Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Cumpre-se a tradição no dia 6

Ceia do porco em Bolfiar, Águeda

De novo o Núcleo Desportivo de Bolfiar não deixará esquecer o dia da matança do porco, nem a fartança dos dias seguintes. O sarrabulho comia-se logo no dia, o ensopado da cabeça no dia seguinte e os rojões pouco tempo depois. Mas, em Bolfiar, a celebração faz-se toda no mesmo serão, para que ninguém esqueça os serões de Inverno, quando o cevado saía do curral direitinho à salgadeira.

Esta celebração cultural tem sido repetida no primeiro sábado de Dezembro, sempre em Bolfiar, tendo nos últimos anos estacionado na casa aconchegada de Nelson Gomes, um verdadeiro lugar de culto, que disputa ao São Geraldo a primazia de capela mais frequentada e recebe reclamações das tabernas e cafés locais de concorrência desleal. Em 2008, será no dia 6 de Dezembro e a ementa segue os mesmos padrões da tradição e a mesma mestria do paladar apurado pelo saber de tantas e tantas gerações.

Na entrada, o sarrabulho dá as boas-vindas, com a mesma sem-cerimónia com que os matadores o provavam, na bacia larga com alho, azeite, limão e uma pitada de pimenta, ainda em cima da barriga do porco, quando se virava entre duas lavadelas. Depois vem o ensopado da cabeça ou cacholada, neste caso enriquecida com os tronchos saborosos de meio-sal e os ossos de assuã. Para lavar a boca, a rojoada com hortaliça.

O serão desta quadra já pede castanhas e elas lá estarão, tão quentes como os bilharacos acabados de fazer no borralho da casa do Nelson. Para despedida aparecem sempre cantigas, porque como diz o David Fernandes, “numa casa portuguesa, seja rica ou modesta, pode haver festa sem vinho, mas nunca vinho sem festa”.

Quem quiser chegar a Bolfiar e juntar-se à celebração da matança do porco, apenas terá que avisar com alguma antecedência, contactando os responsáveis do Núcleo Desportivo de Bolfiar ou telefonando para o 93 359 18 86 (Bruno), 93 555 44 43 (Victor) ou 93 818 06 73 (António Peralta). Pode ainda reservar lugar no restaurante Sobe & Desce ou no café Parreira.

 

 

publicado por quiosquedasletras às 07:35

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