Sábado, 19 de Setembro de 2009

Inauguração do Velódromo Nacional de Sangalhos cumpre sonhos antigos do Desporto

Investimento ultrapassa os 12 milhões de euros

O Centro de Alto Rendimento (CAR) de Anadia - Velódromo Nacional de Sangalhos foi inaugurado no dia 11, pelo ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira. O primeiro-ministro José Sócrates acabou por não estar presente na cerimónia. Mas Alves Barbosa, Carlos Lopes e Rosa Mota, velhas glórias do Desporto nacional, fizeram questão de presenciar a inauguração, que também contou com centenas de sangalhenses.

As primeiras pedaladas oficiais na pista coberta para ciclismo, com 250 metros, do Velódromo Nacional tiveram como protagonista o emblemático Alves Barbosa - vencedor da Volta a Portugal por três vezes -, que aos 77 anos de idade deu mostras de ter ainda muita energia para “dar e vender”.

Pedro Silva Pereira, que se fez acompanhar do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, disse que com esta “nova casa do Desporto cumprem-se de uma só vez vários sonhos antigos do Desporto português”, sendo o primeiro deles “o sonho do ciclismo, que há muito ambicionava ter uma infra-estrutura desta natureza”. O governante lembrou que o ciclismo é uma modalidade com muitas tradições em Portugal e recordou Alves Barbosa mas também o falecido Joaquim Agostinho.

“O ciclismo há alguns anos parece não ter sido correspondido pelas políticas públicas. Mas este investimento vem mudar essa posição e simultaneamente dar à modalidade uma grande oportunidade de futuro, um virar de página”, o que para Pedro Silva vai levar ao aproveitamento da infra-estrutura para se lançar “noutra direcção. Porque de certeza que a Federação Portuguesa de Ciclismo saberá estar à altura deste enorme desafio, para também aqui realizar grandes eventos internacionais”.

 

Outras modalidades

O Velódromo Nacional de Sangalhos, única pista coberta de ciclismo no país, vai acolher outras modalidades: esgrima, ginástica, judo, trampolins e desportos acrobáticos.

“Trata-se de um CAR polivalente, ao serviço de cinco modalidades desportivas distintas, todas elas com tradições em Portugal”, defendeu Pedro Silva Pereira, realçando a importância deste “investimento de grande dimensão, ao serviço do desenvolvimento da economia”, por a sua construção ter dado “emprego e oportunidade de sobrevivência para muitas empresas” que participaram nas obras.

O CAR de Anadia constitui também, para o ministro da Presidência, “uma mais-valia ao serviço do desenvolvimento regional e da ligação estratégica entre Desporto e Turismo”. E por Sangalhos ser “uma terra de grandes tradições no ciclismo, fez todo o sentido ficar aqui”.

Litério Marques, presidente da Câmara de Anadia, estava emocionado e falou da “realização de um sonho”. Contudo, não deixou de recordar algumas das dificuldades sentidas durante todo o processo de construção, que durou cerca de dois anos.

O autarca aproveitou também a ocasião para solicitar a construção e o acesso directo à A32, “que possibilitará aliviar o trânsito caótico na EN1/IC2” e ainda o nó de ligação de Anadia à Auto-estrada do Norte (A1), situações “que continuam por solucionar e que afectam todo o progresso da nossa terra”.

 

Investimento superior a 12 milhões de euros

O Velódromo Nacional de Sangalhos trata-se de um investimento que chega aos 12,2 milhões de euros, financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) em 70%, tendo tido o apoio do Instituto do Desporto de Portugal. A Câmara de Anadia investiu 2,8 milhões de euros.

O equipamento agora inaugurado tem uma pista coberta para ciclismo com 250 metros - onde foram usados meio milhão de pregos - e uma área polivalente de 1100 metros quadrados. O centro de estágio dispõe de 16 quartos duplos para 32 atletas, treinadores, técnicos desportivos e dirigentes e equipamento de preparação e recuperação de atletas (ginásio, balneários, oficina, salas de aula, convívio e de reunião). (Galeria de fotos: Leiam a Imagem)

 

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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Ponte de Canha acaba com estrangulamento do trânsito

Nova infra-estrutura vem anular um dos pontos negros do tráfego no concelho de Anadia

No dia 10, o secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, deslocou-se ao concelho de Anadia para inaugurar a nova Ponte de Canha, no lugar de Canha (freguesia de Arcos), a caminho de Sangalhos. Tratou-se de uma “inauguração há muito desejada”, como lembrou Litério Marques, presidente da Câmara Municipal.

“Esta obra vem anular um dos pontos negros do trânsito no nosso concelho”, sublinhou o autarca. E Paulo Campos foi peremptório: “Prometemos e cumprimos”. O governante veio a Anadia para assinalar a conclusão da obra de construção que liga a Estrada Nacional (EN) 235 à EN1, o que incluiu a substituição da velha e estreita Ponte de Canha.

Paulo Campos explicou que a obra, com 0,7 quilómetros de extensão, teve um custo de 2,3 milhões de euros, vindo “melhorar consideravelmente as condições de circulação no local”. De referir que a introdução de uma rotunda na articulação da EN235 com a EN1 vem “trazer mais segurança, contribuindo para a diminuição da sinistralidade rodoviária”.

 

Litério reivindica nó de ligação à A1 e construção da A32

Durante a cerimónia de inauguração, Litério Marques lembrou o slogan do Governo - “Aproximar Anadia” - e disse “que não se aplicava no caso. Continuamos sem ligação à Auto-estrada do Norte (A1) e a A32, por enquanto, não passa de uma miragem”, considerando esta última uma variante e não uma auto-estrada, como alternativa “à obsoleta EN1/IC2”.

O autarca disse que no caso da ligação à A1, “deste ponto à zona de Ancas/Amoreira da Gândara os custos são pouco significativos” e constituiria “uma resposta ao dito slogan”.

O governante deu conta que o nó de acesso à A1 está dependente de um estudo, “praticamente concluído, do IC12 entre Anadia e Mira. Trata-se de uma matéria que está a ser analisada do ponto de vista ambiental. Resta-nos aguardar”.

Por seu turno, sobre a A32 falou da probabilidade de haver necessidade de repetir o concurso (que já tinha sido lançado), devido às divergências dos valores apresentados pelo empreiteiro. No entanto, se “formos eleitos e continuarmos a ser Governo, uma das primeiras medidas que vamos tomar será o lançamento de novo concurso para conclusão desta auto-estrada”, garantiu, sublinhando ainda a “extrema importância da A32 para a Bairrada e para o distrito, onde se insere um conjunto de empresas com actividade significativa, assim como para Anadia, por não ter ligação às grandes vias rodoviárias”.

Paulo Campos sugeriu a Litério Marques para “convidar deputados europeus ou a presidente do partido da Oposição”, para testemunharem a verdadeira importância da A32.

 

 

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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Jardins-de-Infância da Mealhada ligados à Internet

Novidade avançada na cerimónia de boas-vindas aos docentes

Os 14 jardins-de-infância do concelho da Mealhada vão ter acesso à Internet já este ano lectivo.

A novidade foi avançada pela vice-presidente da Câmara, Filomena Pinheiro, responsável pela área da Educação, durante a já habitual recepção à Comunidade Educativa que a autarquia promove no início de cada ano lectivo.

A sessão de boas-vindas, que culminou com um almoço de convívio no Parque dos Moinhos de Lograssol, juntou cerca de 400 agentes educativos, entre professores, técnicos e outro pessoal não docente, colocados nas escolas dos vários graus de ensino.

O projecto Obesidade Zero, destinado a prevenir e combater a obesidade infantil e juvenil, embora tenha sido lançado no final do ano passado, é no presente ano lectivo que está agora a arrancar que vai ganhar mais visibilidade.

De momento estão a decorrer as consultas de nutricionismo e no último fim-de-semana (12/13 Setembro) decorreram dois workshops sobre culinária, nas instalações da Escola Profissional da Mealhada, destinados aos mais novos, cujo principal objectivo foi ensinar-lhes o valor nutricional dos alimentos.

 

Centro Educativo da Pampilhosa vai entrar em funcionamento

Este ano lectivo será, também, o da entrada em funcionamento do primeiro centro educativo previsto na Carta Educativa - o Centro Educativo da Pampilhosa, cujas obras estão em curso - e o ano do arranque das obras de mais dois: o Centro Educativo do Luso e o da Mealhada.

Equipamentos que “são necessários, mas que são apenas uma parcela, a par com as pessoas, com as acções, com os afectos e com os sentimentos, no processo educativo”, afirmou Filomena Pinheiro, acentuando que a Educação é uma tarefa de todos (de toda a comunidade) e que a Câmara da Mealhada, por sua vez, “coloca as escolas no centro de todas as dinâmicas de desenvolvimento”.

Foram palavras partilhadas pelo presidente da Câmara, que sublinhou, ainda, o facto de a Mealhada ter sido a primeira Câmara da zona Centro a contratualizar com o Ministério da Educação novas competências na área da Educação.

“Que ninguém se iluda - advertiu Carlos Cabral -, porque ninguém terá um município de excelência se não tiver uma escola de qualidade”.

Por fim, o presidente da Câmara deixou um apelo aos professores e restantes agentes educativos, para que “não vejam a Câmara nas escolas como um corpo estranho”.

E pediu-lhes, também, para que façam chegar ao conhecimento da Câmara as situações dos alunos cujas famílias estejam a passar por dificuldades, neste momento de crise.

“Ninguém está em melhores condições que as escolas para detectar problemas e situações que as famílias têm e, às vezes, fazem passar envergonhadamente escondidos”, afirmou o autarca, reforçando a ideia de que o apoio às famílias, no actual momento de crise, “é uma preocupação extrema da Câmara Municipal da Mealhada”.

 

 

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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Águeda integra Águas da Região de Aveiro

Parceria envolve nove municípios

O Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Nunes Correia, deslocou-se, no dia 29 de Julho, a Aveiro, para presidir à cerimónia de assinatura do Contrato de Parceria Pública entre o Estado e os Municípios da Região de Aveiro para a gestão integrada dos serviços de abastecimento de água para consumo público e de saneamento de águas residuais urbanas.

A parceria envolve nove municípios: Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Oliveira do Bairro, Sever do Vouga e Vagos. O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Gil Nadais, deslocou-se a Aveiro para voltar a fazer do concelho pioneiro. Desta forma, Águeda é um dos nove municípios que vai fazer parte da futura empresa Águas da Região de Aveiro (ARA), empresa esta que será a primeira a operar na área da água e do saneamento resultante de uma parceria entre Estado e autarquias.

 

Ministro vê acção como pioneira no país

O Ministro do Ambiente, na sua deslocação a Aveiro, fez um discurso de agradecimento aos presidentes de Câmara presentes pelo espírito de inovação que assumiram. “Este é um caso pioneiro no sector”, disse, acrescentado: “Estou certo que outros virão”.

Para o representante do Governo, este “é o melhor passo a dar para o país”, garantindo que “as populações dos nove municípios que aderiram à nova empresa pública ARA vão ter um serviço ao nível do melhor que existe na Europa”.

A empresa arranca com a participação de nove municípios, o que totaliza cerca de 290 mil habitantes. Deverá ser constituída nos próximos dois meses e instalada nos seis meses seguintes.

A Águas de Portugal terá 51% do capital social, enquanto os restantes 49% ficarão nas mãos das Câmaras Municipais. A ARA é assim a primeira empresa a operar na área da água e do saneamento resultante de uma parceria entre Estado e autarquias, sendo que irá vigorar por um período de 50 anos.

A parceria tem por objectivo garantir a qualidade, a continuidade e a eficiência dos serviços públicos de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais, no sentido da protecção da saúde pública, do bem-estar das populações, da protecção do ambiente e da sustentabilidade económico-financeira do sector, contribuindo ainda para o desenvolvimento regional e para o ordenamento do território.

 

 

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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Continuidade das AEC, através da Câmara Municipal de Anadia, pode estar em risco

Litério Marques considera “escandalosa” forma de contratação dos docentes destas actividades

A continuidade das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), com a Câmara de Anadia como entidade promotora, pode estar em causa no próximo ano lectivo. Litério Marques, presidente da Câmara Municipal de Anadia, considera “escandalosa” e “vergonhosa” a forma, legalmente possível às autarquias, de contratação dos docentes das AEC, obrigando as autarquias locais a recorrerem a empresas de outsourcing.

“A contratação destes professores tornou-se um caos, porque as Câmaras Municipais não podem contratar pessoas de forma individual”, afirmou o autarca.

Litério Marques disse aos jornalistas que no passado dia 2, quinta-feira, reuniu na Câmara de Anadia com a Equipa de Apoio às Escolas de Aveiro, com os dois Agrupamentos de Escolas do município e com a Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), de Coimbra.

O encontro serviu para o autarca dar a conhecer o seu descontentamento face aos constrangimentos legais verificados na contratação de docentes das AEC.

 

Um “escândalo”

“É um escândalo. A Câmara de Anadia está disponível para continuar com as AEC, mas só se for possível à autarquia contratar os docentes da forma como é disponibilizada às empresas municipais ou a às empresas de recursos humanos”, referiu Litério Marques. “Não seremos intermediários entre o Ministério da Educação (ME) e uma qualquer empresa. Queremos ser responsáveis a 100% com aquilo que assumimos e nos comprometemos”, rematou.

O autarca disse que durante a reunião mostrou o problema a quem esteve presente, tendo a “solidariedade, compreensão e confiança dos agrupamentos, que dizem não prescindir da autarquia neste processo”.

 

Docentes ganham menos

Litério Marques disse que o orçamento para as AEC no concelho de Anadia é de 310 mil euros, sendo, sensivelmente, 80% dos professores das AEC residentes no concelho de Anadia. Julga, ainda, o autarca, que “com a contratação a ser feita através da empresa de recursos humanos, além dos professores ganharem, certamente, menos do que actualmente, auferem na autarquia os critérios de contratação, acompanhamento e substituições de professores e, ainda, a supervisão da actividade docente será, sobretudo, da empresa contratante.

 

“Um paradoxo”

O edil anadiense interroga-se como “o ME pode delegar competências nas autarquias, se dificulta os processos de contratação? É um paradoxo!”.

O autarca lamentou não terem estado presentes na reunião do dia 2 pessoas com “poder decisório”, aguardando agora que “levem o recado a quem de direito. Acredito que o bom senso vai imperar”. Mas se este “impasse não for resolvido”, Litério Marques garante que “a Câmara Municipal de Anadia irá responsabilizar o ME por esta situação”.

Peremptório, o autarca reafirmou: “A autarquia anadiense nunca fará papel de intermediária. Mas deseja ser uma parceira efectiva e responsável”.

 

 

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Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Excelência e Inovação no centro das II Jornadas de Modernização Administrativa

Hoje e amanhã em Águeda

A Câmara Municipal de Águeda vai realizar, hoje e amanhã, as II Jornadas de Modernização Administrativa, este ano com a temática Excelência e Inovação.

Após o êxito alcançado na edição de 2008, com mais de 400 participantes, a autarquia volta a apostar na iniciativa, que surge como uma oportunidade para a Câmara Municipal de Águeda e outras entidades darem a conhecer aos participantes e, em particular, à Administração Pública presente, os novos procedimentos que têm vindo a desenvolver e a implementar, inovando, facilitando e modernizando a sua acção junto de todos os cidadãos.

Estes dois dias permitirão também a troca de experiências entre os presentes e certamente ajudarão a traçar novos rumos para a melhoria das respostas aos utentes dos serviços públicos.

 

Segunda edição das Jornadas apresenta novidades

O presidente da Câmara Municipal, Gil Nadais, em conferência de Imprensa apresentou as novidades destas segundas Jornadas. Este ano as Jornadas destinam-se também ao público em geral e vão contar com participações internacionais. Serão ainda sorteados um PDA e uma placa de acesso à Internet. A organização decidiu alargar mais a tipologia da formação dada com as Jornadas a não “mostrar apenas o que se faz em Águeda, mas também em outras autarquias nacionais”, referiu o edil aguedense.

A explicação detalhada da iniciativa ficou a cargo de Pedro Alves, técnico da autarquia e um dos organizadores da iniciativa, que focou o facto “de as Jornadas, este ano, estarem abertas ao público em geral” referindo ser “importante que os aguedenses, e não só, vejam o nosso trabalho e o que fazemos”. À semelhança do ano anterior, “vamos contar com o testemunho experiente de quem trabalha no município”, mas “vamos também trazer até cá alguns gurus nacionais e internacionais, nomeadamente no painel dedicado ao Opensource”, explicou.

 

Detalhes das Jornadas

O arranque das Jornadas, hoje, vai contar com a participação da secretária de Estado da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques. Já a sessão de encerramento, amanhã, terá a participação do Ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, presenças que constituem indicadores do interesse e projecção que estas Jornadas voltam a merecer, nomeadamente junto da Administração Central.

As Jornadas de Modernização Administrativa funcionarão em três espaços. No que se refere às sessões teóricas, estas decorrerão no Cine-Teatro São Pedro, onde serão apresentados os principais temas das Jornadas.

Hoje serão abordados: Os novos desafios da transparência: contratação pública electrónica e da contabilidade analítica; Ambientes Opensource; Inovar no comunicar: uma exigência mais do que um desafio. Amanhã, dia 8 de Julho, vão ser reflectidos os seguintes temas: Desmaterialização: Tendências de evolução; Soluções informáticas integradas; Inovar e modernizar: mais que um desafio um caminho a percorrer.

Para Gil Nadais, o objectivo das II Jornadas “é ultrapassar o número de participantes do ano passado, caso contrário manter a mesma fasquia, tanto no número de participantes, como no sucesso alcançado”.

 

 

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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Instalações da GNR de Anadia com “condições muito deficitárias”

Deputado José Manuel Ribeiro denuncia problema através de requerimento dirigido a Rui Pereira

As instalações da GNR de Anadia, que inauguraram como prisão, sendo posteriormente adaptadas ao actual posto, têm “condições muito deficitárias”. Quem o diz é José Manuel Ribeiro, vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD na Assembleia da República (AR), que denunciou a situação através de um requerimento dirigido ao Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, entregue na Mesa no dia 25 de Junho.

De acordo com dados recolhidos pelo deputado, o edifício terá sido inaugurado em 1970, originalmente como prisão, onde funcionou até 1974, sendo depois transformado no actual posto da GNR de Anadia.

“Problemas ao nível da rede eléctrica e de canalização, infiltrações e humidades e tectos falsos a ameaçar ruína, são alguns dos muitos problemas identificados”, pode ler-se no documento entregue pelo parlamentar na Mesa da AR. “No início do ano de 2008 efectuaram-se alterações e algumas obras nas instalações, autorizadas pela extinta Brigada Territorial n.º 5. Alterações positivas mas ainda assim insuficientes”, acrescenta.

O rés-do-chão ficou destinado ao Posto Territorial e o andar superior, que antes servia de habitação ao comandante do posto, passou a ser ocupado pelo Destacamento Territorial. Instalações que José Ribeiro considera albergarem importantes órgãos territoriais da GNR, destacando a Equipa de Protecção da Natureza e do Ambiente (EPNA) e o Núcleo da Escola Segura (NES).

“A verdade é que estes dois indispensáveis órgãos continuam a trabalhar em condições exíguas e nada ideais. Por outro lado, o Núcleo de Investigação Criminal (NIC), outro departamento fundamental da GNR, também trabalha em condições longe do ideal”, denúncia.

 

Alojamento é “surreal”

José Ribeiro vai mais longe: “O que antes eram celas para os prisioneiros, hoje em dia são ‘quartos’ para os soldados. Na verdade, as celas tornaram-se quartos para os soldados sem qualquer obra profunda de adaptação para esse efeito. O caricato da situação é tal que a Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) impede que as celas sejam utilizadas para prender os criminosos, por falta de condições, mas já servem para os soldados descansarem e viverem, ficando quatro elementos por cada ‘quarto’. É surreal”.

Também a cozinha e a zona de lazer/convívio foram alvo de observação do deputado, que classificou os espaços como “terceiro-mundistas”.

José Ribeiro considera que “a mera feitura de obras nas actuais instalações já não solucionará os problemas existentes, tudo indicando que tal só será ultrapassado com novas instalações construídas de raiz”.

Assim, o deputado pretende saber se o Governo tem conhecimento das condições muito deficitárias das instalações da GNR de Anadia e como se propõe solucionar “este grave problema”. E se vão ser feitas obras ou se será construído novo edifício.

 

 

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Sábado, 27 de Junho de 2009

Valter Lemos presente na cerimónia de constituição da Fundação Comendador Almeida Roque

Objectivo primeiro passa pela criação da Escola Profissional da Bairrada

“Este é um dia grande para o concelho”. Foram estas as primeiras palavras do presidente da Câmara de Oliveira do Bairro, no dia escolhido para a assinatura de constituição da Fundação Comendador Almeida Roque (24 de Junho), fundação que tem como objectivo primeiro a criação da Escola Profissional da Bairrada.

A cerimónia iniciou com a leitura da escritura pública, a cargo do cartório notarial de Oliveira do Bairro, onde consta que a Fundação Comendador Almeida Roque é de direito privado e de utilidade pública e que visa promover, patrocinar e desenvolver actividades no âmbito da educação e da formação, bem como a integração dos cidadãos na vida profissional activa.

A fundação tem um fundo inicial de dois milhões de euros e seis sétimos de um prédio rústico com 11.400 m2 - doados pelo Comendador Almeida Roque - e de um milhão de euros doado pelo município de Oliveira do Bairro.

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Mário João Oliveira, referiu que o concelho tem Zonas Industriais dinâmicas, com indústrias em áreas diversificadas que se afirmam em território nacional e no estrangeiro. O mercado, essas mesmas indústrias e os empreendedores são exigentes e pautam-se pela procura de quadros técnicos qualificados. Nesse sentido, uma Escola Profissional vem colmatar uma das lacunas mais significativas na formação profissional de jovens e adultos que não queiram ou não optaram por seguir o ensino superior. Assim, a “Escola Profissional vem permitir mais e melhor emprego, qualificando a mão-de-obra existente e empregada no concelho, na região e no país, contribuindo para uma sociedade mais competitiva”, disse o autarca.

Ao secretário de Estado da Educação, Mário João Oliveira dirigiu as seguintes palavras: “Acredito que a sua presença assegura um interessado e activo empenho do Ministério da Educação neste projecto que é extraordinário. Contamos com o apoio do ministério que representa para erguer esta escola e pô-la ao serviço de todos”.

António Dias Cardoso, presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Bairro, manifestou admiração e regozijo pela presença de centenas de pessoas que vieram assistir à cerimónia, o que revelou a “grande preocupação que existe em relação ao futuro das camadas mais jovens”. Salientou ainda o facto de o Executivo ter a educação como prioridade.

Definindo-se como um homem do povo, o Comendador Almeida Roque fez questão de referir que na sua mocidade se sabia bem o que era a miséria, e que nunca se esqueceu desse tempo. Antes, esse facto preparou-o para a vida.

O Comendador referiu que “o secretário de Estado representa aquele que considero o ministério mais importante deste país. É o ministério que tem as chaves do futuro. Que forma homens. Por isso, pedimos a ajuda do Ministério da Educação para levar este projecto por diante”.

 

“Eu faço a minha parte”, diz Almeida Roque

“Eu faço a minha parte. Aqui lhe entrego os dois milhões com que me comprometi”, disse o Comendador, que deixou um recado: “Eu dei a iniciativa e o impulso que colocou este projecto em movimento. Mas é a Câmara Municipal, como utilizadora, que tem a responsabilidade de ser o seu garante”.

Para terminar, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, usou da palavra, dizendo ser “um prazer poder dizer que estou ao seu lado (do Comendador) nesta luta e nestes valores. Fiquei emocionado com o discurso do Comendador Almeida Roque, pois é um exemplo de cidadão para esta comunidade”.

Valter Lemos afirmou também que a Escola Profissional será uma grande escola e que garantirá o futuro dos jovens. Por isso, “estamos ao lado deste projecto, deste sonho. O apoio do Ministério da Educação será levado a cabo com a Câmara Municipal para que essa escola se desenvolva, pois é uma escola com um objectivo fundamental para o crescimento do país”.

Pela sala cheia, pelo objectivo nobre e primordial e pelo carinho e aceitabilidade deste projecto, o dia 24 de Junho ficará para a história do concelho de Oliveira do Bairro, como um dia em que se impulsionou, de forma decisiva, o desenvolvimento e o crescimento técnico, económico e humano.

 

 

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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Protocolo assinado para a regeneração da cidade de Águeda

João Ferrão preside à cerimónia de assinatura

O secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão, deslocou-se a Águeda, no passado dia 8, para presidir à cerimónia de assinatura do protocolo das parcerias para a Regeneração Urbana do Programa “Mais Centro” - Programa Operacional Regional do Centro entre a Câmara Municipal de Águeda e a Comissão Directiva do referido programa.

Os projectos que foram aprovados e que se vão desenvolver são de diferentes vertentes, passando pela cultura, desporto e tecnologia. Segundo Gil Nadais, presidente da Câmara Municipal de Águeda, estas parcerias “podem ser a viragem da baixa e da imagem da cidade”. As obras “vão dar uma qualidade de vida muito superior à baixa e a todos aqueles que lá vivem, sem esquecer os que nos visitam”.

O líder da autarquia disse querer “uma cidade mais amiga das pessoas”. Gil Nadais explicou que este projecto “é integrado, porque concretiza uma visão de cidade para todos”, acrescentando: “Queremos que as pessoas tenham uma qualidade de vida melhor, onde possam trabalhar, aprender, divertir-se e usufruir de um espaço urbano com qualidade”, finalizou.

O presidente da Comissão Directiva do Programa “Mais Centro” explicou sucintamente em que consistiam os projectos, quais os apoios alcançados, entre outras questões de relevo. Alfredo Marques deu os parabéns ao presidente da Câmara Municipal e a todos os parceiros pela iniciativa, afirmando que agora só resta “pôr mãos à obra”.

 

Reconhecido mérito das candidaturas

O secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades saudou o “excelente trabalho feito pela Câmara e pelos parceiros, porque trabalharam em conjunto para apresentar esta candidatura que saiu vencedora”. Salientando o facto de terem estado em causa dezenas de candidaturas, e só seis é que ganharam, se assim foi “foram vencedoras pelo mérito”. João Ferrão sublinhou “o entusiasmo e a alegria pelo facto do presidente da Câmara, quando vai a Lisboa, defender os interesses do município, apresentar ideias, projectos, mostrar o seu dinamismo em função daquilo que são os interesses essenciais deste concelho”.  

O representante do Governo agradeceu referindo que “o melhor que pode acontecer a qualquer Governo é ver surgir, no terreno, os projectos que concretiza”. As parcerias nem sempre foram bem aceites, “chegando a haver vozes cépticas em relação à capacidade de, a nível local, se organizarem parcerias, para se apresentar um programa comum”, salientado que “mais uma vez a prática veio dar-nos razão”. “Águeda é um exemplo interessante, porque mostra em várias áreas, a nível local, regional e internacional, que é possível obter sucesso”.

João Ferrão frisou que, no caso de Águeda, ficou “agradado com os projectos, pois olham para a cidade com uma óptica inter-geracional”, onde reconheceu que “hoje os centros das cidades estão envelhecidos, mas as pessoas idosas têm os mesmos direitos que os jovens. Uma cidade saudável precisa de todos”.

Na sua intervenção, o secretário de Estado reconheceu que “este tipo de intervenções são complexas”, acrescentando que “trabalhar em parceria não é fácil”. No entanto, “temos de estar conscientes que na sociedade actual não podemos deixar de trabalhar em parceria, não podemos deixar de trabalhar em rede”.

 

Programa de Acção de Águeda: A Indústria e a Cidade ao Serviço da Inovação e do Empreendedorismo

O programa proposto pelo município de Águeda tem por objectivo intervir na zona central da cidade, onde se localizam os principais equipamentos e espaços públicos e, consequentemente, onde se regista a maior dinâmica sócio-económica. Trata-se de um área de excelência urbana constituída pelas zonas central e antiga da cidade e ainda pela frente ribeirinha. Este plano de acção envolve a Câmara Municipal e outros actores públicos e privados.

 

Projectos:

- Associação Comercial de Águeda (ACOAG) – Programa de Marketing para o tecido comercial do Centro, com um custo total elegível de €100.000,00, obteve como fundo €70.000,00;

- Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (Universidade de Aveiro) – Projecto Integrado da ESTGA, com custo elegível de €264.000,00, obteve como fundo €184.800,00;

- d’Orfeu - Associação Cultural – Incubadora Cultural de Águeda e MARCA, com um custo total de €1.350.000,00, que obteve como fundo €945.000,00;

- Orfeão de Águeda – Teatro de Bolso, com um custo total de €211.250,00, que obteve como fundo €147,875,00;

- Santa Casa da Misericórdia de Águeda – Espaço Sénior, com um custo total de €960.371,63, com um financiamento de €672,260,14;

- Fábrica da Igreja da Paróquia de Águeda – CEFAS, com custo total de €269.982,00, com financiamento €188.987,40;

- Ginásio Clube de Águeda (GICA) – Espaço Multifunções de Águeda, com um total de €1.750.000,00, com um financiamento de €1.225.000,00.

 

Intervenção da Câmara Municipal

A intervenção da autarquia passa pelos espaços públicos como: a requalificação do Largo 1º de Maio e Bares; Requalificação do Jardim Conde Sucena; Requalificação da Casa do Adro; Requalificação do Espaço Público do Centro da Cidade; Requalificação da Rua Fernando Caldeira, entre outros.

O valor máximo de FEDER afecto à realização dos projectos identificados no programa de acção aprovado foi de 5.505.31,45 euros, que corresponde a 70% do custo total elegível dos projectos. Os próprios promotores ficam responsáveis pela restante despesa necessária à execução integral dos projectos, que corresponde a 2.359.414.90 euros.

 

 

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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Vinhas da Bairrada não vão a concurso

Falta de produtores inscritos leva à interrupção

Este ano não vai realizar-se o concurso “As Melhores Vinhas da Bairrada”. A Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) - entidade que lidera a iniciativa, em parceria com a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) - não reuniu um número suficiente de inscrições, aproveitando este interregno para fazer o balanço dos primeiros cinco anos de concurso. A sexta edição será relançada, com novos moldes.

João Casaleiro, presidente da Direcção da CVB, disse aos jornalistas que este ano será para “nos concentrarmos no balanço das cinco edições anteriores, fazermos a sua avaliação e tirarmos conclusões, para relançar o concurso, em moldes um pouco diferentes, com uma dimensão voltada para a questão do ambiente e da viticultura sustentável”.

Casaleiro informou que em Outubro será realizada uma sessão de explicação dos novos contornos do concurso.

José Santos, director de serviços da DRAPC, referiu tratar-se de um momento em que “sentimos a necessidade de pensar nos resultados e reformular o próprio concurso em si”. O objectivo será o mesmo: “Chamar os viticultores no sentido de terem maior preocupação com as suas uvas, para obterem um melhor produto”, sublinhou o dirigente.

É intenção da organização envolver empresas que neste ciclo são intervenientes. E conseguir maior número de produtores a concorrer, para envolver mais gente na iniciativa”, defendeu José Santos.

 

Desinteresse dos participantes

César Almeida, presidente do júri nas últimas edições, tendo acompanhado as cinco, diz ter começado a ver, nos primeiros anos, tudo a correr bem. Mas nos “últimos houve desinteresse dos participantes. Não queremos acabar com o concurso. Mas sim interromper para aproveitar para reflectir sobre o que estava menos bem”. César Almeida pretende propor que os antigos concorrentes e outras pessoas “dêem a sua contribuição para a melhoria da iniciativa”.

A “escassa participação” é para César Almeida o motivo número um para esta interrupção. “Gostaríamos que nos dissessem o que deve ser alterado para aproximar o concurso dos produtores, porque tivemos uma redução de 20 para meia dúzia”.

Nos outros anos, César Almeida diz que o número rondava os 20 participantes. “Mas eu já notava grande preocupação da CVB a telefonar aos produtores para virem. Houve desinteresse”, frisou, lembrando que muitos dos concorrentes eram os mesmos.

De qualquer forma, César Almeida diz ser notória a melhoria significativa no tratamento das vinhas.

José Santos atira as culpas para a globalização e para o aparecimento de países emergentes produtores de vinho, que não eram, como a Nova Zelândia ou o Chile, o que “faz com que o vinho chegue cá mais barato”.

Quem vem ao concurso “perde a vontade de voltar, porque cria-se uma rotina. Temos de criar estímulos. Queremos mostrar aos viticultores que há uma valorização profissional e técnica”, rematou o dirigente.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 08:28

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