Sábado, 11 de Abril de 2009

José Oliveira deixa o apelo: “Seja responsável! Questione o seu estado vacinal”

Anadia é um dos concelhos melhor vacinados do distrito de Aveiro

O concelho de Anadia é o segundo com melhor cobertura vacinal no distrito de Aveiro, com uma percentagem que chega aos 80%, de toda a população. Ainda assim, há freguesias onde este índice se situa acima dos 90%, como são exemplos duas freguesias do concelho: Ancas (93,19%) e Aguim (92,15%).

Para José Oliveira, enfermeiro na Extensão de Saúde de Aguim e responsável concelhio pela vacinação, visto que integra a Coordenação Distrital, estes números devem-se ao “trabalho das equipas de saúde. A vacinação é um trabalho onde os enfermeiros assumem a liderança. No entanto não se pode desprezar o trabalho de nenhum outro funcionário, sendo precioso o incentivo feito pelos médicos aos próprios utentes” e a “colaboração do pessoal administrativo, a quem o programa informático fornece o alerta de falta de vacinação a cada contacto de utente não vacinado”. 

 

O Programa Nacional de Vacinação (PNV)

A vacinação, “só por si, permite evitar mais mortes e doenças do que qualquer tratamento médico”. É desta forma simples e resumida que José Oliveira tenta mostrar a verdadeira importância das vacinas, que representam “a saúde na sua vertente preventiva, visto terem a capacidade de proporcionar a prevenção das doenças infecciosas”.

O Programa Nacional de Vacinação (PNV) é um programa universal, gratuito e acessível a todas as pessoas presentes em Portugal. Apresenta um esquema de vacinação recomendado que constitui uma “receita universal”.

Nos anos seguintes à entrada em vigor do PNV, em 1965, verificou-se uma notável redução da morbilidade e da mortalidade pelas doenças infecciosas alvo de vacinação.

O novo PNV entrou em vigor em Janeiro de 2006, vindo assim substituir o de 2000.

O PNV de 2006 inclui as vacinas contra a tuberculose, a hepatite B, a difteria, o tétano, a tosse convulsa, a poliomielite, a doença invasiva por “Haemophilus influenzae do serotipo b”, o sarampo, a parotidite epidémica (ou papeira), a rubéola e a doença invasiva por “meningococos do tipo C” e a introdução de uma nova vacina contra o papiloma vírus humano.

“Em 2005, e após uma apurada auditoria a todo o Serviço Nacional de Saúde, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou o nosso PNV o melhor do mundo, por ser o melhor implementado e mais abrangente, face às doenças existentes e às vacinas que as evitam e ainda o melhor rastreado”, afirmou José Oliveira, com orgulho.

 

Como funcionam as vacinas?

As vacinas são produtos químicos/biológicos que, “uma vez introduzidos no organismo, induzem, no sistema imunitário, a capacidade de reconhecerem os agentes causadores de doença infecciosa, de os combaterem ou de impedir a sua progressão”, explicou José Oliveira.

De uma forma mais figurativa, “as vacinas funcionam como imagens dos agentes de doença, fornecidos à memória imunitária. Esta, uma vez alertada para a existência desses agentes perniciosos, será capaz de emitir respostas adequadas ao combate e ao impedimento da instalação da doença”, referiu.

O esquema de vacinação recomendado tem como objectivo obter a melhor protecção, na idade mais adequada e o mais precocemente possível. As vacinas iniciam logo ao nascimento, com a administração das vacinas BCG (tuberculose) e hepatite B, estando incluídas vacinas para mais 10 doenças graves.

No que diz respeito a todas estas vacinas, existe uma cobertura até aos 18 anos de idade. Estas 12 vacinas são todas gratuitas. Após os 18 anos, o calendário apenas inclui a vacina anti-tetânica e a vacina contra a hepatite B para grupos de risco.

“Até aos 18 anos, no nosso concelho, com estas vacinas a cobertura é acima dos 95%, o que permite assegurarmo-nos da existência da imunidade de grupo”, adiantou José Oliveira. Ou seja, “o facto de uma larga percentagem da população estar vacinada funciona como protecção da população não vacinada, num fenómeno epidemiológico que toma este nome”.

 

A vacina anti-tetânica

Este facto só não se verifica com a doença tetânica: “Só está protegida toda a população se todos estiverem vacinados. A doença adquire-se através do contacto com fezes, terra, objectos sujos, mordeduras de animais, picadas de insecto, queimaduras e feridas”, explicou o enfermeiro.

“Cada morte que ocorre por doença tetânica é um fracasso da razão, é um fracasso da humanidade. A doença é absolutamente evitável pela vacinação”, afirmou José Oliveira, que defende que a cobertura da vacina deveria ser de 100%. Contudo, actualmente, as taxas de cobertura vacinal, no distrito de Aveiro, rondam os 70%, “facto que muito nos preocupa”, referiu.

As pessoas estão protegidas depois de efectuarem três doses. (Foto: Davide Silva)

 

 

publicado por quiosquedasletras às 07:28

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