Domingo, 27 de Julho de 2008

População de Anadia volta à rua

“Unidos pela Saúde” juntam mais de 200 manifestantes em vigília

Foi a vigésima sexta acção de protesto da população de Anadia, após sete meses de negociações entre a Ministra da Saúde, Ana Jorge e o presidente da Câmara, Litério Marques, que desta vez não participou. O movimento cívico “Unidos pela Saúde” desconfia do protocolo que está a ser trabalhado entre o autarca e o Governo e exige a reabertura do Serviço de Urgências do Hospital José Luciano de Castro à noite.

Ao que tudo indica, o protocolo prevê apenas a substituição da ambulância de suporte básico (SUB) por outra de Suporte Avançado de Vida (SIV), mas os moradores do concelho de Anadia querem a presença de um médico e de um enfermeiro durante o período da meia-noite às 8 horas.

A vigília da noite da passada quarta-feira, dia 23, dividiu visivelmente os autarcas de Anadia. Entre as mais de duas centenas de manifestantes que desfilaram pelas ruas da cidade esteve o presidente da Assembleia Municipal de Anadia, José Manuel Ribeiro, mas não o presidente da autarquia.

Assumindo “algumas reservas em relação ao que se vai sabendo”, José Manuel Ribeiro afirma estar à espera que Litério Marques, também do PSD, lhe envie o que é proposto pelo Ministério da Saúde.

Por seu turno, Litério Marques considera que é prematuro qualquer manifestação, dado que decorrem ainda as negociações com a ministra: “A boa-fé imperou, mas a verdade é que em termos da parte descritiva do protocolo, nem de perto nem de longe a ministra assegura o que nós temos vindo a conversar. Não garante a tal funcionalidade do Hospital de Anadia”, alegou à Rádio Renascença.

Já José Paixão, do movimento “Unidos pela Saúde”, classificou o documento como o “protocolo da traição”, lembrando que “Anadia continua à espera de uma solução de atendimento 24 horas por dia”. “Só pedimos um médico e um enfermeiro que trabalhem durante a noite, o que sai mais barato do que os carros de serviço dos administradores de algumas empresas públicas que dão prejuízo”, atirou.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 11:44

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1 comentário:
De São Pedro a 5 de Agosto de 2008 às 20:16
Em pleno século 21, mais concretamente ano civil 2008, voltamos a assistir as mesmas reivindicações do século XVI. É altura de nos questionarmos, de onde viemos? Onde estamos? E para onde vamos? Faz sentido uma cidade como Anadia, perder uma urgências? Faz sentido depois de tanta luta, de tanto mediatismo, de tantas afirmações do Sr. Presidente da Câmara perante os flashes e as objectivas das câmaras das TVS passado pouco mais de meio ano este protocolo, com algumas pequenas alterações cosméticas, interessara a população Anadiense e ao Presidente da Câmara? Ou de facto interessa única e exclusivamente ao Presidente da Câmara. Não estará a tocar umas urgências que serviam à população de Anadia por um Velódromo que serve a luxúria de 2 ou 3 Anadienses?

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