Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Vinhas da Bairrada não vão a concurso

Falta de produtores inscritos leva à interrupção

Este ano não vai realizar-se o concurso “As Melhores Vinhas da Bairrada”. A Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) - entidade que lidera a iniciativa, em parceria com a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) - não reuniu um número suficiente de inscrições, aproveitando este interregno para fazer o balanço dos primeiros cinco anos de concurso. A sexta edição será relançada, com novos moldes.

João Casaleiro, presidente da Direcção da CVB, disse aos jornalistas que este ano será para “nos concentrarmos no balanço das cinco edições anteriores, fazermos a sua avaliação e tirarmos conclusões, para relançar o concurso, em moldes um pouco diferentes, com uma dimensão voltada para a questão do ambiente e da viticultura sustentável”.

Casaleiro informou que em Outubro será realizada uma sessão de explicação dos novos contornos do concurso.

José Santos, director de serviços da DRAPC, referiu tratar-se de um momento em que “sentimos a necessidade de pensar nos resultados e reformular o próprio concurso em si”. O objectivo será o mesmo: “Chamar os viticultores no sentido de terem maior preocupação com as suas uvas, para obterem um melhor produto”, sublinhou o dirigente.

É intenção da organização envolver empresas que neste ciclo são intervenientes. E conseguir maior número de produtores a concorrer, para envolver mais gente na iniciativa”, defendeu José Santos.

 

Desinteresse dos participantes

César Almeida, presidente do júri nas últimas edições, tendo acompanhado as cinco, diz ter começado a ver, nos primeiros anos, tudo a correr bem. Mas nos “últimos houve desinteresse dos participantes. Não queremos acabar com o concurso. Mas sim interromper para aproveitar para reflectir sobre o que estava menos bem”. César Almeida pretende propor que os antigos concorrentes e outras pessoas “dêem a sua contribuição para a melhoria da iniciativa”.

A “escassa participação” é para César Almeida o motivo número um para esta interrupção. “Gostaríamos que nos dissessem o que deve ser alterado para aproximar o concurso dos produtores, porque tivemos uma redução de 20 para meia dúzia”.

Nos outros anos, César Almeida diz que o número rondava os 20 participantes. “Mas eu já notava grande preocupação da CVB a telefonar aos produtores para virem. Houve desinteresse”, frisou, lembrando que muitos dos concorrentes eram os mesmos.

De qualquer forma, César Almeida diz ser notória a melhoria significativa no tratamento das vinhas.

José Santos atira as culpas para a globalização e para o aparecimento de países emergentes produtores de vinho, que não eram, como a Nova Zelândia ou o Chile, o que “faz com que o vinho chegue cá mais barato”.

Quem vem ao concurso “perde a vontade de voltar, porque cria-se uma rotina. Temos de criar estímulos. Queremos mostrar aos viticultores que há uma valorização profissional e técnica”, rematou o dirigente.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 08:28

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