Sábado, 21 de Março de 2009

Renny Moniz e Hernâni Moreira partem dia 24 rumo à capital do Egipto

Bairradinos levam bandeira de Anadia ao Cairo em 15 dias de aventura

Renny Moniz e Hernâni Moreira, dois bairradinos naturais do concelho de Anadia, vão partir no dia 24 à conquista do Cairo, capital do Egipto, ao volante do “Primefix 76”, um automóvel da marca Mazda com mais de 30 anos de idade.

A façanha vai consistir em atravessar países como a Argélia, Tunísia e Líbia, até cortar a meta na maior cidade do mundo árabe e da África - o Cairo - e depois regressar, completando 12 mil quilómetros em apenas 15 dias.

Para Renny Moniz a aventura já não será de todo estranha. Até porque em 2008 o “velhinho bólide” já atravessou as terras de África até Dakar, a capital do Senegal.

“Desta vez tudo surgiu de uma brincadeira. Em primeiro falou-se em ir até Trípoli, capital da Líbia. Mas depois um amigo sugeriu o Cairo, numa conversa de café”, conta Renny Moniz, que acabou por lançar o desafio a Hernâni Moreira, que vai sair pela primeira vez para fora da Europa.

A dupla, que se vai estrear pelos destinos que vai agora trilhar, não sabe ao certo o que vai encontrar pelo longo caminho. Mas de uma coisa ambos têm a certeza: “O nosso objectivo é levar a bandeira de Anadia e o espumante da Bairrada até às Pirâmides de Gizé. As garrafas que levamos connosco só serão abertas lá”, garantiu Renny Moniz, mentor da aventura.

 

Um longo e árduo percurso

É já na próxima terça-feira, dia 24, pelas 9 horas, que a dupla de aventureiros parte simbolicamente da frente da Câmara Municipal de Anadia, rumo a Lisboa, onde será feita a partida oficial, junto do Monumento aos Descobrimentos.

O trajecto continua por Badajoz, já na vizinha Espanha, até Alicante, onde o “Primefix 76” e os dois bairradinos vão apanhar o “ferry-boat” (barco) até à Argélia, o que deverá acontecer ainda no dia 26.

Segue-se a Tunísia, território que vão pisar, se tudo correr bem, no dia 27 de Março. Depois entram na Líbia e no Cairo.

Ambos admitem que o maior medo será haver algum azar com o carro, que a verificar-se terá de ser solucionado por eles próprios. A retenção nas fronteiras pode ser outro problema, “mesmo estando já os vistos todos tratados”, asseguram.

Dos 12 mil quilómetros percorridos, as paragens serão única e exclusivamente destinadas para realizar manutenções na viatura e para descansar. Os dois bairradinos pretendem completar mil quilómetros por dia.

 

Orçamento de 5 mil euros 

O caminho que vai ser percorrido por Renny Moniz e Hernâni Moreira tem um orçamento previsto que ultrapassa os 5 mil euros. A maior fatia, ao contrário do que se possa pensar, não vai para o combustível (gasolina). “Vai para a travessia do barco e para os vistos, onde vamos gastar 1.800 euros”, garantiu Renny Moniz, que explica que na Líbia a gasolina é vendida a oito cêntimos.

Este ano a viagem vai contar com o apoio da Câmara Municipal de Anadia - além de outros patrocínios de várias empresas da região e dos próprios aventureiros - que acolheu o projecto, “mostrando uma abertura muito importante. A autarquia mostrou vontade de participar, o que muito nos agradou”, afiançou Hernâni Moreira.

Refira-se que o “Primefix 76” vai estar em exposição durante o dia 23 (segunda-feira), véspera da partida, junto ao edifício da Câmara Municipal de Anadia, para que a população possa ver e conhecer a viatura que vai até ao Cairo.

 

Uma bagagem bem pensada

Comida, à base de enlatados, água, mapas e GPS, assim como uma bússola, máquina fotográfica, tenda e sacos de dormir são alguns dos objectos que não vão poder faltar na bagagem de Renny Moniz e Hernâni Moreira.

Renny Moniz, 38 anos, é natural da freguesia de Arcos, Anadia. É gerente do “Baldas - Centro de Cópias”, na Malaposta. Questionado sobre o que o move em mais uma aventura, responde de forma peremptória e entre risos: “Carimbar países”.

Já Hernâni Moreira, 50 anos, é natural da freguesia de Vilarinho do Bairro. Militar, cumpriu toda a sua carreira nos pára-quedistas. Move-o a vontade de se “redescobrir”. Lembra ter sofrido um acidente grave há dois anos, servindo esta aventura para “saber como estou e quais os meus actuais limites”, confidencia.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 08:17

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