinhos.

 

 

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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

Confraria dos Enófilos da Bairrada entroniza mais 22

XXIX Grande Capítulo investiu ministro Vieira da Silva

A Confraria dos Enófilos da Bairrada (CEB) realizou, no passado dia 24 de Novembro, o XXIX Grande Capítulo Anual, no Palace Hotel do Bussaco, na Serra do Buçaco/Luso, Mealhada. Esta edição, que teve menos pessoas do que é habitual, contou com o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, José Vieira da Silva, como convidado de honra, sendo entronizado como Confrade Honorário durante este capítulo. Foram também investidos nove Confrades de Mérito e 12 Confrades Efectivos, num total de 22 novos elementos.

“A realização de mais um Grande Capítulo Anual constitui uma oportunidade para balanço, reflexão, renovação e convívio”, referiu Fernando Castro, presidente da CEB. “Os vinhos que apreciámos são qualificados e representam três sectores da região: cooperativas, produtores individuais e empresas, com vinhos da nova geração e tradicionais”.

Fernando Castro lembrou assim que a Região da Bairrada tem uma “panóplia de vinhos muito alargada” e informou que em concurso recente, mundial, o único vinho português premiado foi um “espumante Bairrada, da Adega Cooperativa de Cantanhede”.

Fernando Castro apelou para a Bairrada continuar a investir nos espumantes, enfrentando as cavas e os champanhes, produtos estrangeiros. O presidente da CEB acusou ainda o mercado pela forma como “penaliza a região”, referindo também que este foi um ano difícil, “com uma produção 20% abaixo da anterior, mas, apesar de tudo, com qualidade”.

“Sobre a evolução da região, o sector continua à deriva. Não sabemos o que vai sair da revisão da PAC. O assunto é discutido há meses, passa de presidência em presidência e o sector continua sem saber por que linhas se orientar”, acusou Fernando Castro, dizendo que muitos produtores adiam projectos. “É significativo o grau de abandono de algumas vinhas, a região tem tendência a decrescer. Não sabemos o que vai acontecer. Mas a Bairrada sofre com tudo isto”.

Fernando Castro prometeu que não vai deixar apagar a Região da Bairrada: “Vamos sobreviver. O nome Bairrada e a região vão continuar de pé, faz parte da nossa história”, disse, relativamente à revisão do enquadramento das regiões.

Os estatutos da CEB vão ser reformulados brevemente, para permitir concretizar a criação de núcleos da confraria no estrangeiro: “Já há condições para o fazermos, podendo este objectivo ser alcançado no próximo ano”, garantiu Fernando Castro. A primeira delegação poderá ser no Brasil.

Vieira da Silva assegurou publicamente, após fazer o juramento, o compromisso de “unir esforços para defender esta verdadeira riqueza do nosso país que é o vinho da Bairrada”.

 

Nove Confrades de Mérito:

António Capão (Palhaça, Oliveira do Bairro); Alexandre Bronzatto (Brasil); Arthur Azevedo (Brasil); Carlos Ferreira (Canadá); Francisco Urban (Brasil); István Wessel (Brasil); Jorge Cury (Brasil); Luiz Junior (Brasil) e Miguel Riella (Brasil).

 

Novos 12 Confrades Efectivos:

António Neves da Silva (Aveiro); António Nogueira de Lemos (Lisboa); António Moreira da Silva (Aveiro); Daniel Teixeira (Lisboa); João Figueira (Coimbra); Fernando Feijó (Águeda); João Freire (Coimbra); José Cruz (Sangalhos, Anadia); José Ferreira (Mira); Manuel Seabra (Samel, Anadia); Maria Abrantes (Sangalhos, Anadia) e Paulo Lopes da Graça (Pombal). (Foto: Ana J. Ribeiro)

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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Espumantes da Bairrada premiados em concurso

Quinta do Encontro com Ouro e Adega Cooperativa de Cantanhede com Prémio Inovação

Foram entregues, no passado dia 22 de Novembro, os prémios relativos ao Concurso dos Vinhos Espumantes Bairrada, edição 2007, onde foram distinguidos os melhores produtos elaborados na região. Destacaram-se entre os mais pontuados os dois espumantes Medalha de Ouro e Prémio Inovação, que foram, respectivamente, “Quinta do Encontro, Branco, 2004 (Bical, Arinto e Maria-Gomes), da Quinta do Encontro - Sociedade Vitivinícola, Lda” e “Marquês de Marialva, Branco, 2005 (Bical e Maria-Gomes), da Adega Cooperativa de Cantanhede, CRL”.

Casimiro Gomes, presidente do grupo Dão Sul e da Quinta do Encontro, disse que “as medalhas são um estímulo. Devemos mostrar no mercado que a Bairrada tem um lugar e os espumantes são o caminho”. O presidente do Dão Sul sublinhou que falta na Bairrada os operadores lançarem os espumantes com Denominação de Origem Controlada (DOC), à semelhança do que acontece em outras regiões demarcadas.

“Cada ano dá espumantes diferentes. E de cada um deles tentamos retirar as sinergias. O ano de 2007 foi difícil, mas pode ser um dos melhores dos últimos 15, 20 anos”, revelou Casimiro Gomes.

O Prémio Inovação foi para a Adega Cooperativa de Cantanhede. Tiago Machado, enólogo, referiu que o prémio “significa um grande incentivo para continuar a inovar um produto que tanto representa a Bairrada, como é o caso do espumante”. Para o enólogo, por tratar-se de uma adega cooperativa, “o significado é ainda maior, porque vai contra o estigma negativo que têm, em comparação com as privadas”.

 

Uma técnica enológica nova

De acordo com Tiago Machado, o espumante que arrecadou o Prémio Inovação foi produzido através de uma técnica enológica nova: a hiper oxigenação. “Não existe protecção dos mostos ao oxigénio. O resultado final é semelhante: um espumante muito elegante e muito fino de boca”, como classificou o jovem enólogo. O “Marquês de Marialva, Branco, 2005” está a ser comercializado desde Abril e custa cerca de quatro euros cada garrafa.

O jantar de entrega de prémios decorreu na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, em Coimbra.

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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Nova Adega faz circular pelo mundo do vinho

Quinta do Encontro organiza “Festa das Vindimas 2007”

A Nova Adega Quinta do Encontro, uma Adega de Design, com uma original forma cilíndrica, situada na freguesia de São Lourenço do Bairro, em Anadia, abriu as portas no passado dia 27, sábado, para receber e presentear todos os amigos e um grupo de convidados com a “Festa das Vindimas 2007”.

A noite começou por proporcionar uma visita guiada a todo o espaço. Teve início na adega propriamente dita, no piso -1, ao som da Associação Etnográfica “Os Serranos”, oriundos da freguesia de Belazaima do Chão, Águeda. Ao subir para o piso térreo, através de um corredor que dá a volta a toda a adega, circular, a sensação é a de uma espécie de saca-rolhas. E é mesmo essa a lógica de funcionalidade da adega.

Neste piso encontra-se uma pequena sala de estar e de jantar, o wine bar e a loja de vinhos da adega. Este espaço, todo ele tem uma decoração intimista, reinando a harmonia e beleza estética. Quando o tempo assim o permita, funcionam também as esplanadas.

O espaço multiusos está localizado no piso superior e encontra-se equipado para poder responder a todas as solicitações que de alguma forma possam estar ligadas à vinha e ao vinho. Podem realizar-se reuniões de grupos, exposições de arte, recepções, entre outros eventos, estando a Nova Adega Quinta do Encontro receptiva a satisfazer qualquer desejo do cliente. E foi precisamente neste piso que a visita guiada teve o seu términos, com um jantar “buffet”, onde foi possível degustar as melhores iguarias da região.

 

Como nasceu o projecto

O projecto da Quinta do Encontro surge com um novo conceito no ano de 2000. Foi objectivo fazer algo de diferente relativamente à imagem que está associada à Região da Bairrada. Os vinhos produzidos, sempre sobre a alçada do enólogo Carlos Lucas, são essencialmente com a denominação Bairrada, num estilo moderno e actual.

A Quinta do Encontro deve o seu nome à localização próxima da Cruz do Encontro, em São Lourenço do Bairro, Anadia. Iniciou a produção de vinhos no ano de 1930, numa pequena adega em Paredes do Bairro, Anadia.

Com a entrada da Dão Sul no projecto realizou-se uma reestruturação de 10 hectares de vinha, dos 20 que compõem a propriedade. Em 2005, com a necessidade de dinamizar o projecto, aumentar e melhorar a capacidade de vinificação, foi iniciada a construção de uma nova adega, continuando o conceito de promoção do Enoturismo, numa perspectiva de Adega de Design, marcada por um estilo moderno e inovador, projecto que esteve a cargo do arquitecto Pedro Mateus.

A adega está equipada com todas as tecnologias de ponta de vinificação.

Para a Quinta do Encontro, a abertura deste espaço irá certamente trazer um maior dinamismo à Região da Bairrada, promovendo de uma forma global o vinho português, mas numa perspectiva requintada e inovadora.

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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007

Jornada de Porta Aberta para o Sector Vitivinícola

Acções organizadas por ACIB são únicas no distrito de Aveiro

A Associação Comercial e Industrial da Bairrada (ACIB) vai organizar, no âmbito da Campanha Europeia de Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho, uma Jornada de Porta Aberta dedicada ao Sector Vitivinícola, no próximo dia 12 de Outubro, sexta-feira, nas Caves Arcos do Rei, em Anadia, pelas 14 horas.

A iniciativa visa sensibilizar os técnicos e colaboradores das caves, adegas cooperativas e produtores/engarrafadores da região para a temática da saúde e segurança no trabalho em geral, e da prevenção das lesões músculo-esqueléticas em particular.

Na abertura desta Jornada de Porta Aberta vai ser possível contar com a presença do representante das Caves Arcos do Rei, Rui Ribeiro, que apresentará a empresa e com a coordenadora Ponto Focal da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, Manuela Calado, que vai explicar a Campanha Europeia de Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho.

A sessão continuará com mais três oradores, nomeadamente Filomena Teixeira, da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), que irá abordar o tema dos riscos profissionais no sector da agricultura e no sector dos vinhos; Manuel Freitas, especialista em Engenharia Humana, que falará sobre a prevenção das lesões músculo-esqueléticas, no que respeita à movimentação manual de cargas e com Ângela Escada, especialista em Saúde do Trabalho, que se debruçará sobre as lesões músculo-esqueléticas e as suas consequências. A sessão é moderada por Odete Marques, da EuroPGS.

As inscrições são gratuitas e só se tornam efectivas mediante a inscrição junto da ACIB, através do telefone 234 730 320 ou via e-mail: acib@acib.pt .

Esta acção é a segunda das quatro sessões de sensibilização a realizar entre Setembro e Novembro do corrente ano, em parceria com a empresa EuroPGS e com o apoio da ACT, sendo de realçar que estas acções são as únicas realizadas no distrito de Aveiro, inseridas na Campanha Europeia de Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho.

publicado por quiosquedasletras às 18:37

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