Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Carlos Cabral apresenta recandidatura na Mealhada

“Se algum de nós for excluído, nenhum será candidato”

Carlos Cabral, actual presidente da Câmara Municipal da Mealhada, disse no dia 2 de Março aos jornalistas que só vai ser de novo candidato pelo PS à autarquia se toda a equipa com quem trabalha - os seus três vereadores e os seis presidentes de Juntas de Freguesia eleitos pelo PS - prosseguir, ou seja, se nenhum deles for excluído das listas a apresentar à Comissão Política Nacional do partido.

A acesa polémica foi gerada após Rui Marqueiro, presidente da Comissão Política Concelhia do PS local e presidente da Assembleia Municipal da Mealhada, se ter mostrado disponível para uma candidatura à Câmara Municipal nas autárquicas a realizar em Outubro.

“As próximas eleições no concelho estão a ser debatidas quase há quatro anos. Quando tomámos posse foi anunciado por alguém do PS que seria essa pessoa o próximo candidato à Câmara e que eu teria dito que este era o meu último mandato”, disse Cabral na conferência de Imprensa e desmentindo, no mesmo local onde dois dias antes Rui Marqueiro também esteve com os jornalistas, a quem, aliás, Cabral se referia, mas sem nunca utilizar o nome.

Carlos Cabral lembrou que as orientações da Comissão Política Nacional do PS são no sentido da recandidatura dos actuais autarcas, caso estes assim pretendam. Nesse sentido, revelou que em reunião recente com os órgãos distritais e nacionais “transmiti a intenção de candidatura da actual equipa”.

O presidente da Câmara da Mealhada - que se fez acompanhar dos vereadores socialistas e dos presidentes de Junta eleitos pelo partido, à excepção do de Antes, que teve uma consulta médica -, explicou aos jornalistas que se trata da recandidatura de toda a equipa do Executivo socialista, assim como dos seis presidentes de Junta eleitos pelo partido, anunciando que, entre todos, foi tomada a decisão de “sermos todos candidatos. Se algum de nós for excluído, nenhum será candidato”, garantiu.

Cabral justificava dizendo: “Sabemos de algumas situações que se têm passado que nos obrigam, entre nós, a nos candidatarmos todos ou nenhum”. O autarca acrescentou ainda que “só seremos candidatos pelo PS”, lembrando ter conhecimento de que os estatutos dizem que qualquer candidatura tem de passar pela Concelhia local. “Mas a Comissão Política da Mealhada tem de seguir as orientações da Nacional, que será soberana a decidir”.

O autarca afirmava que se hoje não há “grande Oposição, em termos de volume, no interior da Câmara, estranho uma Oposição que surge de fora, dentro do PS, desvalorizando sempre o nosso trabalho”.

E atirou: “O antigamente era bom. Houve quem ganhasse eleições comigo em segundo lugar. E se foi bom, eu também lá estava”, aludindo a Marqueiro.

Carlos Cabral afirmou ter conhecimento de estar a ser acusado de “falta de diálogo” e de “gestor de silêncios”. Mas “faço-o com consciência. Os meus silêncios por vezes são ensurdecedores. Esta equipa é coesa e homogénea. Estamos à disposição do PS e a responder à orientação do partido”, defendeu.

Questionado sobre a reintegração de 22 militantes do PS, que foram expulsos por integraram listas independentes contra o próprio partido - questão levantada por Rui Marqueiro -, Cabral garantiu que não se iria opor, “caso seja essa a vontade desses antigos militantes”, porque todas as pessoas são “recuperáveis”.

 

Mandato com muita obra feita

Cabral aproveitou a conferência de Imprensa para dar conta da “intensa actividade que a Câmara Municipal tem realizado neste mandato”, falando sobre o “forte investimento em equipamentos, jardins e espaços de lazer, para dar às pessoas melhor qualidade de vida”. A taxa de execução de investimento, de acordo com o autarca, ultrapassa os 90%.

Falando sobre o desemprego e apoiando-se em estatísticas, o autarca disse que a Mealhada é o segundo concelho menos mau do distrito de Aveiro, sendo considerado um dos 10 do país com maior equilíbrio e contenção no crédito: “Há cinco anos que não contraímos nenhum empréstimo e há três que passamos o 31 de Dezembro sem dever nada a empreiteiros nem a fornecedores”, rematou.

 

 

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Decisão final será tomada dia 20 de Março em reunião da Comissão Política local

Rui Marqueiro quer ser o candidato do PS à Câmara Municipal da Mealhada

Rui Marqueiro, presidente da Comissão Política Concelhia do PS da Mealhada e também da Assembleia Municipal, anunciou oficialmente, em conferência de Imprensa no sábado, dia 28 de Fevereiro, que vai ser o candidato à Câmara Municipal da Mealhada nas próximas autárquicas, caso a Concelhia que preside assim entenda.

Seguro de si, Marqueiro disse aos jornalistas que vai ser o candidato socialista à autarquia “se for essa a vontade da Comissão Política local”. E acrescentou ainda que “as instâncias nacionais nunca intervieram na Mealhada na escolha do candidato. Só se a votação não for clara se pode admitir que haja intervenção das instâncias nacionais”, afirmou.

O presidente da Comissão Política do PS da Mealhada sublinhou que vai respeitar sempre os estatutos do partido, aludindo às orientações da Comissão Nacional, que decidiu que todos os autarcas à frente de Câmaras Municipais devem recandidatar-se. Contudo, garantiu que não aceitará “nunca que sejam desrespeitadas as decisões da Comissão Política Concelhia, que deve ser sempre ouvida”.

Rui Marqueiro justificou ter tomado a decisão de apresentar-se disponível para ser candidato à autarquia mealhadense após conversações com Carlos Cabral, actual presidente da Câmara, para assim chegar a um terceiro nome a candidato. Mas dessas conversações diz nada ter resultado, porque o “camarada Carlos Cabral nunca me deu uma resposta clara sobre esta proposta”. E continuou: “Aliás, tem sido um excelente gestor de silêncios e, como tal, entendi que esse silêncio significa que a sua vontade é apresentar nova candidatura. Nesse cenário, entendo que estou em melhores condições para conquistar, de novo, a Câmara para o PS e apresento-me como candidato, se for essa a decisão do partido na Mealhada”.

A decisão final, de acordo com Rui Marqueiro, será tomada em reunião da Comissão Política Concelhia, agendada para o próximo dia 20 de Março.

Durante a Conferência de Imprensa, Marqueiro apresentou um discurso de “fazer de pazes” com os 22 militantes do PS expulsos há alguns anos - quando Cabral se candidatou sozinho -, defendendo o seu regresso ao partido.

Como argumentos para a candidatura usou a experiência acumulada ao longo dos anos que esteve afastado das lides autárquicas. De referir que Rui Marqueiro foi presidente da Câmara Municipal da Mealhada antes de Carlos Cabral, que está agora no segundo mandato.

“Sinto que sou capaz. Estou 20 anos mais velho, mas sinto-me com força para desempenhar as funções de presidente da Câmara, que sei que são espinhosas”, referiu, salientando ser hoje um homem “com mais experiência e conhecimento”, facto que justificou com a vivência no Centro de Estudos e Formação Autárquica do PS, como vice-presidente durante sete anos e agora como presidente daquele instituto público.

Rui Marqueiro afiançou que face ao cenário de crise, a sua principal prioridade será o combate ao desemprego, estando mesmo disposto a - caso fosse o presidente da autarquia -, “reservar quatro orçamentos da Câmara para combater este drama, nas actuais circunstâncias”.

O presidente da Concelhia do PS da Mealhada entende que actualmente “as condições que existem para governar a autarquia da Mealhada são muito melhores que aquelas que eu tive”, sublinhando que “é possível fazer ainda melhor”.

 

 

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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Cavaco Silva inaugura Cine-Teatro Municipal de Anadia

 

publicado por quiosquedasletras às 15:49

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Presidente da República recebido efusivamente em Anadia

População em peso na inauguração do novo Cine-Teatro para receber Cavaco Silva

A tão almejada inauguração do novo e moderno Cine-Teatro Municipal de Anadia concretizou-se na noite da última sexta-feira, dia 6, com a presença do presidente da República. Nem a chuva nem o frio foram impeditivos para a população anadiense, que acorreu ao local de forma massiva para receber Cavaco Silva e testemunhar o acto.

Litério Marques, presidente da Câmara Municipal de Anadia, que não escondia a satisfação de ter no seu concelho a presença do Chefe de Estado, entregou nas mãos de Cavaco Silva a Chave de Honra da Cidade de Anadia, atribuição aprovada em sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Anadia, que reuniu na manhã do mesmo dia.

Sensibilizado, o presidente da República agradeceu a distinção, que considerou “um belo gesto das gentes de Anadia”. Prometendo desde logo ser breve, para “não empatar o espectáculo”, Cavaco Silva disse que os portugueses conhecem já as gentilezas dos anadienses. Contudo “desconhecem o seu gosto pelo teatro”, sublinhou, lembrando o velho Cine-Teatro São Jorge, “por onde passaram, ao longo de décadas, várias companhias”.

Com o avançado estado de degradação do São Jorge, agora devoluto, foi a própria população que reclamou um novo equipamento, merecedor dos elogios de Cavaco Silva, que no entanto lembrou que o benefício de uma obra como o Cine-Teatro, e como tantas outras, “depende muito da utilização que delas é feita. É de grande responsabilidade da Câmara de Anadia promover a boa utilização deste equipamento cultural, que pode e deve trazer a melhoria do bem-estar às populações”.

Para finalizar, o presidente da República evocou o professor Rodrigues Lapa, “um grande vulto da cultura portuguesa, que espero que sirva de inspiração para a utilização que vai ser dada a esta nova casa”. 

 

Litério Marques fala da obra feita

Perante um Cine-Teatro completamente lotado, Litério Marques aproveitou a oportunidade para apresentar as obras que estão realizadas no concelho sobre a sua presidência, “mas também para sensibilizar sobre as dificuldades que enfrentamos nesta gestão”, disse.

O autarca referiu que obras como a inaugurada, “à altura das tradições de Anadia” - ultrapassou os dois milhões de euros mas veio “responder a uma grande lacuna do concelho na área da cultura” - são “exemplos concretos da intervenção da autarquia em prol da qualidade de vida dos nossos munícipes”.

Enumerando algumas das obras do concelho - Centro de Alto Rendimento - Velódromo Nacional de Sangalhos; Biblioteca Municipal (recentemente inaugurada); o Complexo Desportivo de Anadia e as suas valências; a construção dos novos Centros Escolares - Litério Marques disse tratarem-se de “autênticas odisseias, que hoje escritas já constituíam uma autêntica enciclopédia”.

Apesar de todo este investimento, o autarca garantiu que a Câmara que lidera mantém uma “situação financeira estável e exemplar para os municípios do país”. Situação que disse verificar-se devido à “gestão rigorosa e planeada, que nos permite garantir a solvabilidade e a liquidez financeira necessária ao equilíbrio das contas públicas”.

Litério Marques não terminou antes de dar a conhecer as suas maiores preocupações e dificuldades: “Ultrapassar as barreiras burocráticas” e as “dificuldades provenientes das constantes alterações legislativas”. A área social foi outra das preocupações que deu conta a Cavaco Silva.

O autarca finalizou, voltando a enumerar algumas obras já concluídas e dizendo que “muito mais nos propomos executar”, manifestando desta forma a vontade de “fazer mais e melhor, porque os anadienses assim o exigem e merecem”.

Seguiram-se as actuações do grupo coral “Clunny Vox” (Colégio de Famalicão), e de um “filho da terra”, José Cid. A noite foi conduzida com a apresentação de Jorge Gabriel.

 

Cerca de 270 lugares sentados

O novo equipamento conta com cerca de 270 lugares sentados, mais oito lugares para deficientes e está equipado e concebido para receber teatro, música, dança e cinema, além de poder servir para conferências e congressos.

 

 

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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Obra orçada em mais de 2 milhões de euros

Cavaco Silva vai inaugurar Cine-Teatro Municipal de Anadia

A Câmara Municipal de Anadia vai proceder à inauguração do Cine-Teatro Municipal de Anadia, no próximo dia 6 de Fevereiro (sexta-feira), pelas 21.30 horas, com a presença do presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Durante décadas, Anadia acorreu ao Cine-Teatro São Jorge para assistir a um bom cinema e aplaudir os seus grupos de teatro, artistas e companhias de renome que ali actuaram. No entanto, a degradação do edifício ditou o seu encerramento, e logo a população reclamou da autarquia a supressão desta lacuna no seu panorama cultural.

Face à inexistência, na área do município de Anadia, de infra-estruturas capazes de acolher as mais diversas disciplinas artísticas, foi fundamental a construção de um novo edifício de forma a possibilitar a criação de um espaço multifuncional, moderno e de qualidade.

O Cine-Teatro de Anadia, situado na zona do Montouro, surge da necessidade de substituir o antigo Cine-Teatro São Jorge, em total degradação e com deficientes condições de segurança, bem como do cumprimento das novas regras de eliminação das barreiras arquitectónicas existentes. Surge ainda como forma de diversificar a oferta cultural do município de Anadia e da região, apostando numa programação cuidada e qualificada nas diversas áreas, que potenciem o Cine-Teatro como espaço cultural moderno e que promova com qualidade o cinema, o teatro, a música, a dança, os colóquios, os congressos, as conferências, entre outros.

Apesar do grande esforço financeiro efectuado pela autarquia, este projecto pretende não só corresponder ao velho anseio dos munícipes - que não cessam de exigir que seja restituído ao teatro o brilho e o dinamismo de outrora -, mas também de dar condições de trabalho aos muitos grupos e associações que se esforçam por manter uma actividade regular e de bom nível, promovendo as suas próprias criações ou trazendo até nós a arte daqueles com quem vêm estabelecendo intercâmbios.

 

Capacidade para 270 lugares

O novo Cine-Teatro de Anadia, orçado em cerca de 2 milhões e 100 mil euros, tem uma implantação de 1182 m2 e uma área bruta de construção de 2180 m2, pelos quais estão distribuídas as áreas correspondentes ao auditório, com capacidade total para 270 lugares, que engloba a plateia e o balcão, sendo seis lugares reservados a pessoas com deficiência motora; sub-palco; oficina; arrecadações; lavandaria; cabina de bombeiro; dois camarins individuais e dois camarins duplos; palco; cafetaria; régie e zona de foyer.

Este espaço possui ainda parque de estacionamento próprio.

O equipamento cénico, iluminação, som e projecção existente é inovador, utilizando novas tecnologias de programação.

 

José Cid actua na inauguração

Como programa de inauguração, este novo espaço cultural contará com as actuações do Grupo Coral Clunny Vox, seguido da actuação do artista nosso conterrâneo José Cid. A cerimónia de inauguração terminará com um espectáculo pirotécnico-musical.

 

 

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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Museu da Cidade de Aveiro

Programa de formação para 2009

A Câmara Municipal de Aveiro deu a conhecer o programa de formação do Museu da Cidade de Aveiro para todo o ano de 2009.

Com os objectivos de mostrar o património cultural e natural da região de Aveiro, incentivar a participação activa da comunidade nas acções de valorização desse mesmo património, despertar consciências para a salvaguarda e valorização patrimonial, desenvolver acções de saber-fazer sobre bens patrimoniais, fidelizar públicos e captar novos segmentos, diversificando a oferta cultural, o Museu da Cidade de Aveiro organiza um programa de formação que integra várias actividades a decorrer durante todo o ano.

 

“Aveirenses Ilustres”

Até 18 de Maio decorre o segundo Ciclo de Conferências “Aveirenses Ilustres” onde se evoca um conjunto de personalidades que, com a sua acção, contribuíram para o desenvolvimento local e para a valorização da própria comunidade. Neste grupo inscrevem-se tanto aqueles que dedicaram a sua vida ao melhoramento socioeconómico e cultural da cidade e da região, como os que, pela sua excelência e impacto do seu trabalho e das suas convicções e ideais projectaram Aveiro ao nível nacional e internacional. De quinze em quinze dias, o Museu da Cidade presta homenagem a um aveirense ilustre.

 

“Aveiro: Os Meandros do Património”

De 7 de Fevereiro a 14 de Março realiza-se a acção de formação “Aveiro: Os Meandros do Património”, aos sábados, das 9 às 17.30 horas, no Museu da Cidade. Nesta actividade serão abordados vários assuntos, entre os quais, identificar as fontes documentais de museus, arquivos e bibliotecas, compreender e interpretar o seu conteúdo e conhecer os procedimentos essenciais para o seu acesso e manuseamento.

 

“Percursos com História”

“Percursos com História” consiste em percursos temáticos orientados por especialistas em História, Urbanismo e Arquitectura, explorando-se a percepção da comunidade numa perspectiva dinâmica e evolutiva como forma privilegiada de compreender a construção da paisagem histórica de Aveiro. Esta iniciativa dá vida ao conceito de museu polinucleado, que tem na cidade continuidade do próprio espólio museológico do Museu da Cidade de Aveiro. Ocorrerá aos sábados, de 14 de Fevereiro a 14 de Novembro, das 11 às 13.00 horas.

 

Outras actividades

Além destas acções, o Museu da Cidade irá promover o fórum “Que futuro para a Linha do Vale do Vouga” em Maio; o seminário “Comemorar” em Junho; o curso de Verão “Verão com o Museu da Cidade de Aveiro” de 13 a 17 de Julho; curso de formação “Introdução de Museologia” a 15 de Outubro; workshop “A Ciência da Arte Nova” no dia 10 de Novembro; workshop “Introdução à genealogia e Heráldica” e cursos livres de Agostinho da Silva “Património Histórico-Cultural de Aveiro”, ambos com datas a definir.

O Museu da Cidade tem a missão educativa/formativa como uma das suas valências estruturais. Formação entendida na perspectiva do conhecimento e de divulgação de cultura como veículos de valorização e salvaguarda patrimonial e direccionada tanto para a comunidade como para os próprios técnicos envolvidos na gestão de bens culturais. Esta noção fundamenta a organização de um conjunto de actividades centrado no conhecimento do património local, explorando a ambivalência natural-cultural, cujo valor contribui, decisivamente, para a identidade e diferenciação de Aveiro.

Neste papel educativo do museu, a sua articulação e concertação com as outras entidades que agem no território e que colaboram activamente na vida da comunidade, aportando os seus saberes e os seus contributos para uma causa comum, constituem uma mais-valia e proporcionam resultados qualitativamente superiores.

Para mais informações, os interessados podem contactar o Museu da Cidade de Aveiro, sito na Rua João Mendonça, 9-11, 3800-200 Aveiro, através do telefone 234 406 485, ou fax 234 406 307, e-mail museucidade@cm-aveiro.pt.

 

 

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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

“Declaração Universal dos Direitos Humanos: Que idade?”

Universidade Sénior da Curia promove debate

Partindo de uma analogia entre os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e a idade dos alunos da Universidade Sénior da Curia, a WRC promoveu a conferência “Declaração Universal dos Direitos Humanos: Que idade?”. A iniciativa decorreu no dia em que por todo o mundo se assinalou a efeméride, trazendo para a agenda das comemorações a questão da salvaguarda dos direitos humanos na idade sénior.

O auditório do Curia Tecnoparque recebeu no dia 10 cerca de quatro dezenas de convidados que ali se reuniram para assistir à conferência “Declaração Universal dos Direitos Humanos: Que idade?”, que contou com o testemunho do núcleo de Aveiro da Amnistia Internacional e da Cáritas Diocesana da Guarda. O debate contou com a moderação de Arsélio Pato de Carvalho, director e principal impulsionador do Instituto de Educação e Cidadania da Mamarrosa (Oliveira do Bairro).

Partindo do testemunho da Amnistia Internacional, enquanto organização não governamental de âmbito internacional, o debate partiu depois para o testemunho da Cáritas Diocesana da Guarda, uma instituição com esfera de influência local e cujo trabalho desenvolvido prende-se especificamente com os seniores.

O debate foi ainda enriquecido por cada um dos convidados presentes na sessão. Estes, que ao início foram desafiados a retirar aleatoriamente de uma tômbola um artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, foram depois convidados a reflectir sobre esse artigo e a partilhar as suas perspectivas com os demais participantes.

Mesmo na recta final dos trabalhos, Arsélio Pato de Carvalho lançou a todos um desafio: “As pessoas devem manter-se activas, tomar iniciativas, fomentar actividades e assim provarem que se mantêm válidas”. Esta é também a grande conclusão a retirar quando se fala em “idade”!

 

 

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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Anadia recebeu “2ª Conferência sobre Educação - Transferência de Competências”

Ministra “sem pressa” para transferir competências

Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação, advertiu, no passado dia 31 de Outubro, em Anadia, que todos os professores que não se submetam ao processo de avaliação não vão “reunir condições para progredir na carreira, como acontece com qualquer funcionário público”. A governante falava aos jornalistas à margem da “2ª Conferência sobre Educação”, subordinada ao tema “Transferência de Competências”, que decorreu no Cine-Teatro Municipal de Anadia. Sobre esta temática, a ministra foi clara, dizendo que o Governo “não tem pressa” na transferência de competências das escolas para as autarquias, andando ao ritmo que estas queiram, com os recursos disponíveis.

No espaço exterior ao Cine-Teatro de Anadia marcaram presença alguns docentes pertencentes ao Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), que vieram assim dar as boas-vindas a Maria de Lurdes Rodrigues, mostrando descontentamento face ao processo de avaliação.

Quem também não escapou às críticas do SPRC foi o presidente da Câmara Municipal de Anadia, Litério Marques, que enalteceu o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela governante, incluindo no processo de avaliação de docentes, dizendo também admirá-la, devido à coragem que tem demonstrado face à onda de contestação ao nível de todo o país.

Foi durante a sessão de abertura da “2ª Conferência sobre Educação - Transferência de Competências”, que Litério Marques lembrou à ministra da Educação que a “proximidade de gestão poderá acartar ganhos, sendo necessário ter a noção de que a assunção destas novas competências vai acarretar para as autarquias outras responsabilidades”.

O autarca pediu à governante para fazer alguma coisa em defesa dos orçamentos das autarquias, referindo-se aos financiamentos vindos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para a construção dos novos centros escolares, que não são aprovados em 70%: “Temos de desenvolver condições mínimas para pôr mãos à obra!”.

Litério Marques, de seguida, criticou a opinião de alguém do SPRC, por algumas escolas estarem a usar contentores para dar aulas. “Anadia não enfia esse barrete! Temos muitos pré-fabricados e ainda há dias levámos um a Mogofores, com todas as condições”, defendeu, sublinhando que em Anadia estes equipamentos vieram para dar melhores condições aos alunos.

“Como professor primário, não posso pôr de parte o que a ministra tem feito pela defesa do ensino e clarificação da avaliação de professores, que vem beneficiar o trabalho daqueles que dão a cara”, disse Litério Marques, acrescentando ainda: “Admiro a ministra da Educação pela sua coragem, devido à contestação que tem vindo a ter”. O autarca rematou avisando que a transferência de competências “tem de ser bem pensada, para as crianças não perderem”.

 

Professores abandonam sala

No momento em que Litério Marques criticou o SPRC e enalteceu o trabalho desenvolvido por Maria de Lurdes Rodrigues, alguns professores abandonaram a sala, descontentes com a “extrema agressividade das palavras, quer em relação ao sindicato, quer em relação aos docentes”, como explicou Rosa Gadanho, coordenadora do SPRC.

Aníbal Marques, professor de Psicologia na Escola Secundária de Anadia, foi um deles: “O que disse o presidente não está em consonância com o que se passa nas escolas. São afirmações descabidas! O processo de avaliação deve existir, mas em outros moldes, formativos em termos científicos e pedagógicos”. O docente defendeu ainda que o importante é “estarmos actualizados. E isso faz-se com acções de formação credíveis, que devem ser pagas pelo Ministério da Educação. Este modelo não faz sentido do ponto de vista operacional. É fragmentador e disperso. E não aufere a qualidade dos docentes”.

 

As escolas devem ser o centro

Maria de Lurdes Rodrigues disse que não podia deixar de vir ao primeiro encontro organizado por autarquias, dedicado à transferência de competências, “sobre o qual vale a pena reflectir”, visto que o apelo dos dias de hoje é para uma “maior descentralização, levando as autarquias e neste caso os pais e as escolas a terem mais autonomia”.

De acordo com a governante, as escolas evoluíram para organizações complexas, com cada vez mais autonomia, devendo ser o “centro das atenções, não podendo a sua autonomia ficar subsumida”. Para Maria de Lurdes Rodrigues, os ganhos de eficiência e qualidade são a chave para esta reflexão. “Mas o Ministério da Educação não tem pressa. Tem a pressa que tem o país. Neste momento, 100 autarquias já assinaram o protocolo”, adiantou.

Sobre o QREN, a ministra referiu estar feito um projecto para os centros escolares, mas que ainda não se gastou nada, portanto “não vamos para já dizer se é muito ou pouco”. Maria de Lurdes Rodrigues disse ainda que todas as Secundárias vão ser remodeladas, sendo que este mês abre o concurso para as 75 escolas que vão ser modernizadas em Março.

Após um almoço que decorreu no Museu do Vinho Bairrada, a governante esteve a ouvir a opinião de um grupo apreciável de presidentes dos Conselhos Executivos de várias escolas da região, sobre o processo de avaliação de professores. Também deu a sua opinião sobre algumas práticas. (Foto: Davide Silva)

 

 

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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

Conferência Internacional para partilhar experiências

Litério Marques espera que a iniciativa leve à organização da 2ª edição

O auditório do Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, foi o local escolhido para a realização da “1ª Conferência Internacional sobre Políticas Educativas”, que teve lugar na última sexta-feira, dia 28 de Setembro. Além dos participantes portugueses, estiveram presentes as delegações da Letónia, Cabo Verde e Itália, faltando alguns países.

Conhecer e analisar os modelos educativos implementados nos países intervenientes, perspectivar estratégias de intervenção nos processos educativos e esclarecer e valorizar o papel dos encarregados de educação no modelo de escola a implementar foram os principais objectivos desta iniciativa, da inteira organização da Câmara Municipal de Anadia.

A “1ª Conferência Internacional sobre Políticas Educativas” teve como destinatários autarcas, técnicos da administração local e central com responsabilidades na área da Educação, Conselhos Executivos, professores e encarregados de educação. O auditório do Museu do Vinho Bairrada esteve cheio.

“É sempre com muito orgulho que acolhemos toda a gente na nossa terra. Mas estas presenças, no dia de hoje (sexta-feira), assumem um significado muito especial perante a importância da temática em questão - a Educação”, disse Litério Marques, presidente da Câmara Municipal de Anadia, durante a sessão de abertura.

O autarca continuou, mostrando vontade de, em conjunto, reflectir durante a conferência “sobre o que conhecemos e sobre o que são as nossas convicções para o futuro, em termos educativos”. Litério Marques frisou que “lamentarmo-nos eternamente sobre os nossos atrasos na Educação” não era o trajecto a seguir, sendo por isso necessário “arrepiar caminho. E para tal, nada melhor do que nos juntarmos para partilharmos o melhor da experiência de cada um”.

Fernando Mendonça, adjunto do Governador Civil de Aveiro, felicitou a autarquia pela iniciativa, “muito meritória”. “É sempre importante quando um grupo de professores se reúne para discutir. E eu, como ex-professor, fico satisfeito por ver o auditório cheio”, disse.

Por seu turno, Engrácia da Fonseca e Castro, directora regional de Educação do Centro, também deu os parabéns à Câmara de Anadia, “que teve esta ideia notável numa fase de mudança e transformação”. E acrescentou: “Esta conferência é extremamente relevante, numa fase em que já se sentem laços muito estreitos entre a Educação e as autarquias. Só conjuntamente e em estreita articulação vamos promover mais bem-estar, mais educação, mais desenvolvimento e qualificação profissional”. Engrácia Castro frisou a presença de vários países, com pessoas credenciadas na matéria, sendo uma base de trabalho “excelente”. Seguiram-se os painéis de discussão e debate.

publicado por quiosquedasletras às 14:38

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